quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

na onda dos vampiros

Motivada pela curiosidade e também porque "caiu" na minha mão sem eu ter precisado entrar num livraria para adquiri-lo, li o famosinho Crepúsculo, de Stephanie Meyer.
Li em poucos dias. E o pior: gostei. Boa literatura. Já ouvi algumas pessoas criticando a narrativa por esta, apesar de falar de vampiros, não se encaixar no gênero horror ou terror. E realmente não é uma história de terror.
Crepúsculo é uma história de amor. Romance puro. E acho que é por isso que fez e faz tanto sucesso. Eu acho interessante que adolescentes leiam porque é uma boa história para se ler.
A narrativa não tem nada de nova. Pode ser considerada uma releitura de Romeu e Julieta porque trata de um romance meio que impossível entre uma garota humana e um vampiro. O próprio livro faz referências à obra de Shakeaspeare.
Crepúsculo é bom de ler, tem uma narrativa dinâmica permeada de romantismo, ação, mistério, aventuras. É uma leitura fácil de ser apreendida, não precisa pensar muito. Boa para se usufruir antes de dormir quando se está cansada de leituras acadêmicas.

A relação entre os protagonistas do romance, Edward e Bella, mostra, de certa forma, a oposição humano e não humano. Edward simboliza o perene, a juventude eterna, mas também a morte ou a não vida. Bella é a vida, o humano e suas fragilidades, a possibilidade da morte iminente. Ela é a tentação constante para ele que a ama, a deseja, mas se for a fundo em eu desejo, pode matá-la.

É claro que outro fator que explica o sucesso do livro é Edward, o vampiro maravilhoso que simboliza o príncipe dos sonhos de qualquer adolescente. É claro que eu não acredito que exista um Edward que não seja na ficção. Ele é perfeito e, por isso, irreal. No livro, todos os vampiros são lindos e maravilhosos, o que, na narrativa é explicado como atributos para atrair as presas, haha. Lembrou-me o Entrevista com o Vampiro que tem Brad Pitt e Tom Cruise como vampiros "tudo de bom".

Sim, tem clichês. Sim, não é muito original. Sim, a caracterização dos vampiros é esquisita, diferente de outros produtos sobre vampiros. Mesmo assim, Crepúsculo me conquistou. Minha cunhada querida, a Laura, me emprestou os outros três livros da Saga e eu já comecei a ler Lua Nova.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Avatar: espetáculo visual e alguns clichês

Sábado passado fui ver o tão comentado, festejado, glorificado novo filme de James Cameron: Avatar. Sim, o nome impressiona.
É um bom filme. Eu gostei. Acho que não perdi tempo ficando quase três horas no cinema. Avatar nos prende a sua história do início ao fim.
Tem todos os elementos que uma superprodução americana de sucesso costuma ter: bom elenco, um enredo mais ou menos coerente, um romance com altos e baixos, uma guerra entre nativos de um planeta invadido e as forças super-armadas americanas, mistérios escondidos e inexplicáveis, animais e criaturas estranhas e fantásticas, e muitos, mas muitos efeitos especiais. Avatar é um mosaico que envolve um povo exótico e curioso que habita o planeta invadido, animais, natureza em seu esplendor e americanos sedentos por riquezas e guerras. Lembrou-me O Senhor dos Anéis, mas bem menos chato.

Não acho que o filme seja tão revolucionário como muito se falou. Outras pessoas que viram a produção comentaram comigo que não houve outro filme que criasse um mundo tão perfeito como em Avatar usando somente a computação gráfica. Realmente, o filme impressiona nos efeitos especiais. É um espetáculo visual; é lindo de se ver o País chamado sugestivamente de Pandora, aquela que conforme a mitologia, "possui todos os dons" e carrega a caixa que contém todos os males da terra. São imagens de encher os olhos.

Crítica aos americanos?
Ao seu modo, o filme mostra a truculência dos americanos que não medem esforços para invadir Pandora, matar nativos, destruir sua casas para conseguir um importante minério que tem alto valor financeiro. Sim, nos lembra a invasão ao Iraque, Afeganistão, etc e a guerra por petróleo.
Óbvio que é um filme com heróis e bandidos, a luta do bem contra o mal. Só que em Avatar, os americanos invasores são os bandidos e representam a destruição. Nós torcemos contra eles.
Tem uma cena no final, quando os americanos são mandados de volta pra casa, onde um nativo de Pandora diz: "Voltem para seu planeta moribundo". É irônico mesmo. Não é um filme engajado, mas pelo menos dá um bom recado.

Deus ex-machina

Superprodução americana boa que se preze tem que ter Deus ex-machina, é claro. Quem mais salvaria a tudo e a todos?

Deus ex-machina é um conceito surgido no teatro grego. Conforme a Wikipédia, refere-se a uma inesperada, artificial ou improvável personagem, artefato ou evento introduzido repentinamente em um trabalho de ficção ou drama para resolver uma situação ou desemaranhar uma trama. Este dispositivo é na verdade uma invenção grega. No teatro grego havia muitas peças que terminavam com um deus sendo literalmente baixado por um guindaste até o local da encenação. Esse deus então amarrava todas as pontas soltas da história. Em termos modernos, Deus ex machina também pode descrever uma pessoa ou uma coisa que de repente aparece e resolve uma dificuldade aparentemente insolúvel.

Ou seja, quando tudo estiver perdido nos filmes, ou quando a gente acha que os mocinhos vão todos morrer, não se engane: um Deus ex-machina vai surgir de algum lugar para solucionar tudo. Em Avatar, Deus ex-machina aparece quando a batalha entre nativos e americanos está praticamente perdida. Os animais da floresta, enviados pela divindidade maior do povo de Pandora, entram em cena contra os americanos e ajudam os nativos a vencer a guerra. Lindo. Comovente. Por favor!! Isso definitivamente não precisava no filme. Mostra que o poderio americano só poderia ser derrotado por algo vindo do sobrenatural ou pela união dos Deuses e natureza.

Tirando isso, é um bom filme, sim.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Lúcia Pelúcia


Bah. Eu esqueci de comentar que 25 de dezembro, além de ser Natal, é o aniversário da minha irmã mais velha, a Lúcia Pelúcia. Pois é. A Lúcia nasceu no Natal, mas não levou o nome de Natalina. Ficou Lúcia, de Luz, haha...também tem a ver com o Natal.

A Lúcia é uma pessoa muito dez! Ela é inteligente, querida e divertida e sempre tem bons conselhos para dar. E é a advogada da família, claro. E é uma líder. Aqui em casa a gente pergunta tudo pra ela. Muito respeitada!!

Também é muito conhecida pela sua distração. Já esqueceu notebook na rodoviária, caiu de um ônibus, perdeu uns trinta guarda-chuvas, roupas etc... Hahaha. É brincadeira, Lúcia!

A Lúcia tem um jeito de levar a vida que eu admiro muito. Espelho-me nela, afinal é a irmã mais velha. Como moramos juntas, volta e meio discutimos, mas, no geral, nos damos muito bem e eu precisava homenageá-la. Na foto, as duas com caras de monga...haha.
Lúcia, parabéns pelo aniversário. Um beijo.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Natal no fresquinho

Na sexta-feira de Natal, a família Copetti Dalmaso foi churrasquear com os queridos amigos Marilu e Dilmar, que moram em Silveira Martins. Foi muito agradável. Lá, a temperatura é quase quatro graus mais baixa do que em Santa Maria. Eles têm uma estrutura com churrasqueira e mesa no meio de um matinho que tem até um riachinho correndo. Ficamos o dia todo ali, conversando, cantando e ouvindo o barulho do córrego. Não passamos calor. O lugar é muito bonito...e as companhias...ótimas.

Eu ganhei uma garrafa de Amarula de presente (uhuuuuu!!!), uma camisola bem fofa, brincos, e...tcham, tcham...o CD duplo The Fame Monster da Lady Gaga!!!. Ninguém me aguenta agora!!!

No Ano Novo, vou pra Caçapava, no Rincão de Lourdes da família Dalmaso, acampar no meio da natureza....conversar, dar risadas e beber cerveja.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

Eu não sou muito boa de Natal. Não mando cartões, nem emails com power points e raríssimas mensagens no celular. Gosto de presentear, mas não gosto de sair para comprar. Acho que vou começar a procurar presentes pela Internet. Mais prático, não precisa sair de casa.
Nosso apartamento não tem uma mísera bolinha de Natal. É que Natal só tem graça mesmo na infância, quando esperamos ansiosamente pela data e seus preparativos. Quando criança, a gente costumava ir com o pai buscar o pinheiro no matagal. Não se comprava pinheiro, se buscava perto de casa mesmo. Enfeitá-lo era praticamente o êxtase da gurizada. Várias bolinhas quebradas e muita bagunça. E sempre tinha presépio. Primeiro de barro, com areia, bichinhos, e até laguinho com espelho a gente fazia; depois a mãe comprou um pronto. As modernidades vão diminuindo as diversões. No dia do Natal, chegavam nossas dezenas de primos e a gente brincava e se divertia o dia todo.
Quando adultos, o Natal vira um momento de ficar com a família, comer, beber, e descansar. Também se toca violão e se canta. É legal!! E no dia 25, tem churrasco com cuca e cerveja (foto). Oba!
Este ano é o primeiro em que passaremos a noite de Natal no apartamento do pai e da mãe em Santa Maria. Antes era na chácara, em Restinga Seca; nos últimos três anos foi em Silveira Martins. E hoje à noite será em Santa Maria. Vai ser bom.
Feliz Natal para todo mundo!!!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Jornal eco

Muito interessante a 9ª edição do Jornaleco, Jornal Laboratório Especializado em Meio Ambiente produzido pelos alunos de Jornalismo da Unifra. Trata-se de um jornal temático e o assunto escolhido para essa edição foram os contêineres e o sistema de coleta de lixo em SM. "Um ano depois dos contêineres: o que mudou e Santa Maria?" é a manchete que guia todo o jornal.
A ideia foi abordar os vários aspectos que envolvem o novo sistema de coleta. Então, há matérias sobre o que se alterou na rotina dos catadores, sobre o vandalismo, sobre a ocupação do espaço público pelos equipamentos e sobre a importância da coleta seletiva de lixo, que, convenhamos, ainda não funciona em Santa Maria. Não considero os tais de Ecopontos um bom sistema. Mas isso também não é muito questionado pelo Jornal.
Com algumas exceções, o jornal apresenta bons textos, fotos boas só que um pouco escuras, e boa diagramação. É um material jornalístico importante para quem deseja informar-se sobre os polêmicos contêineres e sistema de coleta de lixo de Santa Maria.

...

Estão tão quente que eu não tenho nem mais forças para postar um texto descente aqui. E estou com várias idéias de postagens, mas ânimo zero. Não aguento mais tarefas acadêmicas. Ir para o Campus já está me deixando muito irritada. E com esse calor...fica tudo pior. Tudo!!!
Até terminar o ano eu ainda tenho um artigo do Mestrado para fazer , uma monografia para ler com banca em quatro de janeiro, e um trabalho audivisual, uma espécie de clipe, que eu ainda não faço ideia de como vou fazer. Em janeiro também vou ter trabalho. Estudos, revisões e outros envolvimentos. É a vida...

domingo, 20 de dezembro de 2009

presentes

Ai, o Natal...inspirador ou não.
Comprar presentes é algo muito estressante. Ainda mais pra mim que saio sem saber direito o que vou comprar. Eu sei exatamente o que gostaria de ganhar. Dou umas indiretas e diretas também, mas as pessoas preferem te ignorar e dar uma "surprise" do que ir no óbvio. ok. Quando é presente a gente não reclama.
Não tem coisa mais torturante do que ir para o centro comprar presentes. Ainda mais quando o dia está muuuuuito quente como nessa semana, por exemplo. É um inferno. Todo mundo se batendo em todo mundo no Calçadão. Um vai e vem sem fim. Se não se cuidar, acaba levando uma trombada com alguém, e pior se esse alguém estiver comendo um sorvete como é comum de se ver.
Fico com uma preguiça de entrar nas lojas. Gosto de entrar nas que parecem estar mais vazias.
Semana passada eu fui no centro com a Alice para comprar algumas coisas. Saímos totalmente sem foco e ficamos uns belos 20 minutos "zanzando" na rua e discutindo sobre gostos e preferências de irmãos, pai e mãe. Depois de algumas resmunguices, enfim, conseguimos entrar na primeira das lojas que naquela manhã entraríamos. Depois da primeira, a coisa engrenou e nossas compras até que renderam; só que não deu tempo de procurar presentes para todo mundo, pois a família é grande.

Gosto de comprar à vista, mas me parece que os comerciantes dessa cidade não valorizam este tipo de cliente. Os descontos são ridículos: no máximo 10%. Mas o pior são as lojas que não dão desconto à vista "porque o preço da etiqueta já está com desconto". Isso me irriiiiita. Não interessa o preço da etiqueta; se vou pagar à vista, EXIJO um desconto.

Enfim, por causa dessa minha superdisposição acabo protelando a compra de presentes até os últimos dias.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Grow up, girl!

Às vezes acho que ainda não fiquei muito adulta. Tenho alguns hábitos e comportamentos de adolescente. Mas creio que isso talvez não seja tão intencional.
Na foto, minha melissa com imagens da Hello Kitty me denuncia. Gosto de roupas com bixinhos, corações, florizinhas, essas coisas...Hoje eu pintei minhas unhas de rosa, haha.
Também estou lendo o romance adolescente do momento: Crepúsculo. Caiu na minha mão e comecei a ler despretensiosamente. E o pior: estou gostando. Claro que também estou lendo na ânsia de tentar entender porque a saga faz tanto sucesso entre os teenagers. E não só entre os teenagers porque conheço outros adultos fãs da saga. ok??

Acho que não cresci em alguns aspectos. É engraçado. Eu imaginava que quando eu tivesse a idade que tenho, usaria saias, vestidos, ternos, roupas clássicas e salto alto. Seria uma pessoa adulta, pelo menos no visual. Não sei o que passava na minha cabeça. Questões de finanças e estilo acabaram me levando para um look básico e às vezes meio adolescente mesmo.

Além disso, tenho sérios problemas com uma coisa chamada "salto alto". Fujo deles como o diabo foge da cruz. Acho lindo, mas não em mim. E final de ano é sempre angustiante. Festas e formaturas são um misto de alegria e tristeza porque sei que vou ter que dizer "olá" para este tipo de calçado e sofrer de dor. Reconheço que é falta de costume. Tenho problemas posturais por não usar saltos. Sei também que o salto deixa a mulher muito bonita e muito mais mulher. Mas não tenho vontade de usar. Parece que meu cérebro vai ficar o tempo todo concentrado nos meus pés e que vou ter que cuidar para não fazer fiasco. Eu fico simplesmente ridícula andando com um salto muito alto. Então, pelo menos no dia-a-dia acabo usando rasteirinhas mesmo. E tênis. Gosto de usar all star para sair à noite. É confortável e posso dançar sem me desequilibrar ou ficar com os pés latejando. Sim, usar all star já faz com que eu pareça uma teen. Mas é mais questão de conforto do que estilo propriamente dito.

Eu estou crescendo. Um dia chego lá.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Na mira

A coisa está feia para o meu lado. Tenho que me preparar.
Estou prestes a ser expulsa do apartamento onde eu moro. Motivo: não contribuir com a limpeza e total harmonia do lar. Para quem não sabe, moro com minhas duas irmãs - Lúcia Pelúcia e Alice furacão - e com meu cunhado, Leonardo.
Sinto um clima no ar. Essa semana recebi umas indiretas das gurias; na verdade foram diretas porque elas não são chegadas a sutilezas, hehe. E nem eu.
É que eu mal consigo organizar e limpar meu quarto; já dá uma trabalheira danada. Assim, acabo sendo displicente com o resto do lar.
Não ando muito disposta a fazer almoço e, quando faço, não fica lá essas coisas. Talento zero para a culinária. Não vou ao mercado ou a feira comprar suprimentos; o motivo anterior era a falta de grana, mas agora isso não é desculpa. Essa semana eu fui, mas só comprei porcarias, nada útil.
Esqueço-me sempre de levar o lixo no contêiner. Nem telefone eu atendo. Nunca é pra mim mesmo, hahaha.
Sim, estou sendo relapsa com o apartamento. E confesso publicamente; vá que de repente Lúcia e Alice se sensibilizam com meus problemas. Ou não. E os olhares delas! Bah! Eu estou na mira!
Isto tudo é culpa do Mestrado e outros tarefas extras que não me permitem ter mais tempo para ajudar na faxina. A família ainda resolveu dispensar a faxineira.
Estou ferrada. Preciso acalmar as gurias. Ainda bem que é Natal; época de corações mais abertos e generosos. Preciso agir.
Já sei. Vou comprar uns chocolates para elas. Não resistirão...
Amo vocês, sisters...

domingo, 13 de dezembro de 2009

mau humor

OK. vivem reclamando do meu humor. Sim. Assumo que sou meio ranzinza, reclamo demais, gosto de retrucar. Depois que criei este blog, a coisa piorou. Mas me consolo porque não estou sozinha. Aliás, conheço um bando de gente bem mais mau humorada do que eu, só que não se assumem ou fingem muito bem.
Acabo de ler um texto muito legal do Fabricio Carpinejar no blog dele e reproduzo abaixo. Ele fala sobre o mau humor, mas com muito bom humor, hehe.

O humor do fodido
Por Fabrício Carpinejar
O mau humor é o melhor antídoto que existe. Nada como tomar o café da manhã com uma mulher irritada, ser passageiro de um motorista que vive reclamando do trânsito, conversar com um carrancudo que destila ódio para a classe política. São companhias estimulantes, afrodisíacas. Além de tudo, bem informadas. O pessimista é uma enciclopédia vendida de porta em porta. O otimista é que não lê jornal.

O otimista é frouxo, repete as mesmas frases evasivas e genéricas como “precisa acreditar” ou “tenha esperança”. O pessimista é pessoal, persuasivo, abrirá seus segredos com desembaraço. O otimista rende somente auto-ajuda. O pessimista proporciona alta literatura.

Guardo deslumbramento auditivo diante das pessoas que não respondem tudo bem no cumprimento. Enchem as vogais para declarar "tudo péssimo". Puxo a cadeira mais próxima e me sento com reverência porque percebo que descobri um corajoso no mundo, que vai se confessar com absoluta sinceridade, que tem vida própria e casa alugada.
O azedume é a inteligência em estado bruto. Aplaudo a loquacidade da tristeza. Desespero quando não fala é fatal. Desespero que esperneia é manso. Nunca fui de brigar, por exemplo, mas de espernear. Queria ser segurado pelos colegas antes de apanhar. Minha honra fez teatro na escola.
O mau humor do outro me deixa eufórico. Recebo uma sensação de paz que encontrei uma vez, ao soltar folhas de livro inédito no Rio Sena, apesar de não ter estado em Paris.
Do veneno alheio, surgirá sabedoria, ensinamento, conselhos. Quase uma aula de ecologia sentimental.
Orgulho-me desse humor muito brasileiro, incomparável. Daquele cara que deu tudo errado e ainda está achando graça. Sofreu enchente, deslizamento, seca, foi corneado e não se entrega. Não fechará o negócio, a cara, a amizade. É o que não tem motivos para rir e está rindo. Seu riso é perigoso. Seu riso é ofensivo. Seu riso é o caráter do pulmão.
Não confio em sujeito com felicidade de sobra. Será avarento e indiferente. Quem tem esconde. Unicamente peço dinheiro emprestado ao amigo que já faliu. É um pré-requisito que não costuma falhar.
Eu me interesso pela falta de explicação da alegria. Viva o humor do fodido. É o único que sobrevive às tragédias. Não ficará traumatizado, arrumará uma piada no acidente. Não ficará encastelado no quarto, pagará uma rodada ao pessoal do balcão.
A desgraça o torna generoso. Repentinamente natalino.
Meus grandes amigos estão cansados de recados, cada dia é um ultimato. Odeiam quando a atendente pergunta de onde são. Têm rancor por essa mania de rodoviária que atinge a maior parte das secretárias.
Meus grandes amigos são mórbidos. Compraram o jazigo na juventude. Os que pensam na morte cedo demoram a morrer. Preparam-se com tanta antecedência que perdem a hora.
A maldade preserva e o bem só traz rugas.
Posso garantir, todo santo estava acabado aos 40 anos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

E a TVE/RS

Acabo de ler o texto do blog TVE FM Cultura sobre a possibilidade de extinção da TVE/RS. É lamentável que o governo do Estado não esteja muito preocupado com a manutenção da tv pública. O blog noticia que o prédio da TVE foi vendido para a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e que a remoção de toda a estrutura da tevê para outro local pode significar a extinção do canal. O prazo para saída das emissoras do local é no dia 31 de março de 2010.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Fatos bizarros da semana

-CC da Prefeitura de SM participa de assalto em Cacequi. Ai, ai, ai. Qual será a função desse CC na Prefeitura...
-gato preto morto na UFSM causa comoção dos santa-marienses. Mataram um gato na UFSM e a cidade ficou chocada com tal fato. Estudantes ameaçados via orkut e protesto ocorre em frente à Reitoria.
-decoração natalina do Centro gera polêmica de tão ridícula. Sem comentários aqueles enfeites. Carnavalesca, exagerada, over demais. Bizarrice mesmo!
-ATU faz o que bem entende com o serviço de transporte coletivo. Mais uma prova de que a ATU quer aumento da tarifa para prestar um péssimo serviço.
-feriado na terça-feira pra amolecer todo mundo.
-Assembléia escolhe Marco Peixoto para o TCE. Lamentável!

-Comecei a ler "Crepúsculo".

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Circus- breve avaliação pessoal

Eu sei que já falei do Macondo Circus 2009, mas considero importante fazer mais algumas observações já que o evento vai continuar. Então vamos lá:

Coisas que deram super certo, na minha opinião:
- shows e atividades artística na Praça que se mostrou acolhedora, tranquila e segura. Mérito da organização.
-qualidade das bandas: indiscutível. Tinha para todos os gostos.
-palco, qualidade do som e iluminação estavam sensacionais.
-intervenções teatrais, mercado das pulgas e eventos da sala Dobradiça (grafite, colagens, arte de rua) enriqueceram o evento enquanto manifestação de cultura urbana.
-oficinas e debates.
-cobertura colaborativa (detalhada mais abaixo) e as transmissões dos shows ao vivo pela Internet.
-registro audiovisual dos shows.
-utilização da estrutura do Shopping Popular (como camarim, venda de cerveja etc). Pelo menos serviu para alguma coisa aquele local. Sei que também foi usado no Cartucho. Aliás, esse "shopping" poderia ficar servindo para atividades culturais caso não dê certo como shopping popular.
-Macondo Coletivo está de parabéns!
Coisas que podem melhorar:
-divulgação das oficinas. O twitter é a ferramenta do momento, mas não dá pra menosprezar lista de emails, redes sociais e veículos tradicionais como o rádio, por exemplo. Acho que as oficinas poderiam ter sido melhor divulgadas.
-informar ao público presente na praça sobre a programação do Festival, onde tem CDs, onde tem oficinas, onde tem as intervenções artísticas. Faltou um bom animador, hehe.
-lixeiras extras na Praça. Pode parecer besteira, mas não tinha onde por os copos.
-bar Macondo continua quente (hahaha. #prontofalei)



Cobertura Colaborativa.
-Pela primeira vez, o Circus teve a cobertura jornalística que merece. A internet e suas ferramentas de comunicação foram muito bem utilizadas para divulgação das atividades do Festival Belo trabalho da equipe. Ótimas fotos, vídeos, entrevistas coletivas com as bandas. Textos muito bons, outros nem tanto. A cobertura da parte musical estava muito boa mesmo. Mas nem todas as oficinas tiveram cobertura assim como as intervenções artísticas e teatrais que mereciam mais registros fotográficos.
-Jornalismo musical. O mais interessante de envolver estudantes de jornalismo neste tipo de cobertura é contribuir para a formação de profissionais que possam atuar neste segmento mais especializado do jornalismo: cultura, música, bandas etc. Tenho certeza que muitos estudantes que participaram da cobertura colaborativa tenham despertado para este viés jornalístico e se motivado a futuramente trabalhar numa revista ou qualquer outro veículo especializado em música. Eu, por exemplo, tenho dificuldades para escrever de forma mais profissional sobre uma banda ou um músico. Estou até lendo a Noize pra ver se aprendo alguma coisa. Mas não só pra esse nicho de mercado que este tipo de cobertura é interessante. Entrevistar músicos, nem que seja de forma improvisada, fazer fotos, escrever textos e releases de forma rápida para logo serem postados no site, editar vídeos , entre outras coisas, introduzem esses estudantes ao chamado jornalismo multimídia ou convergente tão discutido na Faculdade e tão cobrado dos estudantes em suas práticas.
Óbvio que há coisas que podem ser melhoradas. Textos, posicionamentos dos repórteres nas entrevistas, perguntas mais espertas (mais conhecimento prévio dos assuntos), e um trabalho de assessoria de imprensa (envio de releases aos veículos). São detalhezinhos, porque, de forma geral, a cobertura foi show mesmo, visto que todos trabalharam de forma voluntária. Parabenizo a toda equipe e a Fernando Krum, que coordenou a cobertura.


domingo, 6 de dezembro de 2009

Circus termina

Acabou o Macondo Circus!!! Sábado foi o último dia. Apresentaram-se na praça Aeromoças & Tenistas Russas (São Carlos), Dead Lover's Twisted Hearts (Belo Horizonte), Saturno Experiment (Santa Maria), AMP (Recife) e Proyecto Gomes (Buenos Aires). Todas ótimas, com estilos bem diferentes.
Eu adorei o som da Dead Lover's Twisted Hearts. Até comprei o CD. A canção Walking Down the Street é muito fofa. E No More Dramas também me agradou bastante.
O público se empolgou com Proyecto Gomes. (foto feita pela Pelúcia) Pelo som, parecia que a banda tinha uns três integrantes, mas o cara fica sozinho no palco e toca bateria, guitarra e tudo ao mesmo tempo. Uma batida meio eletrônica, muito bom de ouvir.
A praça estava lotada, um calorzinho bom...um clima realmente musical...tudo na paz...

E a noite foi de rock de qualidade no Macondo. Dinartes, Black Drawing Chalks - eletrizante- e Pata de Elefante - empolgante- fecharam em grande estilo o último dia do Festival.

Macondo Circus 2009 vai deixar saudades...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Genial Móveis Coloniais de Acaju

"O tempo engatinhar/ Do jeito que eu sempre quis/ Se não for devagar/ Que ao menos seja eterno assim".
Eu queria que o tempo engatinhasse ontem e o show da Móveis Coloniais de Acaju não terminasse mais.
Contagiante, delirante, empolgante. A Móveis, de Brasília, sacudiu a Praça Saldanha Marinho ontem. É uma loucura o que esses caras fazem no palco e o êxtase que provocam no público. Difícil ficar parado e difícil não sei deixar contagiar pela música da Móveis. É muito divertido ver eles se apresentando. São superempolgados. Pulam e correm o tempo inteiro no palco. Harmonia total.

Performáticos, interagiram muito com a platéia, andaram entre o público, brincaram de roda. Foi fantástico...A praça lotada, todo mundo dançando e cantando...lindo...

Já haviam me dito que o show deles era muito bom. Eu, que conhecia só uma ou duas músicas fiquei fãzinha da Móveis.
A Renuska, querida, assistiu ao show deles em Porto Alegre na quinta-feira e escreveu um texto muito legal no blog dela. Senti-me contemplada com várias coisas que ela escreveu. Vale a pena dar uma olhada.

À noite, no Macondo, teve Zefirina Bomba - muito pauleira pra mim, mas o pessoal curtiu- e Superguidis- boa banda , mas não consegui entrar no clima deles.

E hoje tem na Praça a partir das 17h:
-Aeromoças & Tenistas Russas (São Carlos)
-Dead Lover's Twisted Hearts (Belo Horizonte)
-Saturno Experiment (Santa Maria)
-AMP (Recife)
-Proyecto Gomes (Buenos Aires)

E à noite, no Macondo, tem Dinartes, Black Drawing Chalks e Pata de Elefante.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Atraente Macaco Bong


Sem palavras para definir os shows do Macondo Circus na Praça Saldanha Marinho ontem. Curti muito.
A Bandinha Di Da Dó divertiu o pessoal com seu visual circense, som animado, original, e com suas micagens. Um dos integrantes escalou as estruturas do palco, andou no meio do público e fez até um mosh...
Rinoceronte fez uma bela apresentação. Rock de qualidade.
Mas a Macaco Bong (foto) encantou o público. Tinha gente que estava hipnotizada pelo som da banda que fez uma apresentação envolvente mesmo. E só com som instrumental, sem vocalista. O guitarrista Kayapy tocou até deitado.
A foto deste post é do Pedro Krum que está no site do Macondo Circus.

Resumindo, o "clima" estava muito bom mesmo...e a Praça é um lugar que pode ser realmente muito interessante.

E hoje tem mais. Na praça, a partir das 18h:
Sálvia (Santa Maria)
Subtropicais (Poa)
Movéis Coloniais de Acaju (Brasília)

E no Macondo: Ex-Exus (Recife), Zefirina Bomba (João Pessoa) e Superguidis (Guaíba).

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Circus na Praça


Hoje começam os shows do Macondo Circus na Praça Saldanha Marinho. A partir das 18h, o público vai poder conferir:

Cuíca (Santa Maria/RS)
Bandinha Di Dá Dó (Poa/RS)
Rinoceronte (Santa Maria/RS)
Macaco Bong (Cuiabá/MT)

Como diz a Lúcia, a Praça vai estar uma "muvuca só" porque também está acontecendo lá aquela Feira Natalina de todos os meses...

No Macondo, a partir da meia noite, tem shows da Melda (Belo Horizonte/MG), L.A.B (Novo Hamburgo/RS) e Frank Jorge (Poa/RS)

Ontem eu perdi as bandas do Macondo. Apresentaram-se Hotel Glória, Pele de Asno, Brisocks e Ventores (foto). No twitter comentaram que a noite foi muito boa...Fiquei de castigo fazendo trabalhos acadêmicos. Perdi...

Cobertura do Macondo Circus está bem legal. A foto desse post eu peguei do site, hehe. O autor é Patrick Chagas. Mais fotos e notícias podem ser conferidas no
http://www.macondocircus.com/2009/

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

6º Macondo Circus vem aí


Este final de ano está legal...Tivemos o Festival de Cinema, no final de novembro, e, nessa quarta-feira, dia 02, começa o Macondo Circus 2009 Música & Cultura Urbana. Neste ano, a proposta do Festival mudou. O clima bucólico, o friozinho, as barracas, os mosquistos e a grama dão lugar ao urbano, à Praça, à cidade e aos seus passantes eventuais. Parte da programação musical da edição 2009 do Circus vai acontecer na Praça Saldanha Marinho. Música, artes visuais, teatro, oficinas e debates compõe o mosaico cultural urbano dessa sexta edição do evento.

Conforme Atílio Alencar, integrante do Macondo Coletivo, "tornar o Macondo Circus um evento urbano e público, na medida do possível, é um gesto coerente com a maneira como a gente vem abordando questões atuais: compartilhamento, cultura aberta, publicização da cultura, etc". A produção do Festival também é fruto do envolvimento do Macondo Coletivo com outras redes de trabalho que discutem cultura e política como o Fora do Eixo, a Abrafin e outros coletivos.
Importante lembrar que o Circus foi aprovado na LIC Municipal, por isso a realização de apresentações na Praça.

A idéia do Circus, segundo Atílio, é integrar música, teatro, artes visuais, moda "enfim, tudo o que a gente consegue agrupar em termos de produção cultural e artística". "A visibilidade do Macondo Circus também teve um ganho, agentes culturais do país inteiro estarão aqui, por conta do Encontro Integrado Abrafin/Fora do Eixo. Logo, Santa Maria está incluída no circuito independente brasileiro", destaca Atílio.

Ao contrário dos outros anos, nessa edição, até que enfim, foi valorizada a comunicação, a cobertura jornalística do evento. Este movimento já começou há dias com o uso do twitter como rede de divulgação do Festival.
A cobertura do evento será de forma colaborativa e multimídia. Espera-se que essa cobertura não seja só dos shows, mas também dos debates e das outras atividades do Circus.

Enfim, acredito que vai estar muito legal. Amanhã já tem shows no Macondo. Na praça, as apresentações começam quinta-feira e seguem até sábado, dia 05.
Haverá ainda oficinas de cinema, metareciclagem digital e Bioeconomia.

Quinta 03/12 Local: Praça Saldanha Marinho Hora: 18h
Cuíca (Santa Maria/RS)
Bandinha Di Dá Dó (Poa/RS)
Rinoceronte (Santa Maria/RS)
Macaco Bong (Cuiabá/MT)


A programação do evento está no http://www.macondocircus.com/2009/

Mais informações:
http://macondocoletivo.wordpress.com/
http://www.macondolugar.com.br/





Cesma in Blues - erros e acertos

Acabei de ler no site do Cesma In Blues, e transcrevo abaixo, uma nota da coordenação do evento sobre alguns problemas que ocorreram. Reforço que no post anterior eu quis dizer que o Cesma In Blues ficou devendo no ponto de vista estrutural. Como relata a nota abaixo, não houve erros técnicos. O som estava muito bom bem como as imagens no telão, a iluminação, a cobetura colaborativa etc. Assim como elogios, e eu ja havia dito que o CIB é um evento importante para a cidade, as críticas também fazem parte do diálogo.

erros e acertos

Um dia depois da realização de mais uma edição do Cesma in Blues, relembrando algumas coisas que aconteceram e lendo os comentários que rolam pela rede, escrevo para lamentar. Lamento como as coisas aconteceram; lamento que o local escolhido não tenha a estrutura com que acostumamos as pessoas nas últimas edições; lamento que tenhamos ficado sem cerveja – um verdadeiro absurdo. Porém, aproveito para escrever sobre o que já havia dito (durante o que restou da noite): não podíamos nos afastar do Theatro Treze de Maio, porque a equipe estava envolvida com os 2 festivais e a escolha de outro local também implicava na produção de transporte para mais de 70 pessoas convidadas do SMVC. O Caixeiral que possui melhor estrutura, não tinha data disponível. Assumimos a escolha do Clube Comercial, tanto que a própria identidade visual concebida em cima disso.
Como em todas as edições, locamos o espaço, mas a copa é da casa e não tivemos gerenciamento nenhum sobre ela.
Apesar dos avisos sobre a expectativa de público, que sabemos, bebe – e bem, ainda mais numa noite quente, num ambiente quente (que já sabíamos que assim seria), a coisa se perdeu em algum momento.
Não transfiro a responsabilidade, porque a escolha do local é decisão da coordenação do evento e de mais ninguém. Até por isso também que esse festival é itinerante, tendo passado por diversos clubes e casas noturnas de Santa Maria.
Então, lamento que isso tenha acontecido, porque sei do empenho de todos que se envolveram para que tudo funcionasse direito. Lembro ainda que o CIB é feito com o empenho direto de algumas pessoas que sempre acreditaram no projeto. Somos parceiros de longa data e continuaremos sendo, porque crescemos na dificuldade e sabemos o quão importante é uma parceria na hora que o galo canta.
Esse ano ainda, tivemos uma turma que trabalhou na cobertura compartilhada, experiência comandada pelo @ferkrum, dando continuidade ao trabalho que iniciamos no FISL (Fórum Internacional de Software Livre) realizado em Porto Alegre, no último inverno, e que terá continuidade no #macondocircus. Aliás, o trabalho realizado neste CIB, serviu para “azeitar” a equipe. Ou seja, servimos de laboratório para que todos pudessem pegar o pique da coisa. Trabalho voluntário é assim, dispendemos energia, adquirimos conhecimento e crescemos em coletivo. Esse foi um acerto.
Apesar dos pesares, essa edição quase não apresentou erros técnicos. Um acerto importante, mesmo que seja de bastidor. Importante porque quem já trabalhou noutras edições sabe disso e percebeu crescimento de todos envolvidos.
Quem está na chuva sabe que uma hora ou outra se molha, e nós sempre andamos na chuva. Mas, lamento. Lamento por todos que se decepcionaram com essa edição. Lamento do fundo do coração e peço desculpas, assim como espero que esses incidentes e seus reflexos nos ajudem na caminhada de produção que, por certo, continuará.

paulo teixeira
coodenador do cib

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cesma In Dry

Eu não quero falar mal...

1)Clube comercial lotado.
2)Bandas legais
3) Encerramento do SMVC
4) Ingressos a bom preço
5)Tinha tudo pra dar certo...
Mas, com problemas estruturais, o Cesma In Blues deste ano ficou novamente devendo...na MINHA opinião...

Acredito que o Cesma In Blues é um baita evento de Santa Maria.

Em 2007, no ATC, foi muito bom!! As bandas eram de muita qualidade e eu lembro que nos intervalos entre elas, havia a "banda da cesma", algo assim, com o Daniel Rosa e outros bons músicos. Foi muito legal!

Em 2008, problemas de divulgação levaram pouco público ao ATC. E a cerveja, de lata, estava quente. E as bandas também não agradaram muito.

2009- Ótima idéia de fazer o Cesma In Blues junto com a festa de encerramento do Santa Maria Vídeo e Cinema. Com ingressos a preço bem acessível, o Comercial estava lotado. Assisti ao show da excelente Lenha Seca (foto). Que baita som! Que banda boa! Sensacional! Mas não aguentei por muito tempo...

Problemas - O calor era simplesmente insuportável. O Comercial tem um espaço legal, mas é muito, muito, muito, muito abafado!! Desumano!! Ventiladores velhos e tímidos não deram conta. Com tamanho calor, a sede aumenta e o consumo de cerveja também. Mas aí veio a tragédia. Às duas horas da manhã faltou cerveja. Não que eu seja tão dependente assim de álcool. Só que com aquele calor, fica difícil não beber uma ceva gelada. Mas não tinha mais...Não tinha mais nem água. Poxa, vida!! É tão difícil assim administrar essas questões de copa? Como isso pode acontecer? Não entendo...O engraçado foi ouvir o pessoal no meio do show entoando: "queremos cerveja, queremos cerveja", hahaha.

Não sei se o problema da cerveja foi resolvido logo porque não esperei pra ver. Fui embora antes da última banda. Não dava pra aguentar o forno. Eu dou importância para estas questões de estrutura (climatização, bebida, banheiro), ainda mais em um evento como o Cesma In Blues. Mas há quem pense que tudo isso não importa porque o que interessa é a música boa. Opiniões diferentes. Respeito.

Aproveito para recomendar a todos que dêem uma espiada na cobertura do evento que está no site do Cesma In Blues. Parabenizo a equipe pelo trabalho, porque trampar naquele calor, de forma voluntária, não deve ter sido fácil mesmo.
A foto deste post eu "roubei" do site. É do Marcelo De Franceschi, que atuou na cobertura.

domingo, 29 de novembro de 2009

Termina o Festival


Quanto aos resultados da Mostra Nacional de Curtas, não concordo com a premiação de melhor atriz para a santa-mariense Francine Flach. Havia outras boas atrizes como a que protagonizou o melhor curta de ficção escolhido, "Sobre um dia qualquer". Aliás, um filme bem estranho...
O melhor documentário e curta-metragem do Festival foi "O Velho Guerreiro não Morrerá". Merecido reconhecimento. Achei muito bom.
O júri popular escolheu o divertido "A Invasão do Alegrete".
A premiação completa do SMVC está no site. A foto do post é de Eduardo Ramos.

Terminou o Festival. A semana foi ótima. Vida longa ao Santa Maria Vídeo e Cinema.

8º SMVC - Premiação local


Só hoje que fui olhar a premiação do 8º SMVC. Na competição local de curtas, venceu o melhor mesmo. O ficção/documentário "Detalhe" ganhou melhor curta, direção e atriz. O detalhe do "Detalhe" é que o filme foi inscrito como documentário, mas ganhou melhor atriz. Um documentário que tem uma melhor atriz? Pois é...
Vamos a alguns comentários da premiação local.

Melhor atriz:
FRANCINE FLACH, pelo curta-metragem DETALHE
Bom trabalho de Francine Flach interpretando uma adolescente portadora de HIV. Porém, os jurados não devem ter tido opção porque não houve outras atrizes para concorrer com ela. Os cinco vídeos de ficção inscritos foram basicamente protagonizados por homens e as raras aparições de mulheres foram um desastre dramático.

Melhor ator:
PAULO SALDANHA, pelo curta-metragem LEMBRANÇA. Não há o que se discutir. Um trabalho maravilhoso desse ator. Se o filme tivesse concorrido na mostra nacional seria o melhor ator também.

Melhor trilha sonora original:
GERSON RIOS LEME, pelo curta-metragem 1ª QUADRA. Não gostei. Sabe aquelas musiquinhas com aquele pianinho melancólico que estão sempre presentes em reportagens de televisão, especialmente quando são histórias dramáticas? Óbvia demais.

Melhor desenho de som:
DOUGLAS MENEZES e JACQUES ORTIZ, pelo curta-metragem 3,2,1 BANG!- Ótimo. Merecia a melhor trilha sonora original também.

Melhor roteiro, edição/montagem, curta pelo júri popular,: PONTO DE CORTE, de Diego Viedo. Eu não gostei tanto assim desse vídeo. Não sei se a rotina de um vestibulando é um baita roteiro... Foi escolhido o melhor curta pelo júri popular. Acho que rolou uma identificação dos estudantes com o coitado do vestibulando, afinal, o curta trata de uma situação muito comum na nossa cidade univesitária.



8º SMVC- último dia


O último dia da mostra competitiva do 8º SMVC, na sexta-feira, dia 27, chamou a atenção pela mistura ficção e documentário. No mínimo três produções misturaram os gêneros, o que é interessante. Há assuntos bem "documentais", digamos assim, que podem ser potencializados numa ficção como em "bom dia, meu nome é sheila ou como trabalhar em telemarketing ou ganhar um vale coxinha", do Rio de Janeiro. O vídeo mostra um pouco como é a vida dos atendentes de telemarketing no Brasil. Assunto próprio para um documentário, mas que é contado de forma ficcional. Uma espécie de falso documentário. O santa-mariense "Detalhe" também trabalha com o documental em forma de ficção. Inscrito como documentário, na realidade, é uma ficção. Adorei o "futebol sociedade anônima", de Pelotas. Muito interessante e bem feito.


Problemas no telão da Praça - Sexta-feira, eu fui ver "Valsa para Bruno Stein" na Praça Saldanha Marinho. Mas eu praticamente não vi o filme. Eu OUVI. Difícil ver as imagens com a claridade do horário das 18h. Muito ruim a qualidade. É um problema a ser resolvido para o próximo ano porque no ano passado isso não ocorreu e olha que o Festival tamem aconteceu em novembro. Problemas no projetor? não sei, mas prejudicou a exibição dos filmes.

Pouco Público - Tive a impressão que este ano teve menos público que nas outras edições do SMVC. Pelo menos na mostra competitiva nacional pois não participei das outras programações do Festival.
Pouca gente no Theatro Treze de Maio, na exibição dos curtas da mostra nacional, porque na local, no primeiro dia do SMVC, o Theatro lotou. Não entendo. Tenho a impressão que nem os produtores da mostra local se fazem presentes na mostra nacional. Onde estão os estudantes de Jornalismo que fazem cinema no âmbito acadêmico? Dá pra entender porque há produções ruins e falta de criatividade nos roteiros. Fazem seus filmezinhos e não tem a humildade de assistir às outras produções. Coisas de santa-mariense.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

8º SMVC - penúltimo dia


Mostra Competitiva Nacional do 8º SMVC de ontem estava envolvente. Delicadeza, diversão, história, sangue e inocência marcaram os vídeos exibidos no penúltimo dia da competição.

No primeiro bloco, destaque para o ótimo O Velho Guerreiro Não Morrerá, documentário de São Paulo sobre o filme "O Cangaceiro" de Lima Barreto. O vídeo fala da história do filme, que foi vendido para a Columbia e por isso teve grande repercussão internacional chegando a ficar cinco anos em cartaz em Paris. Mostra ainda trechos maravilhosos de uma entrevista com Lima Barreto.
Delicada e fofa a animação Eu Queria Ser um Monstro, do Rio de Janeiro. Eu amo animação...

A ficção A Invasão do Alegrete, de Santa Cruz do Sul, garantiu a diversão e as risadas da noite. Mostra a rivalidade entre os cidadãos da cidade de Uruguaiana e Alegrete. Satiriza o bairrismo gaúcho num cenário montado do tipo Dogville. Mas é só engraçado mesmo.

No segundo bloco, o documentário No Tempo de Miltinho, do Rio de Janeiro, mostrou entrevista com o músico Miltinho falando de música e ritmo. Muito interessante!
O momento "Jogos Mortais" ficou por conta da ficção Com as Próprias Mãos, de Curitiba. Uma mulher tortura um homem com crueldade. Violento, sanguinolento, o filme tem méritos pela tensão que causa do início ao fim. #medo

E o momento delicadeza e inocência foi protagonizado pelo encantador Enciclopédia, de Porto Alegre. Fazer filmes de ficção com crianças é uma estratégia que, bem elaborada, já cativa de primeira. Muito bom!!!

Hoje é o último dia. Pena.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

8º SMVC - poesia, diversão e seriedade


Muito legal o segundo dia da Mostra Competitiva Nacional do 8º SMVC. Foram exibidos quatro documentários, quatro ficções e uma animação, muito linda, e poética, por sinal.
Antes dos filmes, ocorreu a homenagem ao diretor Paulo Nascimento, que falou sobre as facilidades que a tecnologia trouxe para a produção de cinema. Houve também um momento nostalgia quando o cineasta lembrou dos antigos cinemas de SM, das amizades e da sua vida de estudante aqui. Foi um bonito depoimento.

Os filmes
Os vídeos de ficção este ano estão bem subjetivos. E isso não é uma crítica. Acredito que ficar boiando, ter a sensação de não ter entendido, ou ficar pensando sobre filmes, que têm um final aberto ou uma não-solução, é um dos objetivos desse tipo de Festival. Eu não suporto muito aqueles videos-televisão como alguns que já ganharam a Mostra local do SMVC, por exemplo. Fáceis de digerir, desprovidos de um significado maior. É para passar na tv mesmo, não em um Festival de Cinema.

Mas ontem, o filme "O troco", de São Paulo, divertiu e vingou a todos que não suportam atender ligações de empresas telefônicas querendo oferecer serviços. No vídeo, um casal que recebe uma dessas ligações resolve torturar a atendente e fazer tudo que elas costumam fazer: pedem informações pessoais, deixam ela esperando ouvindo uma musiquinha e outras ações provocativas que fazem a funcionária da "Enganatel" perder completamente a compostura, hahaha. Muito bom!

Outro ótimo documentário foi o "pra inglês ver", do Rio de Janeiro. O doc aborda a favela tour, as visitas de turistas estrangeiros na favela da Rocinha, no Rio. Entrevistas com turistas e pessoas da favela mostram que a prática é polêmica. "A Rua e a Chaminé", documentário de Porto Alegre, mostrou o trabalho e o pensamento, muistas vezes divergente, dos grafiteiros nas rua da capital.

Teve também a ficção "Reverso", de 5 minutos, gravado em plano-sequência, mas eu não gostei muito.
Ficções com crianças também são sempre belas. Foi o caso de "O Muro", de Curitiba.

Hoje tem mais. Informações pelo site do Festival ou pelo twitter.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

8º SMVC -Começa mostra nacional


A mostra competitiva nacional do SMVC começou ontem com pouca participação do público. Na segunda-feira, o Theatro lotou. Sim, era a abertura, e a exibição das produções locais, por isso, todo mundo que participou do filme foi lá se ver ou ver seus nomes nos créditos. Ok. Ontem, os apaixonados por cinema não foram. Tinha mais gente de fora da cidade do que daqui. Tudo bem. Não é todo mundo que gosta de ver documentários.
Gostei dos filmes de ontem. As ficções garantiram a diversão e o riso, enquanto os documentários, mantiveram o clima de seriedade nos temas, com exceções, é claro.
Não sei se o pessoal curtiu porque as palmas foram tímidas e às vezes constrangidas. Acho que foi porque alguns filmes terminaram sem um final clássico, digamos assim. Não dá pra esperar de vídeos de Festival que sejam lineares e completamente coerentes. São experimentações na minha visão. Provocativas. Reflexivas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

8º SMVC - Mostra Competitiva local. Altos e baixos


Dez produções bem diferentes. Cinco documentários e cinco ficções na mostra competitiva local do 8º SMVC. No geral os documentários me pareceram bem melhores que os curtas de ficção. Há filmes muito bons tecnicamente, mas frágeis de enredo e atuações muito ruins. Com exceções, claro.
Alguns comentários pessoais sobre cada um dos filmes apresentados ontem:

"1ª Quadra" (Doc. direção Marcos Borba)- interessante filme porque não se foca muito em datas históricas, mas sim nas pessoas, nos costumes, no que a 1ª Quadra significava nas décadas de 30, 40 e 50 para os santa-marienses. Mas poderia ter mais fontes. Dois entrevistados da família Isaía. Eu acho que existiam outras famílias em SM na época da 1ª Quadra, mas tudo bem. Uma pena que o filme peca no final, com a colocação de um poema embaixo das imagens. Estava ruim de ler e a gente acabava não prestando atenção nas belas imagens. Desnecessário.

"3,2,1, bang!"(ficção; direção douglas menezes e jacques ortiz) - uma bobagem, mas eu ri. Uma brincadeira de bang-bang entre colegas da Faculdade. Gravado num dos prédios da Unifra. Bons enquadramentos, boa trilha sonora. Satiriza os filmes de perseguição policial. Mas não tem enredo. Uma brincadeirinha bem executada. E só.

"Krê" (Doc. direção Alexsandro Oliveira e Francele Cocco)- chato, pouco interessante. Aborda o trabalho de uma trabalhadora kaigang, em Ronda Alta, que sobrevive com a venda de balaios de taquara (o krê). Só mostra imagens dela fazendo o balaio e falando. Pareceu-me sem roteiro, sem uma linha temática. Quando ela explica como ela faz o balaio, me lembrei das matérias de TV do Jornal Hoje, do tipo: "aprenda hoje como fazer cestas de páscoa. Siga os passos".

"Catando significados: o lixo e seus significantes" (Doc. direção Daiane Vieira). Legalzinho. Usa da metalinguagem com imagens da própria equipe entrevistando os catadores de material reciclável. Fala da vida sofrida desses trabalhadores que passam por dificuldades e que tem sonhos. Só que os depoimentos são meio desencontrados.

"Essencial ao Coração" (Ficção - direção Clarissa Pippi)- não tem muito ritmo o filme. E o enredo é fraco. Tenta surpreender no final, mas não faz muito sentido.

"Docru" (Doc direção Rafael Berleze)- Totalmente sem noção com relação ao tema. Irrelevante. Traz depoimentos de estudantes que "sofrem" com as filas do Restaurante Universitário. Meus Deus! Quanto drama! Coitados dos estudantes debaixo de sol, de chuva, perdendo aulas. Muito comovente!. Só reclamação e argumentos ruins. Fora o tema, o filme inova porque apresenta uma liguagem visual toda recortada, dinâmica, com uma "montagem contemporânea", como diz a sinopse da revista do SMVC. Lembrando que Rafael Berleze fez um filme muito legal no ano passado. Não foi feliz neste ano.

"Acaso" (ficção. direção Neli Mombelli)- Uma história que começa chatésima e termina de forma surpreendente e engraçada. Com exceção do ator Ricardo Pain, as outras atuações são péssimas; estragam um filme que poderia ser bom.

"Detalhe" (Doc. direção Maurício Canterle)- Ótimo. O melhor documentário dos cinco apresentados. Uma atriz que interpreta diferentes meninas que possuem AIDS e que foram entrevistadas. Linguagem visual focada nos detalhes da boca, do olho e das mãos da personagem. Mistura ficção e documentário e trata o assunto de forma séria.

"Lembranças" - (Ficção Marcos Borba)- Paula Saldanha está fantástico encarnando um homem que está prestes a perder seu melhor amigo e que começa a lembrar de vários momentos da vida. Um bom texto, bons enquadramentos e uma interpretação iluminada de Saldanha.

"Ponto de Corte" (Ficção. Diogo Viedo)- Bem mais ou menos, mas tem uma certa tensão na história do vestibulando que quer passar na UFSM. Um enredo nada original, mas que faz parte do cotidiano dos santa-marienses.

8º SMVC - Abertura


Era quase 22h quando o 8º Santa Maria Vídeo e Cinema foi aberto ontem à noite, no Theatro Treze de Maio. Com os apresentadores de sempre, o Festival foi aberto com muitos discursos. Cassol falou bem e deu vários recados "a quem achou que o Festival não sairia por causa da mudança de Administração Municipal". Ha?? Como assim? Neimar Beshorer, gerente da RBS, também discursou. Disse que um dos programas que mais dá audiência à RBS na região são os curtas de sábado. E o prefeito Schirmer também falou um monte. Anunciou a entrega à Câmara do projeto que cria o Dia do Cinema. Super relevante!!
Por fim, o homenageado Sílvio Tendler recebeu o Troféu Vento Norte. E salvou os discursos da noite. Mostrou-se um apaixonado pelo cinema. Disse que as novas tecnologias só facilitaram a produção, mas que cinema é a arte da coletividade; nada se faz sozinho. Bom para os santa-marienses ouvirem isso!!! hehe.

No próximo post...comentários sobre as produções locais. Ai, meu pai...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Gentili: humor simples e divertido

Ele chegou de bermuda, camiseta, tênis e boné. E divertiu a platéia durante uma hora, nada mais que isso, na noite de domingo. O salão do Park Hotel Morotin lotado demonstrou o poder da televisão em projetar personalidades e o carisma e perspicácia do humorista Danilo Gentili, um dos apresentadores do programa CQC da Band.
Eu subestimei a força da televisão e o próprio Danilo porque achei que não ia ter muita gente. Enganei-me. pois tinha um bom público, a maioria jovens.
O show estilo stand up comedy de Danilo é legal, diverte. É simples e funciona. De forma muito natural, Danilo faz piada e graça com coisas do cotidiano, como relacionamentos (com a mãe e a ex-namorada), voar de avião, dirigir no trânsito de São Paulo, ir a um velório, entre outras situações que não paramos para pensar e que podem ser cômicas. Um humor fácil de entender, leve, sem forçações. Algumas piadas foram realmente muito divertidas, outras nem tanto. Às vezes eu ria mais da interpretação dele do que daquilo que ele estava dizendo. Confesso que eu demorei um pouco para entrar no clima de Danilo. Mas tinha um menino do meu lado que ria de tudo, tudo mesmo, do início ao fim. Ele quase passou mal de tanto que ria.
Sabe aquele amigo ou parente engraçado que a gente tem, que quando começa a contar um causo a gente fica rindo mais do jeito dele e das expressões das mãos e do corpo do que das histórias. É assim com o Danilo Gentili. Nada de especial, mas divertidinho.
No final do show, uma mega fila se formou para tirar fotos com Danilo. É a popularidade!!
Danilo tem um blog, que não é atualizado deste outubro, e um site bem bonito, este sim, atualizado. Também pode ser seguido pelo twitter.

domingo, 22 de novembro de 2009

2012 cansa

Sexta à noite fui ver o famigerado 2012. Eu não esperava um grande filme e fui sem grandes expectativas. Ainda bem.
É o típico filme que só vale a pena ver pelas imagens espetaculares e os efeitos especiais. As cenas de ação são impressionantes mesmo. Muito boas. Causam apreensão. Mas é isso. Deu.
Considerando que o diretor de 2012 é o mesmo de Independence Day, dá pra entender as cenas melodramáticas como aquelas em que os pais ligam para os filhos para pedir perdão e se despedirem diante do fim do mundo; famílias se unem diante da morte iminante e blá, blá, blá. "Son. I love you. Forgive me". E cai a ligação, ou seja, moreeeeuuuuu. E coisas do tipo.
E, claro, histórias de apocalipse não podem deixar de ter um personagem que faz o papel do president of USA. Em 2012, Danny Glover interpreta o papel de um patético presidente que opta por ficar com seu povo no momento mais difícil, quando todos morrem, a se refugiar nas aeronaves especiais que poderiam salvá-lo da grande catástrofe. Ai, me poupe! As atuações são péssimas, inclusive do Danny. John Cusack, o herói do filme, também está lamentável. Assim como em Guerra dos Mundos, Cusack interpreta um cara comum, separado da mulher, que tenta reforçar os laços afetivos com os filhos. Nada melhor que o fim do mundo para a família se unir. Super original!!!
Estes filmes-catástrofes sempre tem um enredo ruim porque a destruição é o enredo principal.
Resumindo: depois das principais cenas de destruição do mundo, o filme fica chato, enfadonho, cansativo. Blé.

sábado, 21 de novembro de 2009

34ª Secom - e o jornalismo da RBS

Ok. E como nós, jornalistas, ficamos no meio desse mundo totalmente colaborativo, em que todo mundo produz e divulga informação?
O diretor geral de Jornalismo do Grupo RBS, Eurico Meira, tentou responder a essa pergunta. Ele falou aos alunos de jornalismo na sexta-feira à tarde, dentro da programação da Semana. O tema da palestra foi "O jornalismo na era da TV Digital".
Good news -"A boa notícia é essa: nós (jornalistas) continuaremos tendo muito trabalho e com um papel fundamental", afirmou Meira. Uhuuuu!!!Bem otimista ele. Meio óbvio também que ele não ia dizer que os jornalistas podem estar perdendo sua legitimidade e seu poder de mediadores.
Meira afirmou que o foco dos jornalistas hoje deve ser "de que forma fazer conteúdos relevantes, independente da plataforma". Para ele, o conteúdo é o ponto central do jornalismo na era digital.

Atrativos - O que a RBS TV vem buscando no jornalismo, conforme ele, para atrair os consumidores em meio a tantas outras mídias (minhas observações estão entre parênteses):
1- criatividade como diferencial. (ele não explicou muito como essa criatividade funciona nas matérias)
2-bom humor porque, segundo Meira, as pessoas não querem ver só notícias negativas. (ok, mas o que é uma notícia positiva? critérios da RBS? Muitas notícias positivas são simplesmente ignoradas pela empresa. Conceito vago, caro Eurico)
3-infotainement (informação + entretenimento) como tendência. (aqui está a explicação das várias e várias matérias sobre animaizinhos, cachorrinhos, gatinhos e outras curiosidades que vemos todos os dias no Jornal do Almoço, acompanhados de comentários infames e risadinhas das apresentadoras. Esta característica está relacionada ao item número 2, do bom humor).
4- ouvir o público (sim, a busca da audiência é o objetivo)
"O conteúdo deve ter relevância e atratividade", resumiu Eurico Meira.

Processadores - Sobre a preparação dos jornalistas, Meira enfatizou o talento jornalístico (sempre essa historinha de talento) e destacou que hoje as redações funcionam como processadores de informação, pois os jornalistas, além de produzirem conteúdo, gerenciam as informações advindas do público que agora é parceiro na produção de informação. Citou ainda a criação da editoria de mídias ou redes sociais que está surgindo agora nas empresas.

televisão/colaboração - Meira falou ainda que nessa semana a RBS TV colocou ao ar uma matéria editada somente com imagens do telespectador buscadas no youtube ou recebidas pela empresa. Exemplo que reflete a produção realizada com a colaboração do público.

Pois é, pois é...

34ª Secom - Hiperansiedade e Geração C

"Hoje somos multiplataformas". Cátia Lassalvia resumiu bem nessa frase o nosso atual comportamento com tantos dispositivos digitais à mão. Ela falou na palestra da abertura da 34ª Semana de Comunicação da UFSM que ocorreu na quinta-feira à noite. Com o tema "Convergência midiática e o fenômeno da social media: caos e inovação", Cátia elencou algumas características do momento atual:
- a convergência de mídias
-o espaço na web para o especialista, o generalista e o amador
-o emissor não exerce mais o controle sobre a produção e distribuição de informação
-a comunicação é multicanal e multidirecional

Hiperansiedade - Sim, somos multiplataformas. Navegamos na Internet com o rádio e a televisão ligados enquanto lemos um texto de um blog, vemos um vídeo no youtube, acessamos o twitter e conversamos com alguém pelo msn. Tudo na mesma hora. "Nós vivemos hiperativos, ansiosos, estressados e desfocados" disse Cátia, explicando que não há tempo para se consumir a quantidade de informações que nos é disponibilizada por tantos suportes.

A palavra - Para falar das redes socias, Cátia citou o conceito de Groundswell que seria algo que cresce rápido e de modo espontâneo. Conforme ela, as três forças sustentadores desse conceito são:
- Tecnologia: Interatividade, o open-source. A facilidade em lidar com as ferramentas e utilizá-las sem grandes conhecimentos de informática.
- Comportamento: vontade de expressão das pessoas, o desejo de se conectar às mídias sociais;
-Economia: novos modelos surgem (wikinomia), a cauda longa da informação, o mercado de nichos, as facilidades de produção, disponibilização e busca que a Internet proporciona.

Prosumer - Um dos pontos centrais da fala de Cátia foi sobre o novo consumidor. Conforme ela, ele está em múltiplos lugares; na Internet, nas mídias móveis, nas ruas, na televisão. Por isso, o importante é mapear presenças e não esquecer que os consumidores agora são prosumers (produtor + consumidor).
Conteúdo e consumidor são os pontos centrais dessa nova configuração econômica. É a força da Geração C: Conteúdo, Colaboração e Conexão.

Medo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

34ª Secom

Com o tema "Comunicação e Convergência", começa hoje 34ª Semana Acadêmica do Curso de Comunicação Social da UFSM. Os trabalhos abrem hoje à tarde, com o credenciamento, e à noite ocorre a palestra Convergência midiática e o fenômeno da social media: caos e inovação, com Catia Lassalvia – Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Comunicação em Hipermídia da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid).
Junto à Semana, o Diretório Acadêmico Mario Quintana também promove o PANC, Prêmio Anual de Comunicação.
A programação da Semana Acadêmica está no blog.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

calando blogs

Ai, ai...Complicado quando a Justiça resolve conceder liminares e impedir que veículos de comunicação publiquem informações sobre políticos. Isso aconteceu com o Estadão e agora também com os blogs. Comunique-se noticiou que a Justiça do Mato Grosso proibiu que cinco blogueiros emitam opinião sobre um político do PP. Também tem um texto, no Observatório de Imprensa, de um dos blogueiros censurados.
Pelo jeito os blogs estavam incomodando mesmo...
Preocupo-me com estas decisões da Justiça...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Revista O Viés

É muito legal ver estudantes de Jornalismo, futuros (ou já) jornalistas escrevendo e divulgando seus próprios textos, opiniões e ideias.

Há alguns dias, oito alunos do quarto semestre de Jornalismo da UFSM lançaram uma revista online com a intenção de divulgarem seus textos sobre diversos temas como política, cinema, psicologia e mídia.
A revista se chama O Viés justamente porque traz temas a partir do viés de cada um dos seus autores.

Há textos sobre terrorismo e mídia, sobre bons filmes, sobre a felicidade etc. E textos bons; dá para perceber um cuidado na redação e na argumentação de cada um dos autores que se propõe a escrever sobre um determinado tema. Pode-se dizer que são pequenos ensaios sobre um assunto que não precisa ser necessariamente aquele que está na "boca do povo".

Acredito que a revista, que também pode ser considerada um blog coletivo, resgata a importância da expressão de nossas opiniões, nossos pontos de vista sobre um assunto, nosso viés...e tudo é viés....tudo passa por um olhar. Principalmente o jornalismo.

Trabalhar os textos da melhor forma possível, ter o compromisso de atualizar a revista, divulgá-la e abrir-se a críticas, boas e ruins, são exercícios de prática jornalística e também de profissionalismo.

Achei muito interessante a utilização de uma plataforma online para criar a revista. Na minha época de Faculdade, a moda eram os fanzines que eram os nossos espaços de expressão, em folha de papel e xerox. Agora temos a Internet, que é própria para esse tipo de iniciativa; A Internet potencializa e torna concreta esta nossa vontade de divulgar ideias, e os blogs mostram isso.

A divulgação da revista também é feita pelo twitter, seguindo a atual tendência dos meios de divulgar seus produtos por meio dessa rede social.

É bem por aí. É preciso entender que o campo do jornalismo está passando por profundas transformações.
Não dá mais para se iludir, achando que depois de formados, os jornalistas terão lugar nas empresas. É preciso superar a lógica do jornalista-empregado, vinculado a instituições jornalísticas. Infelizmente este pensamento ainda é forte, inclusive nos cursos de Comunicação Social que tendem a querer preparar os estudantes para um "mercado" que nem existe mais.

A Internet pode ser uma ótima ferramenta de trabalho para jornalistas atuarem de forma mais autônoma, sem precisarem se submeter a lógicas empregatícias falidas.

Parabéns a Revista O Viés e seus criadores. E Boa Sorte.


domingo, 15 de novembro de 2009

é a vida

Final de semana de estudos, dúvidas, distrações, um pouco de álcool, música, sono, café, leituras, sentimentos bons e ruins...

sábado, 14 de novembro de 2009

JAI

Esqueci de comentar que quinta-feira passada eu fui apresentar poster na Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da UFSM. Eu tinha participado em 2001 como bolsista do Cnpq, mas naquela oportunidade apresentei o trabalho de forma oral. Nunca tinha participado com poster. Os painéis foram expostos num ginásio do Centro de Educação Física. Muita gente envolvida...e estava bem organizado.

Depois que fui avaliada, dei uma circulada para olhar os outros trabalhos. Tinha muita coisa legal!!! Muita pesquisa interessante e relevante. Uma pena que não deu tempo de ler todos os posters e conversar com o pessoal que estava lá apresentando.

É nestes momentos que a gente percebe a riqueza de sabedorias de uma universidade. Foi muito bom ver o pessoal trocando ideias sobre os trabalhos, discutindo...Foi bom perceber como a Universidade pesquisa as mais diversas problemáticas sociais. Uma pena que muitas pesquisas acabam ficando na biblioteca mesmo, sem que sejam conhecidas de forma mais ampla pela comunidade. Fica tudo muito restrito ao âmbito acadêmico.
Mas, de qualquer forma, valeu a experiência...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

MC: estão aí, já era


Continuando com a série de relatos sobre palestras promovidas pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM, quem esteve no CCSH nesta quarta-feira, dia 11, pela manhã, para a aula Magna do Mestrado em Comunicação Midiática, foi o pesquisador e professor da UNB Luiz Cláudio Martino (foto).


Um suporte material? Uma linguagem, um signo, um código, uma mensagem, uma instituição, uma técnica, uma expressão social? Afinal, o que é um Meio de Comunicação (MC)? Esta pergunta foi o tema da palestra. Conforme Martino, quando se tenta definir o que é um meio de comunicação, vem à mente a idéia de transmissão. Mas é claro que essa palavra nem de longe dá conta do conceito de MC, que é bem mais complexo. Para MacLuhan, segundo Martino, os MC poderiam ser simulações tecnológicas do homem. Poderiam ser, também, simulações de uma capacidade mental.

Para Martino, os MC alteram as condições da experiência humana; de tempo e espaço, por exemplo. Os meios são moldados a partir dos usos sociais, "alteram e alargam nossa experiência".

O que já é de concordância de todos é de que as notícias são uma construção social. Os acontecimentos são moldados para gerar um valor, para gerar um cotidiano comum a todos. Os MC compõe a organização social e um acontecimento só "acontece" quando divulgados ou noticiados pelos meios de comunicação. Conforme Martino, os MC "são a expressão social da experiência".

E eu pergunto: nós podemos viver sem eles?



Luiz Cláudio Martino tem "só" três mestrados enquanto eu tento fazer, aos trancos e barrancos, um só:

Luiz Cláudio Martino possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); mestrado em Comunicação pela Escola de Comunicação da UFRJ; mestrado em Psicologia pela Fundação Getúlio Vargas e UFRJ; mestrado em Ciencias Sociales, Cultures et Comportaments na Université de Paris V e doutorado em Sociologia na Université de Paris V. Atualmente é professor da Universidade de Brasília e coordenador do Programa de Pós-Graduação da instituição. Atua em pesquisa nas áreas de Teoria da Comunicação, Epistemologia da Comunicação, Meios de Comunicação e Metodologia de Pesquisa.

Mídia: espetáculo e monstruosidade



O Mestrado em Comunicação da UFSM, organizou dois eventos bem interessantes nesse semestre. Mesmo atrasada, vou fazer alguns relatos aqui.

A mídia, suas complexidades e problematizações, foram os temas das palestras de Moisés Martins e Jean-Martin Rabot, pesquisadores do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (Portugal), que estiveram, no dia 06 de novembro, no II Ciclo de Debates "Mídia e Sociedade", na UFSM.

O evento foi promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUCRS, e teve a participação de estudantes e professores universitários da Comunicação e de outros cursos

Moisés Martins falou sobre “Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura”. Para ele, "nossa cultura é a da comunicação generalizada" gerada pelas novas tecnologias de comunicação e informação. Conforme Martins, vive-se num tempo acelerado e numa cultura acelerada. Neste ambiente, techné e bios se fundem e determinam a cultura e o modo de vida da atualidade. Vive-se, nas palavras de Martins "o princípio de estetização do mundo" e tudo é convertido em emoção, que é controlada pelas tecnologias. Nesse sentido, a mídia provoca as sensibilidades humanas, transverte os conteúdos em euforia, sensações e emoções. Um exemplo é a exposição pública da dor privadas, as notícias sobre acidentes, tragédias, dramas humanos. Enfim, é o espetáculo que rege as lógicas midiáticas. Como Martins afirma, o discurso sensível, efervescente e comovível substitui o discurso objetivo e frio do jornalismo referencial. O que se impõe é a lógica do pathos, do animus, da paixão. Na opinião do pesquisador, é preciso pensar em uma ética para a mídia.

"A liberdade é a incerteza". Com essa frase, Jean-Martin Rabot, deu início à sua palestra sobre “as figurações da monstruosidade nos media”. Para Rabot, a monstruosidade, apesar de trazer referências a algo externo, é uma característica ancorada no homem. Ele lembrou que os monstros nos remetem a elementos negativos, figuras combatidas pelo herói grego, por exemplo. "O monstro é a figura invertida do herói". Na opinião do pesquisador, apesar das histórias separarem o herói do monstro, o bem e o mal estão interligados e incorporado em um só ser. A religião, o politeísmo e outras culturas mostram essa fusão que inclui a monstruosidade. Para Rabot "o monstro está em nós" e isso explica as figurações e representações presentes na mídia.


Parabéns para a nossa turma, que ingressou este ano no Mestrado, e que ficou responsável pela organização dos eventos. Deu tudo certo!!!

Beijos para Luciana, Patricia, Maurício, Leandro, Gisele, Laura, Renata e Fabianos...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Romaria sempre igual

Ai, ai...todo ano é sempre igual. Eu gosto de olhar a cobertura da Romaria pelos veículos locais só para constatar que é sempre a mesma coisa. É o jornalismo repetitivo.
E não culpo os jornalistas. É uma coisa maior do que eles. Rotina, agendamento, sei lá...é preciso se partir de algum lugar. E a multidão é tão grande que às vezes a gente "se perde" mesmo, em vários sentidos.

O que não pode faltar no manual de cobertura da Romaria:
- crianças vestidas de anjo - os fotógrafos já saem procurando as crianças-anjinhos.
-pessoas de pés descalços - sempre tem centenas de pessoas pagando promessas
-pessoas fazendo o percurso de joelhos - é mais raro, mas é um ótimo case para a imprensa
-deficientes visuais ou físicos pagando promessas ou sendo conduzidos por alguém que está pagando promessa
-idosos com velas
-romeiros de outras cidades
-dramas - toda cobertura que se preze traz as mais dramáticas e trágicas histórias de pessoas que, desenganadas pelos médicos, foram salvas pelas orações à Medianeira. Geralmente esta é a parte interessante dos textos dos veículos de comunicação porque traz à tona essas histórias humanas.
-políticos - Todo jornal que se preze aproveita a pauta para colocar, na página de política, quem eram os políticos que estavam na Romaria. A matéria é sempre fofoquenta, como mostrou o Diário de ontem, pois não há informação útil.

Quando cobri a Romaria, em 2003, pelo Jornal A Razão, eu também segui o script. Mas lembro que fiz uma página só sobre os vendedores ambulantes da Feira. É impressionante! Vem gente do nordeste para vender seus produtos aos devotos. São pessoas que acompanham eventos religiosos e tem muitas histórias para contar.

Quem pegou esse viés, na televisão, ontem, foi a TV Pampa. Entrevistaram um ou dois vendedores. Achei legal! A RBS se focou nos romeiros e nas graças alcançadas.

Há como cobrir a Romaria de outras formas? Sim e não. Há procedimentos quase que obrigatórios, sim, mas também há como abordar o evento de outras perspectivas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Os bastardos de Tarantino

Acompanhada da minha mana Alice, fui no cinema domingo para ver Bastardos Inglórios do famosinho-cult Quentin Tarantino. Violência, vingança e humor - que costumam caracterizar os filmes de Tarantino - estão presentes em Bastardos, além, é claro, da trilha sonora que é sempre um personagem a mais nos filmes dele.
Na minha opinião, as atuações são o forte do filme. É uma delícia ver Cristoph Waltz fazendo o general nazista Landa. Brad Pitt, canastrão caricatural, também está muito divertido.
Aliás, Bastardos Inglórios é um filme divertido, apesar de várias cenas sangrentinhas mas estas estão bem mais leves do que as apresentadas nas películas anteriores de Tarantino. E olha que o pano de fundo do filme é um tema bem batidinho de Hollywood: nazismo. Mesmo assim, Tarantino faz humor e espetáculo usando o nazismo e suas figuras famosas como Goebbels e Hitler, que aparecem como dois babacas ridículos no filme.
No filme os nazistas são os demônios, mas isso é tratado de forma tão espetaculosa e exagerada que provoca risos e derruba a seriedade da 'maldade'.
É claro que a violência do filme pode ser vista sob outro ângulo. Li umas críticas em outros blogs que diziam que Tarantino, ao mostrar tantas cenas violentas ou bárbaras, quer transmitir o quanto o ser humano é violento e cruel em sua essência. É um ponto de vista.


O Willian Araújo, no blog OpiniãOposta! escreveu um texto legal sobre o filme. Vale a pena conferir.

Show Júpiter

Estava com uma super expectativa para o show do Júpitar Maça que aconteceu sexta passada no Macondo. Pra que...
Depois de ficar mais de uma hora na fila do bar, acreditava que lá dentro estaria superhiperlotado, o que justificaria a demora. Mas não. Na hora que entrei, pelo menos, ainda não estava superlotado. Não entendi o porquê de tanta demora na fila que só diminuiu porque as pessoas foram desistindo de esperar e resolveram ir embora. Ok. Isso foi o de menos.
O show foi meio decepcionante. Chato. Morno. O Júpiter tocou o tempo inteiro sentado e eu que estava lá no fundão não vi ele. Bah! Custava levantar um pouco em pelo menos uma música? O palco já não é alto e o cara resolve ficar sentado o show inteiro...E tocou uma hora e pronto!!! Foi embora...Acho que ficou com preguiça por causa do calor, que estava infernal. Também não consegui ouvir nada do que ele falou...Está se achando demais o Júpiter...
Pelo menos a companhia estava boa. Assisti ao show com a Carol Berger, colega de Facul e amiga. Beijo, Carol!