sábado, 19 de junho de 2010

Pop acústico de qualidade

Dois músicos de grande qualidade tocando canções de sucesso de suas respectivas ex-bandas só poderia resultar em um show agradável, bem executado. Assim foi minha impressão do Pouca Vogal que ocorreu ontem no Park Hotel Morotin que estava lotado. O Projeto Pouca Vogal é uma parceria de Duca Leindecker, vocalista da Cidadão Quem, e Humberto Gessinger, líder dos lendários Engenheiros do Hawaii. Duas bandas que eu gosto bastante e que foram homenageadas ontem pela dupla que tocou os principais sucessos dos dois grupos além de composições próprias.

Impressionou-me a recepção calorosa e ativa do público do Pouca Vogal. Como comentou alguém aqui de casa: "também né. Nunca vem nada pra Santa Maria". Pode ser...Um público ávido de shows de artistas mais "pop" comemora muito quando um show como esse é apresentado aqui. E olha que é a terceira vez que o Pouca Vogal se apresenta em SM. Tive a impressão que eu era a única pessoa que estava pela primeira vez assistindo à dupla. Não me empolguei tanto como o público que cantou e ovacionou praticamente todas as músicas.

Agradou-me o formato acústico do Pouca Vogal. Sentados, Duca e Gessinger se destrincham em vários instrumentos e sintetizadores que dão a impressão de que há uma banda inteira no palco. Mais carismático, Humberto Gessinger provocava êxtase da plateia a cada vez que puxava a gaita de boca tocada em meio à cabeleira loira característica. Enquanto o ex-vocalista dos Engenheiros confere energia e vivacidade à apresentação, Duca Leindecker é a delicadeza e leveza poética. Ou talvez seja o contrário.

No show, não faltaram as releituras dos grandes sucessos dos Engenheiros: Até o fim, terra de gigantes, refrão de um bolero, somos quem podemos ser, piano bar etc. Em Piano Bar, teve até uma homenagem: "No táxi que me trouxe até aqui, Saramago me dava razão". Muito bom relembrar dessas músicas. Eu cresci ouvindo Engenheiros porque meu tio, o Adriano, era muito fã deles. Cada novo Long Play (sim, os bolachões) comprado era uma festa, haha. Solinhos de guitarra do tio ou roda de violão não podia deixar de fora os Engenheiros. Ai, ai. Eu tô rindo só de lembrar. Clichezando total: foram músicas que marcaram uma época...

Do Cidadão Quem, foi bom ouvir "o amanhã colorido", a ótima "ao fim de tudo", além de "girassóis", "dia especial" etc. Óbvio que eles também tocaram a enjoada "pinhal" para o delírio do público teen.

Bom show. Meus agradecimentos à Rádio Itapema, uma das promotoras do evento, que sorteou ingressos no Twitter. E eu fui uma das sortudas.


2 comentários:

  1. Ainda espero o texto do Shopping Independência.
    M.

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