segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Reitoria não será mais a mesma

Santa Maria ganhou destaque na mídia gaúcha durante toda a semana passada. Estudantes ocuparam a Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria para fazer reivindicações. Garantia de três refeições para todos os estudantes no Restaurante Universitário, melhorias de infra-estrutura dos cursos novos, cumprimento de horário de trabalho dos professores, segurança e pavimentação de ruas da Casa do Estudante foram alguns dos motivos da Reitoria ter sido ocupada.
Pelo que se viu na imprensa, foi uma ocupação organizada e os estudantes estavam determinados. E ainda estão, porque o prédio continua ocupado. A ocupação está no 12º dia.
No terceiro dia de ocupação, a porta principal foi bloqueada pelos estudantes com o objetivo de pressionar a Reitoria ao diálogo. A ação acabou trazendo alguma antipatia ao movimento e deu justificativas ao Reitor que não cansou de repetir o mantra: "sempre estivemos abertos ao diálogo". Sei...
O discurso do Reitor na imprensa é sempre travestido de uma "serenidade" e "tranquilidade". Mas se vê ali uma pontinha de "ai, que saco estes estudantes revoltados..." (interpretação livre minha, talvez esteja viajando); Fato é que esta Reitoria é muito parada mesmo; tem razão os estudantes de protestar. Por outro lado, o discurso dos "representantes" do movimento poderia ser melhor né, mais coerente; é um discurso que não se comunica muito com outras pessoas que não sejam estudantes.

Protestos
E olha só como ações como essa contaminam. Na quinta-feira passada, estudantes de medicina da UFSM fizeram um protesto em frente ao HUSM, solicitando que os professores cumpram a carga horária. É até ironia né. Os alunos querendo aulas. Uma galera se manifestando...mta gente mesmo! Na matéria da RBS TV, a entrevista fria, vazia e incoerente da coordenadora do curso na televisão denunciou que realmente deve ter problemas.

Ocupação da Reitoria nas redes sociais
A gurizada que não é boba nem nada, criou o blog Reitoria da UFSM Ocupada, onde constam informações sobre o movimento. O post atual, inclusive, lista todas as reivindicações dos estudantes. Muito legal a iniciativa de criar o blog. Falta só atualizar mais, postar mais notícias, fotos...enfim, alimentar o blog.
Também foi criado um twitter, o @UFSMocupada. Este sim com mais atualizações, mas somente com 430 seguidores, por enquanto.

Cobertura
Além do blog da Ocupação, a Revista O Viés também está fazendo uma cobertura interessante; muitos integrantes da revista, inclusive, estão na ocupação e por isso, tem condições de dar um relato que é bem próximo aos acontecimentos.
O Diário de Santa Maria publicou semana passada uma matéria com o título "Uma Reitoria pra chamar de sua" onde relata aspectos da organização dos estudantes no local.
O jornalista Claudemir Pereira também está publicando alguma coisa no site.

Eu não concordo com todas as bandeiras dos estudantes; até porque tem discurso da Assufsm e Sedufsm misturado na fala de alguns estudantes, infelizmente; Acho este atrelamento bem complicado, apesar de existir, é claro, demandas semelhantes.

Espera-se que os estudantes consigam ser atendidos e que os serviços se normalizem na UFSM, apesar dos funcionários estarem em greve, mas esta greve dos técnicos é assunto para outro post.

Foto de Ivon Fernandes, publicada na Revista OViés


Agora, vai

Agora é pra valer!
Vou voltar a atualizar este blog. Ou troco de nome.
Justo neste ano, que resolvei me dedicar a trabalhar em rede, criar blogs, alimentar redes sociais, esqueço completamente o meu blog querido.
É um absurdo. Porque eu continuo escrevendo. Mas fica tudo espalhado por aí.
Agora tudo vai mudar. Vou escrever. Preciso escrever.
...
é isso

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Escritas da Clínica: a Psicanálise ao pé da letra

Olha que evento bacana da Prévôté Espaço Psicanalítico:

Escritas da Clínica: a Psicanálise ao pé da letra.
O evento começa nesta sexta, dia 26; No Hotel Morotin, no centro.

Abaixo, o texto de divulgação e a programação.

Desde Freud temos que a psicanálise é um campo e uma práxis constituída na e pela fala. Freud, ao escutar em seus pacientes os sintomas, os sonhos, as fantasias e seus delírios, desvelou a íntima relação entre a estrutura da psiquee a estrutura da linguagem. A partir de então, temos que o inconsciente é estruturado como uma linguagem, mas uma linguagem ao meio à qual apareceu sua Escrita. A escrita e o escrito foram temas da investigação freudiana, do “Projeto” (1895) até o “Bloco mágico” (1925), aparecendo na forma de conceitos como: traço psíquico, inscrição, tradução, transcrição, deciframento, rébus do sonho, impressão, entre outros.

Jacques Lacan, ao retomar os fundamentos freudianos não deixou de ler na obra de Freud esse interesse pela função e lugar da escrita/letra no inconsciente. Buscou, inicialmente, definir a instância da Letra em sua lógica do significante, como podemos ver já na abertura de seus Escritos (1966).

Ao se aproximar do fim de seu ensino, Lacan define a Letra como limite/litoral ao simbólico, o que não deixou de fazer limite a escuta/interpretação da clínica psicanalítica. Lacan parece nos convocar a fazer uma espécie de leitura clínica, uma leitura do inconsciente, tal como podemos ver em Mais Ainda (1972/73): “É evidente que, no dizer analítico, só se trata disto, do que se lê, para além do que vocês incitam o sujeito a dizer…”. Do que se lê… no que se diz, é a fórmula aparentemente enigmática com a qual a psicanálise busca enfrentar as dificuldades que a clínica nos apresenta cotidianamente.

Qual a função da escrita? Que papel desempenha a escrita na transmissão da psicanálise? “Escritas da Clínica: a Psicanálise ao pé da letra” pretende justamente propor um espaço para produção e debate em torno dessas e outras interrogações.


PROGRAMAÇÃO

26/08 - sexta-feira-noite

18h-Abertura

18h30- Mesa 1: Traços, fantasias e litoralidades

“Traços, vestígios e travessia: escritos de guerra”

Luís Henrique Pereira, Psicólogo, Especialistaem Clínica Infantil(UNIFRA), Mestre em Educação (UFSM), Integrante da Prévôté

“Ficção e História: as possibilidades dos vazios do texto”.

Vera Prola Farias, Doutora em Estudos Literários, Professora (UNIFRA)

“Entre escritas”

Vanessa Solis Pereira, Psicóloga, Mestre em Educação (UFSM), Integrante da Prévôté

20h30min- Conferência

“A instância da letra no inconsciente e a direção da cura na clínica psicanalítica”Norton Cezar Dal Follo da Rosa Júnior, Psicanalista, Membro da APPOA e Membro da Associação Clínica Freudiana

27/08- Sábado- manhã

9h- Mesa 2:Transmissão da psicanálise; Letra à Letra

"O bê-á-bá da escrita: questões de ordem da desfiguração"

Luis Fernando Lofrano de Oliveira, Psicanalista, Membro da APPOA e Membro da Associação Espaço Psicanalitico

"Lacan com Meng Tsu: a presença da escrita na fala"
Gustavo Muller, Psicólogo, Mestre em Linguística (UFSM), integrante da Prévôté


10h45- mesa 3: Escrito e a fala: Leituras de transferência

“Como se escreve um sujeito?”

Luciane Chiapinotto, Psicóloga do Serviço de Acolhimento Institucional de Gravataí – RS e integrante da Prévôté

"O que faz, afinal, um analista dos limites da interpretação?"

Volnei Antonio Dassoler, Psicanalista, Integrante do CAPS ad Caminhos do Sol-Santa Maria, Mestre em Psicologia, Membro da APPOA

“Escrita de um caso: conjugações”

Márcia Alves Züge, Psicóloga, Mestreem Psicologia Sociale Institucional da UFRGS, Integrante Prévôté


27/08 - Sábado- tarde

14h30min - Mesa 4: Estilo, corte e rasuras no ofício do analista

"Do infantil da dor a dor do corpo da escrita"

Marcos Pippi de Medeiros, Psicanalista, Mestreem Psicologia Clínica(PUC-SP), Professor do Curso de Psicologia (UNIFRA), Membro APPOA, Integrante Prévôté

“Gota d’água: feminino e litoral”

Luciana Portella Kohlrausch, Psicóloga, Mestre em Lingüística (UFSM), Especialistaem Atendimento Clínico(UFRGS), Integrante da Prévôté

“O Estranho em E.T.A. Hoffmann”

Sílvia Raimundi Ferreira, Psicanalista, Mestreem Psicologia Sociale Institucional (UFRGS), Membro da APPOA

Coffe break

17h- Conferência

“De onde vêm essas palavras que me saem pela boca?”

Edson Luiz André de Sousa, psicanalista, analista membro da APPOA, Professor do PPG Psicologia Social e PPG Artes Visuais UFRGS. Doutor em Psicanálise e Psicopatologia pela Universidade de Paris VII.

Pós-Doutorado na EHESS, Paris e Universidade de Paris VII. Professor visitante na Deakin University (Melbourne) e Instituto de Estudos Criticos (Mexico ). Pesquisador do CNPQ. Coordena junto com Maria Cristina Poli o LAPPAP – UFRGS ( Laboratório de Pesquisa em Psicanálise, Arte e Política). Membro da Society of Utopian Studies. Autor entre outros dos livros “Uma invenção da Utopia” (Lumme editora, SP), Freud: ciência, arte e política, escrito em parceria com Paulo Endo (LPM, Porto Alegre)

Inscrições e informações:

- Valores:

Antecipados até o dia 08 de agosto: Estudantes 60,00 / Profissionais 80,00

Após ou no Local: Estudantes 70,00 / Profissionais 90,00

- Inscrições na Prévôté Espaço Psicanalítico pela parte da tarde.

- Inscrições mediante depósito bancário:

conta:
Banco do Brasil
conta: 7096-3
agência: 4675-2

Rafael Frigo Flores

*** Mandar comprovante por email (prevote_ep@yahoo.com.br) para efetivar a inscrição.

- Mais informações pelo telefone – 30261145, pelo blog –http://prevote.wordpress.com/ ou pelo email prevote_ep@yahoo.com.br

- Durante o Seminário haverá exposição de desenhos de Luciana Portella Kohlrausch e exposição de fotografias de Marcos Pippi de Medeiros.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Isso é teatro!

Começa hoje o 4º Festival de Teatro Independente de Santa Maria, o Fetism. Escrevi os textos de divulgação do Fetism para o blog do Macondo Coletivo e não fui capaz de divulgar nada por aqui até agora.

Acompanho o Fetism mais ou menos desde a primeira edição, em 2008. Teatro de qualidade a preços acessíveis. Peças ótimas seguidas de discussões entre jurados e plateia. Além de apreciar os espetáculos, que acontecem neste ano no TUI, na praça e em três bairros da cidade, aprende-se muito sobre teatro.

O Fetism 2011 foi organizado pelo Palco Fora do Eixo e Macondo Coletivo. Toda identidade visual incluindo blog foi feita pelo artista Elias Maroso.

Olha aí a programação do evento e visita o blog do Fetism:







O Núcleo de Comunicação do Macondo Coletivo vai fazer a cobertura do Festival. Acompanhem pelo blog. E bom Festival!

sábado, 9 de julho de 2011

#BicicletadaSM

Sempre fui meio mongona para andar de bicicleta. Quando pequena, gostava da segurança das rodinhas. Tinha medo de cair; eu tinha medo de várias coisas. Meio travadinha, sabe. Só subia na árvores depois que todos subiam, só subia o morro depois que via os outros indo primeiro...etc. Tipo maria vai com as outras. Eu era delicada, hahaha.
Então...acho que aprendi mesmo a andar de bike na adolescência. Achava as bicicletas altas demais, e saía andando tremelicando. Tirar as mãos do guidão, nem pensar. Era demais para mim. Patético.

Uma das coisas legais que a gente fazia em Restinga Seca era andar de bike na estrada de chão (sim, porque não tinha asfalto na estrada em frente a nossa casa). Íamos até um local chamado Espigão, um mega ladeirão, todo empedrado. Subíamos até o topo com as bikes e descíamos o espigão. Uhuuuuu!! Detalhe que eu, tri idiota, na primeira vez, desci junto com a Lúcia - uma em cada bike-, só que eu não freei durante a descida. Bom...só lembro da Lúcia me olhando disparando na frente dela, tri apavorada. Claro que eu ganhei o racha né. Na loucura, mas ganhei. E eu com as mãos grudadas no guidão e a adrenalina a mil pelo Brasil. Se eu caísse...iria me machucar bastante. Sabe quando tu não se liga que pode usar o freio? Tá loco...

Eu me lembrei disso porque vi no Twitter que no dia 14 de agosto, um domingo, ocorre a #BicicletadaSM, com saída às 15h da Biblioteca Pública Municipal.
Seria tão bom se houvesse na cidade mais estrutura para circulação de bicicletas e menos carros. Não adianta culpar as pessoas por comprarem carros se não há ciclovias, não há trens, não há transporte coletivo eficiente.
Eu adoraria me deslocar de bike na cidade, mas tenho medo de fazer isso em Santa Maria. O trânsito daqui anda tão caótico, tão intolerante, tão desorganizado, que não tem como as pessoas simplesmente trocarem o meio de transporte pela bicicleta.

Então, eventos como esse são interessantes para trazer à tona essa discussão. Ainda mais depois do episódio do maluco atropelador em Porto Alegre.

O cartaz é de Elias Maroso. Ficou bem legal!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Filme seu filho e tenha milhões de acessos

Domingo me prestei para olhar um programa da Eliana, no SBT, onde ela entrevista os famosos da internet. Os cidadãos comuns que colocam vídeos na rede e têm milhões de acessos, transformando-se em celebridades da rede. Entre estes famosos, SEMPRE tem algum vídeo com crianças. Bebezinhos e sua espontaneidade, filmados pelos pais em situações engraçadas ou dramáticas. Talvez o sucesso destes vídeos se dê justamente pelo aspecto espontâneo, real, pois as crianças parecem não se importar em estarem sendo filmadas ou não; não se deram conta ainda desses mecanismos e agem naturalmente; o que nos dá a sensação de estarmos realmente testemunhando aquele momento.
Mas é claro que isso não explica tantos acessos, tanto sucesso destes vídeos. Não tenho por hábito acompanhar muito estes virais; alguns eu só conheço depois que todo mundo já viu.

Vamos a alguns deles.
A Alice me mostrou o "Mataram a formiguinha. que dó". Dois gêmeos. Um deles mata uma formiga e o outro entra em desespero e começa a gritar "que dó, que dó", hahaha. é engraçado.



No programa da Eliana, passou um muito impressionante também. O menino Matheus entra em desespero depois de matar um passarinho sem querer. É muito teatral!! Quem gravou e colocou na rede foi a irmã. O vídeo teve 13 MILHÕES de acessos. É engraçado também, mas é assustador ver a perturbação do piá. Inclusive nos comentários tem uma pessoa xingando a irmã por ter filmado ao invés de confortar a criança.




Mas o que dizer de um pai que filma o filho indo ao banheiro, sobe o vídeo no youtube e tem seis milhões de acessos?



Um dos mais famosos é o "Charlie bit me". São nenéns muito fofinhos mesmo. Desconfio que foram meio ensinadinhos, pois este é o segundo vídeo de Charlie e o irmão. Mesmo assim, é muito engraçado ver as carinhas deles!




O bebê do reggae é um dos mais legais. O pestinha que se acalma ao escutar Bob Marley.





Por último, o bebê que dança Beyoncé. Esse é muito engraçado porque dá pra ver o bebezinho tentando imitar as dançarinas. Super empolgadinha a cria!




São tantos os vídeos que não tem como citar todos. O David after dentist também é muito engraçado, a menina que pede pra fechar a porta e larga um "tranquilo?", o bebê que rebola ao ouvir aché. Enfim ,são diversos os vídeos de crianças, com milhões de acessos.

Além de se tornarem celebridades na rede, as crianças são chamadas para programa de televisão, entrevistadas e seus vídeos são parodiados e transformados em versões funk. As falas das crianças viram hashtags no twitter e se popularizam nas conversas do cotidiano.
"Is this real life?", pergunta o David anestesiado.
Sim, é a vida midiatizada, completamente, ou o "ethos midiatizado" conforme Muniz Sodré. Somos mídia, tudo é mídia, tudo pode ser gravado, publicado na rede e transformado.

Como as coisas são vistas e avaliadas sob vários olhares e os comentários dos vídeos do youtube mostram muito bem isso, os pais destas crianças também são alvos de fortes críticas, pois expõem seus filhos na internet diante de milhões de internautas. São crianças. Em meio a tantos fakes e máscaras da Internet, essa espontaneidade e inocência que as crianças trazem aos vídeos são atrativos interessantes.

Eu observo e me diverto vendo. E tento entender este mundo louco em que paramos na frente do computador para assistir aos lances da vida privada dos outros.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Atualizando...


Depois de um mês sem atualizar o blog, o que dizer? Que desculpas dar aos leitores (havia alguns, que devem ter debandado, e com razão):

-que o Twitter, admito, fez eu diminuir as postagens no blog;
-que eu passei a atualizar outros blogs ao invés do meu;
-que eu fico fazendo mil coisinhas na internet: atualizando outros blogs, mandando emails, fazendo agenda, divulgando...MENOS escrever no blog;
-que talvez não me sinta mais muito motivada a escrever ou que eu tenha mil ideias e aí acabo não escrevendo nada;
-que o layout do meu blog está tão horrível que acabei largando mesmo;
-que alguns trolls criticando minha redação no blog me afetaram;
-que a redação da dissertação acabou me afastando daqui;
-que eu ando cansada, principalmente nos finais de semana;
-que final de maio e início de junho foram dias agitados em que fui a congressos e participei de aulas na Facos/UFSM
-que eu estou abdicando de escrever comentários rasos; então, prefiro nem escrever


Não vou dar a clássica desculpa de tempo porque é ridículo.
Enfim, prometo, novamente, escrever mais aqui, nem que seja pra mim mesma.

(essa fotinho introspectiva, que eu gosto, foi feita pelo fotógrafo Eduardo Barreto)