sexta-feira, 29 de maio de 2009

Cala a boca, Cristina


Eu não gosto da Cristina Ranzolin como apresentadora. Acho ela muito melhor como repórter. Além dela se apresentar no estúdio como um pinheirinho humano, com seus colares, brincos, anéis, que chamam mais atenção para ela do que para a sua fala, Cristina e sua colega Rosane adoram falar coisinhas idiotinhas depois das matérias.
Na edição de hoje do Jornal do Almoço, Cristina se superou. Depois da transmissão de uma matéria sobre a morte de três brigadianos, vítimas de acidente de trânsito, em Caçapava do Sul, ela diz para o telespectador: "O que é o destino, não é...". Ai, por favor, Cristina! Me poupe dessa observação de quem acredita que tudo é o destino, que tudo "esta escrito", inclusive um acidente de proporções bem violentas. Só faltou ela dizer: que estava na hora deles, ou que deus quis assim.
Aliás, eu tenho saudades dos velhos tempos em que os apresentadores se limitavam a dar a notícia e deu. Não ficavam comentando, dando lição de moral, conselhinhos, ou dando risadinhas; ai, ai...isso é muito irritante. Alguns apresentadores chegam até a derramar lágrimas para mostrar que são humanos. Jornalista sensível e humano não é isso. Definitivamente não é.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Totalmente inesperado

Estava eu estudando, às 16h, em casa, quando toca meu celular. É o meu irmão: "Silvana, vamos para o Beira Rio?". Ha, legal, quando? "AGORA", diz o Pedro. Agora???De que jeito?? (pensa rápido, pensa rápido, hã...hã...hã). Tá bom, vamos. 16h30, eu, Pedro e meu primo Luciano, três colorados louquinhos, já estávamos na estrada para assistir a Internacional X Coritiba pelas semifinais da Copa do Brasil. Que loucura!!! Sair da rotina, assim, de repente, assusta, mas é bom. Às 21h50, de ontem, horário em que geralmente estou em casa assistindo a jogos na televisão, eu estava lá, no Beira Rio, cantando, torcendo, filmando, fotografando, (perdi um gol do Inter porque estava mexendo na máquina) completamente contagiada pela multidão.
Gente! É contagiante mesmo. Emociona ouvir um estádio inteiro cantando...é muito legal!! O jogo se torna quase um motivo para todos irem ali cantar juntos. Uma espécie de cumplicidade entre aqueles milhões de desconhecidos. Mulheres, crianças, famílias inteiras, grupos de amigos...Luciano me diz que hoje ir ao Beira Rio se tornou um programa tranquilo. Não há o que temer.
Internacional 3, Coritiba 1. Cansados, três horas de viagem de ida, mais três horas de volta; mas felizes. Para Pedro e Luciano, médicos que ralam a semana inteira e também nos finais de semana, duas horas no Beira Rio, mesmo com a viagem cansativa, são momentos de lazer que dificilmente sairão da memória. Valeu, guris! Convidem-me sempre, hehe!
video

terça-feira, 26 de maio de 2009

Maísa: infância roubada


Muito interessante a entrevista de Ivana Bentes, publicada na Folha de São Paulo de domingo e reproduzida no site do Instituto Humanitas Unisinos ontem. Ivana fala da Maísa, a menininha apresentadora do SBT que, além de ter um programa seu, participa dos programas do dããã Sílvio Santos. Eu vi a Maísa através do CQC (que eu amooooo) e vídeos no you tube.
Em seu programa, Sílvio Santos já colocou a menina dentro de uma mala e num dos últimos episódios levou um menino para assustá-la. E ela se assustou de verdade, gritava, corria, desesperada. E a platéia rindo. O CQC criticou Sílvio Santos, Marcelo Tas comentou as maldades no twitter e a Justiça acabou interferindo e proibiu a participação da criança no programa do Sílvio.
Na entrevista, Ivana fala da exploração midiática de Maísa: "A garota é realmente adorável e "monstruosa" ao mesmo tempo. Tem a dupla face da mídia atual, que incorpora e utiliza o mais "espontâneo", o íntimo, a gafe, o erro, o choro e todo o tipo de assujeitamento e humilhação como matéria altamente valorizada".
O que vai virar esta menina? Desde os seis anos trabalhando de apresentadora na TV? Não quero nem ver...já chega a Xuxa que é infantilizada até hoje, coitada!
Ai, ai. A televisão mostra, a gente olha. A TV quer audiência e o telespectador quer algo que lhe interesse. E neste jogo, coisas horríveis vão ao ar.

a razão on line

Não faz muito tempo elogiei aqui o novo site do Jornal A Razão. Pra que...A home não é atualizada desde quarta-feira passada. Ainda bem que o link Edição Impressa está atualizado...Olha...essas versões on line dos nossos jornais locais, vou te dizer...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mercados. Again.


É comum veículos de comunicação promoverem campanhas contra acidentes de trânsito, contra drogas, contra qualquer tipo de violência etc. O Diário de Santa Maria resolveu defender a abertura dos mercados aos domingos. O editor de economia do Diário, Deni Zolin, já havia se manifestado, em sua coluna semanal, a favor da abertura dos mercados aos domingos. Pois ele mesmo foi quem escreveu a matéria deste final de semana na qual consta categoricamente que: "A maioria dos santa-marienses é a favor da abertura". Para afirmar isto, o Diário se valeu de uma enquete com 50 pessoas, pesquisa esta feita NO CENTRO. ok. O resultado, claro, não poderia ter sido outro: 76% dos entrevistados acham que os mercados devem abrir. Dentre as diversas profissões das pessoas favoráveis, UM comerciante e UM vendedor. E DEZ estudantes. Foram 38 pessoas a favor e 12 contrárias à abertura dos mercados aos domingos. Números impressionantes mesmo!!! E a página com as fotinhos dos entrevistados é o máximo mesmo! Super informativa! É legal ver as carinhas das pessoas!
Para sustentar sua super-enquete, o Diário ainda cita uma pesquisa de uma NOVA empresa, criada por recém-formados da UFSM e da Unifra, que utilizou critérios mais científicos (ufa! só que o Diário não diz quais critérios) e entrevistou 424 pessoas (uau!). Esta pesquisa revelou que 57% das pessoas mudaram de hábitos com o fechamento dos mercados (é normal as pessoas mudarem de hábitos, assim como ocorreu com os contêineres). O sócio desta nova empresa diz que tinha a preocupação de fugir do achismo. Tá bom. Entendi que os tais critérios científicos foram as perguntas colocadas pela tal pesquisa. Aliás, há uma bem significativa. 87% dos entrevistados disseram ser contrários à abertura se os direitos legais dos funcionários não forem cumpridos. Isto é interessante! Porque o cumprimento destas leis é dado como óbvio pelos defensores. E acredito que não seja tão óbvio assim.
Posso até aceitar que a pesquisa desta empresa justifique a afirmação de que a maioria dos santa-marienses deseja a abertura. Afinal, foram 400 pessoas de "bairros e distritos" (não consta na matéria quantos bairros e nem quais distritos). No entanto, a enquete do Diário, com 50 pessoas, colocada na capa do jornal, com letras garrafais (foto), não pode ser usada para fazer tal afirmação.
Meus parabéns a charge do Elias da mesma edição, relativizando os gostos da "maioria". Nem sempre o que a maioria gosta ou quer é o melhor. Uma charge pode falar mais do que uma página inteira de jornal.

domingo, 24 de maio de 2009

Eu me odeio


O que faz um ator interessante como James McAvoy (foto), que já fez belos filmes como O último rei da Escócia e Desejo e Reparação, se envolver numa produção tão ruim como o filme O Procurado. Perdeu meu respeito!!
Eu sou uma besta. Perdi duas horas do meu querido domingo olhando esse filme. E eu não consigo largar filmes ruins na metade. É masoquismo mesmo. Eu tenho que ver a porcaria até o final para concluir que realmente é uma porcaria. A Angelina Jolie, coitada, ela é uma atriz estética. Não serve para nada. Patética. É só caras e bocas (e que boca!) e tatuagens. Visual puro. E colocar ela como matadora já virou o clichê dos clichês. Ver uma mulher linda com armas na mão deve ser fetish dos norte-americanos. E o Morgam Freeman também está no elenco. Foi colocado lá para dar alguma credibilidade ao lixo. Bah! Queimou o filme dele totalmente...Porque O Procurado tem só efeito especial e um monte de gente morrendo. O enredo é uma BOSTA!!!! Um looser que descobre que é matador! Ai por favor! A cena dos ratinhos com bombas é de matar!!! Mas eu mereço isso. Fui avisada pela Alice que o filme era ruim. Ela me avisou e vai tirar um sarro da minha cara!

REC- Mas o final de semana não foi só de filme podre. O filme espanhol de suspense e terror REC foi uma boa surpresa.É bom assistir a um filme câmera na mão, tipo Bruxa de Blair, feito por não americanos. Muito susto, muito suspense...Haaaaaa!!!! Aperto no coração, medoooooooooo!!!!! Muito bom!!!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Território, Beco e Anaterra

Não sabe o que fazer nesse sábado (23) à tarde? Quer ver coisas diferentes e pessoas legais?
Então vamos até a Praça dos Bombeiros, a partir das 15h. Lá vai ter fanzine, exposições artísticas, mercado das pulgas e Negociata da alma (isso dá medo e não sei do que se trata).
Depois, lá pelas 19h, vai ter leitura de textos literários na Livraria Anaterra que fica bem perto da Praça.
A iniciativa das atividades é do Território Independente (rede social da Internet), Beco (grupo que congrega pessoas do teatro, literatura e poesia e que já fez junções na Gare) e Livraria Anaterra. A Anaterra já tem um ano de funcionamento da cidade e é comandada pelos queridos Feijão e Deca. É com certeza uma das melhores livrarias da cidade.

Faltou um nome para o evento, né pessoal!!! (só para não passar em branco a resmunguice habitual)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Minuano

Polêmico o artigo de Kuka Pereira, ex-coordenador do Minuano, publicado nessa quarta-feira no Diário de SM. No texto, ele diz claramente que o festival nativista não saiu este ano por falta de apoio do governo municipal. Pois é. A Prefeitura deve ter seus motivos. Não lembro bem, mas me parece que a alegação do Município na época foi a de que haveria um problema na prestação de contas dos organizadores do evento.
Mas, de qualquer forma, é uma pena mesmo não termos o Minuano da Canção Nativa este ano. Já fui umas duas vezes no evento e é muito bom. A cidade perde um importante evento cultural.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Visual demais


A propaganda visual dos candidatos à Reitoria da UFSM está realmente intensa. Eu diria até exagerada, e diria até sem noção e diria até ridícula. A foto ao lado mostra os corredores da Facos, na UFSM. São corredores e corredores de bandeirinhas de São João de um dos candidatos.
E está assim no Campus inteiro, no HUSM, na Biblioteca, por tudo...Está tudo tomado por bandeirinhas, banners e pinduricários em geral. Horrível! Dá a impressão que a eleição é só isso: propaganda. Muito papel, muito plástico...argh! coisa mais anti-ecológica. Que desperdício!!
Pela quantidade de propaganda, parece que a "comunidade universitária", como dizem, não sabe quais são os candidatos.
Ainda estou esperando por um debate para ir que não seja num canal de tv a cabo.

As páginas dos candidatos tem várias notícias sobre a campanha. No http://www.felipedalvan.net/, dá pra baixar o plano de gestão da chapa. No http://novaufsm.blogspot.com/ há várias notícias e o jingle da campanha em três versões diferentes.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Blogs


Hoje, na aula de docência orientada, na graduação, eu, a professora, meu colega de Mestrado e os alunos conversamos sobre blogs. Alguns alunos do terceiro semestre de Jornalismo disseram que desconfiam das informações publicadas em blogs. A primeira coisa que falaram foi que é difícil de confiar nos conteúdos publicados por blogs. É claro que outras opiniões diferentes surgiram.
O que me surpreendeu, no entanto, foi o fato de alguns alunos terem dito que o jornalismo, para ter credibilidade e confiabilidade, deve estar atrelado a alguma instituição. Posso estar enganada, mas notei que eles não costumam muito entrar em blogs jornalísticos.
Acho normal esta desconfiança deles; ainda mais neste momento em que o diploma está sendo discutido. Estar consciente de que qualquer pessoa pode criar um blog e publicar conteúdo jornalístico pode ser angustiante.
Afinal, nem tudo pode ser classificado como notícia vide a ilustração acima, hehe.
Neste cenário, é impossível não refletir sobre o papel do jornalista nestes novos tempos. Minha orientadora, que ministra a disciplina, lembrou uma frase que sempre é importante citar nestes tempos confusos: "O jornalismo se tornou maior que os jornalistas". Sim, meus caros.
É claro que nós, jornalistas, temos nosso papel no mundo. Mas, com toda certeza, nossa competência pode estar na corda bamba. Qual é a nossa missão agora?

Plágio - E por falar em blogs, Pedro Doria relata hoje em seu blog um caso de plágio de uma colunita do New York Times. Ela simplesmente copiou e colou um parágrafo de um blogueiro e colocou em sua coluna. Acabou sendo desmascarada e teve de pedir desculpas. No momento em que a grande imprensa dos EUA tenta explicar por que é melhor do que blogs, pega mal uma das vozes mais importantes do jornal mais importante copiar blogs sem dar crédito, diz Doria no post.
É...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Níver da cidade

Tive uma bela surpresa ao me deparar com o show da Band on the run na praça Saldanha Marinho hoje à noite. Como não entrei no site da Prefeitura e não li jornal, não sabia da apresentação. Surpresa boa. Foi legal ver a banda tocar na praça porque até então só havia assistido a shows do grupo no Theatro Treze de Maio. Mesmo com o frio, as pessoas pararam para curtir o show e gostaram muito, pelo que percebi. Lembrando que a Band on the run vai para um festival de bandas beatlemaníacas em Liverpool.
Meus parabéns a Prefeitura Municipal pela iniciativa de promover apresentações públicas no mês de aniversário da cidade. Amanhã e domingo tem mais programação durante todo o dia. As informações completas estão no site da cidade.



Theatro auto-ajuda

"Como emagrecer fazendo sexo" e "Como agarrar um marido antes dos 40". Parecem nomes de livros de auto-ajuda daqueles do tipo "como ser feliz", "como ganhar dinheiro em uma semana", "como passar em concurso público", mas não são livros, são peças de teatro que estão passando no Theatro Treze de Maio. Só pode ser para chamar público mesmo. Bah, mas será que não há outros assuntos para fazer peças de teatro? Tudo bem que há público para todos os tipos de temas, mas por favor! Isso é teatro?
Posso estar falando besteira porque não assisti a essas peças, mas só pelo título imagino que devem ser espetáculos apenas "divertidos". E deu.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

vagueza

Vagueza: desconversar, dar respostas evasivas para omitir informações ou para omitir um estado de desinformação. Ser evasivo é uma arte e pode até ser uma virtude dependendo do caso. Nós, jornalistas, estamos acostumados a entrevistar pessoas que se utilizam da vagueza na hora de prestar "esclarecimentos".
A entrevista do prefeito Cezar Schirmer, hoje pela manhã, na rádio Santamariense, foi um pouco assim. Algumas respostas vagas e imprecisas aliadas a um entrevistador que poderia ter sido um pouco mais provocativo contribuiram para um resultado final com pouca informação e muito falatório. Pareceu-me que o prefeito não se preparou muito para a entrevista, pois suas respostas não foram muito convincentes.
Há autoridades que acham que se garantem em qualquer situação. Mesmo com a entrevista agendada, não se preocupam em coletar informações, checar coisas que se referem a perguntas óbvias, ou mesmo aproveitar o espaço para divulgar ações concretas, aspectos positivos. Nada disso.
A primeira pergunta feita a Schimer foi sobre a vinda de Cezar Busatto, que irá ficar três meses na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. TRÊS MESES!! Busatto vai "estruturar" uma secretaria que não existia antes. O prefeito ainda disse que hoje ele acumula a função e que a população não está pagando a mais por isso. Ai, por favor"!!!. Obrigada, prefeito, o senhor é tão generoso!!!
Ao responder às críticas de que Busatto não é de SM, o prefeito fez uma comparação infeliz. Citou o reitor da UFSM, que é de Caxias, como exemplo. Não sei precisar há quanto tempo Lima está em SM, mas com certeza não há parâmetros para compará-lo a Buzatto. Lima construiu uma história aqui na cidade.
Pela entrevista, também notei que o Prefeito ainda não desencarnou do discurso de candidato. Continua justificando questões apontando para o governo anterior. Coisa mais irritante! Ao ser perguntado sobre o concurso público municipal e a possibilidade de mais pessoas serem chamadas, disse que "este é um problema que não veio comigo, mas...bla bla bla". Não veio com ele...sei. Mas quem é o prefeito agora?
"As paradas de ônibus dessa cidade são uma vergonha", disse Schirmer ao "responder" a pergunta de um ouvinte sobre as prometidas melhoras que as empresas deveriam estar fazendo depois do aumento da passagem do transporte coletivo. Sim, as paradas são umas porcarias. Que bom que o senhor percebeu, prefeito.
Quem sabe a Prefeitura para de fazer "sessão recuerdos" e coloca o preto no branco: vamos fazer isso, não vamos fazer isso. Não se pode ficar em cima do muro o tempo todo. Decisões terão que ser tomadas e com certeza, haverá pessoas contentes e descontentes. Sempre foi assim.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Veja quer mídia


Há muito tempo não considero mais a revista Veja como um veículo de comunicação sério. Foram tantas barrigadas, tantas reportagens sem uma apuração séria, tantas mentiras, tantas informações divulgadas de maneira irresponsável, que qualquer coisa que venha dela, hoje, não tem a minha credibilidade.
Aliás, não estou entendendo a jogada da Veja. Aliás, a jogada de um grande veículo midiático é sempre vender e lucrar, mas digo isso porque não faz muito tempo a Veja publicou uma reportagem puxando o saco do governo Yeda Crusius, ressaltando o seu esforço pelo déficit zero. E agora, a mesma revista resolve ferrar com a governadora, publicando matéria sobre caixa 2 na campanha que teria rendido 400 mil reais, dinheiro que foi utilizado na compra da famosa casa.
Não entendo. A revista Veja anda se consolidando como um veículo de direita, elitista, que rechaça a todos os personagens que ela considera do mal como Fidel (vide a foto da capa de uma das revistas que ilustra este post), o Che, o Chávez, o Lula.
Só pode ser a lógica comercial mesmo. A revista deve ter avaliado que uma matéria denunciando caixa 2 no governo do Estado venderia mais, causaria uma polêmica benéfica a revista, aumentaria seu prestígio "investigativo", a colocaria na Mídia: como ocorreu realmente. Hoje a revista foi citada por toda a mídia gaúcha e também nacional.
Como se trata da Veja, não sei se acredito nas denúncias. Não gosto das políticas da governadora. Minha avaliação do governo Yeda é pelas coisas concretas que acontecem (ou não) e não por essas denúncias que ninguém sabe de onde vem e se um dia serão ou não comprovadas.

domingo, 10 de maio de 2009

Feira do Livro termina


Então chegamos ao fim de mais uma Feira do Livro. Eu fui várias vezes à Feira. Durante estes dias recebi dois questionários de estudantes do curso de Comunicação. Um deles perguntava sobre o que motivava a ida a Feira do Livro. Eu vou na Feira, em primeiro lugar, para encontrar pessoas. Sempre acabo encontrando algum conhecido ou um amigo para conversar. Depois, vou para ver as atrações culturais. Claro que sempre acabo comprando algum livro, mas não vou na feira com este fim.
O Livro Livre, que é a programação cultural da Feira, sempre às 19h, não foi tão legal como nos outros anos. Houve uma mescla de apresentações de danças e bate-papo com escritores. O bate-papo mais legal foi com o Fabrício Carpinejar, no dia dois de maio. Os outros que assisti não gostei. Aliás, nenhum dos nossos jornais impresso se prestou para entrevistar o Carpinejar. O Diário de SM se preocupa tanto em entrevistar os autores locais, mas não valoriza um poeta como Carpinejar. De repente, faltou mais divulgação.
Também não curti muito os livros lançados na Feira adulta. Nenhum me chamou a atenção.
O site da Feira é bom, com a programação diária e notícias. O Jornal Mural que vi por lá também foi uma iniciativa legal. Mesmo assim, sinto falta da TV Coreto e das matérias que ficavam passando no telão durante a Feira.
Não adianta. Por mais que as pessoas reclamem por mais programação cultural, shows e atrações, a Feira vai ser sempre um sucesso porque são as pessoas, são as crianças que fazem a Feira do Livro ser o que ela é desde 1973.

(na foto estou na banca da livraria Ana Terra. Com certeza, a melhor banca da feira de uma das melhores livarias da cidade)




sábado, 9 de maio de 2009

quero mais

A pergunta é: Santa Maria precisa de um santo? Vinte mil páginas de documentos serão enviadas para o Vaticano para provar que o Diácono João Luiz Pozzobom merece o título. Realmente, comprovar milagres não deve ser muito fácil. Tem que ter muita lábia para explicar os atos milagrosos. Isso é sério.
O que eu quero saber é o seguinte: Santa Maria ter um santo vai trazer desenvolvimento? Quero saber se a canonização vai gerar emprego e renda, atrair pessoas de fora, turistas. Chega de viver em uma cidade retrógrada! Eu quero ter um santo aqui em Santa Maria, oras. O santo vai atrair turistas, eventos, procissões, passeatas e tudo isso vai gerar renda pra todo mundo. Uhuuuu!!! Todos ganham: o comércio, os hóteis, os mercados, os ambulantes, os camelôs, os transeuntes, os cristãos, os evangélicos, os espíritas, os discrentes também etc. A cidade não pode ter apenas um Diácono e uma Romaria. Eu quero mais, quero um Santo de verdade. As pessoas vão ficar mais felizes, com mais fé, tudo vai mudar.
Agora, comigo é assim. Tudo que surgir em SM deve ter o propósito de "alavancar o desenvolvimento". Senão não me serve.
Eu quero uma cidade do futuro.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mercados aos domingos: o debate é bom

Realmente, o assunto é polêmico e dá para perceber que existem vários pontos de vistas sobre a abertura dos mercados aos domingos. Agradeço às nove pessoas que fizeram comentários ao meu texto. Foram contribuições muito relevantes que enriquecem este espaço que também criei para isso: fomentar a troca de idéias.
Os comentários postados aqui foram os mais diversos. Vou tentar compilar algumas ideias a fim de refletirmos novamente sobre o assunto: o jornalista Claudemir Pereira, a quem admiro muito e acompanho seu trabalho através de sua página, disse que há uma rede de supermercados da cidade que está liderando o fechamento aos domingos e que esta mesma rede vai demitir funcionários. O Claudemir é uma pessoa muito bem informada. Mesmo assim, espero que essas demissões não ocorram, pois seria muito ruim. Eu tenho minhas dúvidas quanto a este argumento do desemprego que há com as redes fechadas aos domingos...não sei se é bem assim, mas não tenho muito conhecimento para ir mais a fundo nisso.
Foram vários os comentários que tocaram em um ponto comum, que considero importantíssimo neste debate: os funcionários irão receber o domingo trabalhado como domingo mesmo, com a hora valendo mais?. Isso, os defensores dos mercados abertos aos domingos já consideram como óbvio; não precisa ser discutido. Não precisa ser discutido mesmo? Quem é que fiscaliza isso? Se me garantirem que as redes pagam o domingo como domingo, posso até mudar de idéia. Alguns leitores que comentaram o último post relataram suas experiências pessoais: que as empresas fazem banco de horas e dão folga aos funcionários em dia de semana se estes trabalharem no domingo. Não está certo! Este tem que ser um ponto levado em conta pelos defensores da abertura. Ai, estou cansada de ver as empresas não respeitarem os direitos mais básicos dos trabalhadores: assinar carteira, pagar hora extra, pagar adicional noturno, feriados e DOMINGOS!!! Poxa vida! A pessoa está deixando de fazer várias coisas interessantes para estar ali, nos supermercados, trabalhando "pelo desenvolvimento de uma cidade que não quer ser retrógrada" e, portanto, esta pessoa deve ser valorizada e receber aquilo que a lei determina.
Agora, compreendo que talvez o acordo poderia ser mais flexível. A Carla comentou isso. Se Big, Nacional, Carrefour querem abrir aos domingos e contratar mais pessoas para isso, que façam. Afinal, estes mercadões talvem tenham mais estrutura e recursos para contratações.
No entanto, não sei dizer se a proibição fere o livre mercado, como alguns estão dizendo. A concorrência não estaria prejudicada se alguns abrissem e outros não? Pelo menos a proibição geral gera uma concorrência mais limpa.
Quem está lucrando com este acordo são os mercadinhos comandados pela família, sem funcionários contratados. Estes podem abrir suas portas. Pelo menos são pequenos empreendimentos que estão sendo beneficiados. E sei que são recursos que vão circular aqui em Santa Maria. Já os lucros de Big e Carrefour, aqui é que não ficam. Ha, mas geram emprego!, dizem os entendidos.
Sim, é importante pensar no consumidor. Mas em época de flexibilização de leis trabalhistas e de precarização, temos que pensar também no bem-estar dos trabalhadores e ter garantias do cumprimento e fiscalização das leis.

Espaços públicos - A Carla também falou uma coisa legal no comentário dela. Como seria interessante fazer abaixo-assinados por mais espaços públicos, áres de lazer, de convivência, praças limpas e organizadas, parques...
Isso também é desenvolvimento!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mercados abertos aos domingos: defensores estão histéricos

Está beirando a histeria este debate sobre a abertura dos supermercados aos domingos. O desespero aumentou depois da matéria do Diário de Santa Maria, publicada na segunda-feira, mostrando uma tendência dos supermercadistas de manterem o fechamento dos estabelecimentos aos domingos. Diz o Diário que "a maioria dos consumidores parece não ter gostado da decisão". Isso que é jornalismo de precisão: "a maioria parece". Nossa! Hoje escutei no rádio pessoas pregando boicote dos consumidores a supermercados que são contra a abertura. Atitude raivosa, revanchista e irresponsável na minha opinião.
Acho legítimos os argumentos dos defensores da abertura dos mercados aos domingos, mas o que ando vendo são pessoas se auto intitulando porta-vozes da "maioria" da população, porta-vozes de uma "opinião pública que clama pela abertura dos mercados aos domingos". Ha, por favor!! Eu pergunto: que maioria?, que opinião pública? Os que estão assinando seus nomes no baixo-assinado da Cacism? Por acaso foi feita alguma pesquisa séria com toda a população?
Aliás, é lamentável passear pela Feira do Livro e ver a banquinha ridícula da Cacism colhendo assinaturas. É uma Feira do LIVRO, LIVRO!!! Baita oportunismo colocar banca com este fim na Feira. Que tal a Cacism também abrir no domingo? E os bancos? E a Prefeitura? E o judiciário? Ahá.
É óbvio que se perguntar para as pessoas "você é a favor da abertura dos mercados aos domingos?" elas vão responder que sim, porque a tendência é a gente sempre pensar em nós mesmos. E se a pergunta fosse: "Você aceitaria trabalhar aos domingos?". O resultado, com certeza, seria outro.
Gosto de acompanhar este debate, mas estou surpresa de ver tamanha mobilização de algumas pessoas pela abertura. Pessoas que agora "estão preocupadas com o bem-estar da população", que "estão defendendo o interesse dos consumidores". Estou comovida!! São pessoas muito benevolentes!
Não vejo o mesmo engajamento em outros assuntos. Por que as pessoas não protestam por um atendimento melhor, nos mercados, por mais funcionários para que não haja filas, ou por maior diversidade de produtos porque há mercados menores que não vendem nem os produtos produzidos na região. Por que eu não encontro no mercado produtos que sei que são produzidos em SM?
Querem tanto que as pessoas de fora da cidade comprem nos mercados, mas tem estabelecimento em SM que não aceita cheque de pessoas que não morem na cidade. Ridículo.
Pergunto se as pessoas querem os mercados abertos nos domingos por necessidade mesmo ou por que seria mais uma opção de lazer. Sim, porque todo mundo sabe que tem gente que adora ir passear no Big no domingo. É para contentar essas pessoas que querem abrir os mercados? Se a Assembléia dos supermercadistas decidir pela manutenção do fechamento, a decisão deve ser respeitada. Não é assim que funciona o sistema democrático? Os descontentes que entrem na Justiça. E ninguém vai morrer se não puder consumir no domingo. Os que não suportarem a situação, procurem um terapeuta.

domingo, 3 de maio de 2009

As viagens de Schirmer


Muito pertinente a matéria do Diário de Santa Maria, publicada neste final de semana, sobre as viagens do nosso prefeito Cezar Schirmer. Quando a Câmara de Vereadores, órgão fiscalizador, não questiona alguns assuntos, cabe a imprensa fazê-lo e com toda a legitimidade.
Considero importante que a população saiba mais detalhes sobre estas agendas, afinal, como se viu na matéria, alguns deslocamentos foram financiados por dinheiro público. Não adianta vir dizer que as viagens são necessárias e ocultar o que todos querem saber: as justificativas das viagens, o que realmente elas podem trazer de útil. Não sei...tem alguns eventos ali que eu não acho que sejam imprescindíveis. Será que é necessária a participação do Prefeito e Secretário num Seminário sobre educação em São Paulo? Ou ir até o Rio de Janeiro para dizer: "Venham, venham rodar cenas do filme Senhores da Guerra aqui em SM. Queremos vocês". Se o filme é sobre Dr Bozzano, é meio óbvio que terá cenas aqui e que a Prefeitura vai ajudar. Sei lá...penso eu...
Schirmer também foi a Brasília se reunir com ministros do STF. Conforme o Diário, o prefeito foi "levar aos ministros argumentos para que votem contra a obrigatoriedade das prefeituras em fornecer 100% dos medicamentos para a população" Nossa! Realmente, prefeito, em se tratando de ministros do Supremo, "levar argumentos" pode ser útil pra eles. Ter argumentos é sempre bom. Hihi. Que maldade!...
Dia desses escutei no rádio que o prefeito foi a Porto Alegre encontrar-se com a governadora. Motivo divulgado pela assessoria de imprensa: "tratar de assuntos de interesse da cidade". Por favor! Que obviedade! Acho uma falta de respeito até. É como dizer: "É importante a viagem e nós não temos que dar satisfações agora Depois falaremos".
Acredito que o Prefeitura tem obrigação de informar com mais detalhes sobre a agenda do Prefeito quando este vai viajar. Onde vai, com quem vai se encontrar, que assunto vai tratar e o que isso pode reverter para a cidade. Estou falando de viagens oficiais, é óbvio, hihi. Não importa se os resultados serão a longo prazo porque compreendo que muitas viagens são feitas visando projetos futuros. Isso é normal. Nada contra.
Mas, em época de polêmica política com viagens, é bom não se descuidar.

sábado, 2 de maio de 2009

Jornalista: trabalhador em vias de precarização?

Ontem foi Dia do Trabalhador e eu queria prestar minha solidariedade a todos os jornalistas que ainda trabalham em situação bem precária neste País. Mesmo aqui, no Rio Grande do Sul, sabemos de colegas que trabalham bem mais de cinco horas por dia - nossa carga horária -, ganham menos que o piso salarial, e, o pior de tudo: conheço jornalistas que estão trabalhando em jornais de cidades do interior do Estado que nem o direito de ter carteira assinada têm. Estas condições são mais comuns do que se imagina.
Hoje, os jornalistas têm de enfrentar várias dificuldades para exercer sua profissão. Muitas empresas, interessadas somente na contenção de despesas e não na qualidade dos serviços, preferem contratar estagiários a profissionais, ou delegar a função para pessoas com outra formação. O questionamento do diploma enquanto exigência para exercício da profissão também é um momento delicado por qual os jornalistas estão passando. E a reivindicação por direitos, muitas vezes, é respondida com um "não quer esse salário, tem quem queira; não quer trabalhar nessas condições, tem quem queira". Receber horas extras? um luxo nas redações. Tirar férias depois de um ano? outro luxo. E assim, a precarização vai crescendo cada vez mais. Escolher ser jornalista não é escolher uma vida de sofrimento. É preciso tirar esta lógica das cabeças. Jornalista não nasceu para ser explorado, ora.
É claro que estes problemas existem em diversas profissões, não só no jornalismo. No dia do trabalhador, penso que há ainda muito a se defender, muito a avançar.