quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Comida, bebês e parentes. É o Natal

A mãe perguntou porque eu não escrevi nada sobre o Natal no Blog. Esqueci. Ela escreveu um relato.
Acho que já disse aqui que no Natal a família Copetti costuma se reunir. Só que ano passado, faltou um lugar grande (sim, tem que ser um lugar que abrigue umas 40 pessoas no mínimo) E aí a big copetti family não se encontrou. E todo mundo lamentou (mentira! todo mundo não, haha).

Mas...neste ano...deu certo!
Os meus pais foram atrás de um big place e conseguiram emprestado de amigos uma casa beeeem grande com lugar para churrasco e gramado para o tradicional futebolzinho dos tios e primos gordos, hahaha.
Então, a família Copetti passou o dia do Natal num lugar bem bacana em Val Feltrina, região que faz parte de Silveira Martins.
Foi muito agradável, apesar do calor.
O bom desses dias de Natal é poder ficar bebendo e comendo o dia inteiro, dar risada junto com os tios e primos. Tenho parentes muito divertidos!

Os babies
Ha! Olhar os bebezinhos da família e tirar fotos deles também é muito bom. Os bebês sempre chamam todas as atenções para eles. Como não se encantar com tantas fofuras reunidas?
Irresistivel!
E é preciso responder com tranquilidade e bom humor às perguntas: "e aí...não vai dar jeito também? e aí, a Tereza não vai ganhar um netinho???". Céus! Dai-me paciência, hehehe. Eu tô brincando, o pessoal (tentou) ser discreto...

Cerveja, churrasco, sobremesa, cucas, morgadeira, futebol, banho no riachinho, milho verde, despedidas...
Agradecimento aos meus pais que organizaram a festa (fizeram até cucas deliciosas, como se pode verificar na foto) e a toda a família Copetti que compareceu à confraternização. Beijos para a tia Eliza, Felipe, Juliana, Letícia e Leandro, que ficaram em Foz do Iguaçu porque no dia seguinte teriam que embarcar para Belfast.

O day after também é bom. Chimarrão, violão e carreteiro de churrasco. Como não ser feliz?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Espírito Natalino

é Natal...
Eu não vou ser tão azeda ao ponto de ignorar a data, né. Eu não sou uma pessoa tão blazé assim...

Então eu vou citar aqui uma iniciativa natalina bem fofa. Da mana Alice com apoio da mami.
A Alice Enxaqueca trabalha num projeto de educação ambiental com crianças de 7 a 11 anos do Lar de Míriam e da comunidade que o contorna.
Para alegrar um pouco mais a vida dessas crianças - de baixíssima renda-, a Alice resolveu presenteá-los com alguns docinhos. E pediu pra mãe produzir 42 saquinhos de tecido para colocar as balas. E a mãe fez uns saquinhos muito fofos, ocupando todos os retalhos que ela tinha em casa. O resultado foram saquinhos coloridos e diferentes um do outro. Ficaram muito bonitos!
O que a mamis não faz por essa @alicenxaqueca. As duas saíram com cara de loucas nessa foto, mas tudo bem, haha.

Aliás quem quiser ajudar as crianças do Lar com qualquer coisa, pode entrar em contato com a Alice.
Agradecimentos especiais da Alice ao nosso tio, Sérgio Copetti, por ter apoiado a iniciativa e patrocinado as balinhas.

Feliz Natal, hehe!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pendências...


Oi gente!!!
Bom dia amiguinhos já estou aqui (#aloka)! 1,2,3, vamos todos de uma vez!!!

Realmente não imaginei que o post sobre o grupo Afronta renderia tantos comentários. Uma pena que as manifestações não foram exatamente sobre as cotas mesmo abordando preconceitos, minorias e assuntos relacionados, de uma forma ou de outra...

Perdoem-me, mas eu não vou comentar os comentários do post. Respeito a opinião de todos, dos sensatos aos insanos ou malucos aí de baixo. Demandaria muito tempo e eu não tenho...ou tenho, mas não quero comentar um por um..
E também porque tenho outras pautas na cabeça, tais como:

-Minhas bancas na UFSM. Tenho que escrever um post só pra isso
-A viagem a Foz do Iguaçu e o obscuro e frenético e fascinante mundo de Cidade do Leste,hehe.
-O Caderno do Diário de Santa Maria homenageando os 50 anos da UFSM (sempre os mesmos personagens, sempre as mesmas pessoas, quase as mesmas histórias...)
-Wikileaks: assunto sério, marco importante do jornalismo, da livre expressão...
-Fiasco do Inter: não, não é relevante comentar sobre isso; melhor esquecer
-E a decoração de Natal da cidade? Ficou bonitinha. Luzes sempre foram e sempre serão uma opção interessante. Mais luzes, menos tules, esculturas, pinturas e afins...(até parece que entendo de decoração). Não entendo, mas não gosto de exageros. Dia desses quase derrubei uma árvore de Natal no Elegância Center Shopping porque resolveram colocar várias arvorezinhas espalhadas pelo caminho. Elas atrapalham a passagem e deixam tudo "over".
-Avaliação do Macondo Circus. Ano passado eu fiz, mas este ano não deu tempo. Eu queria falar sobre do Festival, da organização e de como foi legal sua realização na Gare da Estação Férrea.

Enfim...são muitos assuntos, mas eu tenho uma dissertação a concluir, por isso, muita coisa vai ficar pendente...

(O Monstrinho do post é do excelente site Monstruous de Plastilina. Lá tem monstrinhos para todos os gostos).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

quando só as cotas não bastam...

Sabe quando a gente se depara com algo interessante e importante que seja divulgado...
Pois então...
Terça-feira passada eu fui na última sessão do Macondo Cineclube, no Museu Treze de Maio, e lá eu conheci duas estudantes universitárias preocupadas com a situação dos cotistas negros da UFSM.Antes do início da exibição do filme, elas se apresentaram ao público como integrantes do grupo Afronta. No final da sessão, eu conversei com elas pra saber mais sobre a proposta deste grupo:

As integrantes do Afronta, Nayra e Najla da Silva, estudam na UFSM e me explicaram que o Grupo foi criado com a finalidade de reivindicar políticas de permanência dos cotistas negros da Universidade. "Necessitamos de ações afirmativas de fato pois o jovem negro continua em desvantagem mesmo depois que ingressa na universidade", afirmam as estudantes.

Permanência - Segundo as universitárias, há muitos cotistas negros que estão desistindo da Faculdade devido à falta de condições que garantam a permanência destes jovens na instituição. Nayra e Najla contam que não há um incentivo que mantenha os cotistas estudando. Muitos trabalham e não conseguem acompanhar as aulas da faculdade. São policiais, motoristas, seguranças, entre outros profissionais, que, além de ter uma condição financeira limitada, não encontram apoio ou auxílio necessário para dar continuidade aos estudos. "Algumas universidades oferecem uma bolsa permanência para alunos cotistas. Na UFSM falta uma valorização maior no sentido de inserir realmente o aluno negro na Universidade", destaca Nayra. "A universidade poderia ter uma atenção especial nas políticas de permanência a estes estudantes", completa Najla, estudante de Direito da UFSM, acrescentando, inclusive, que há uma carência de referências para estes alunos na própria UFSM, como professores negros, por exemplo. O que o grupo Afronta defende é uma representação dos negros em todos os segmentos da sociedade, incluindo a Universidade.

Sobra de vagas - Outra preocupação do grupo é quanto ao não preenchimento das vagas para cotistas negros. Os candidatos que poderiam se beneficiar dessas vagas tem preferido ingressar na Universidade pelas cotas de escolas de escola públicas. A intenção do grupo é realizar um trabalho, inclusive, nas escolas de Ensino Médio a fim de discutir a importância das cotas para negros. "Há muitos estudantes negros que não se sentem à vontade de entrar pelas cotas até mesmo porque existe na sociedade um discurso contrário a esta forma de ingresso", afirma Nayra que em 2008 entrou pelas cotas no curso de Agronomia da UFSM.

Najla e Nayra acreditam que as cotas existem porque o jovem negro tem desvantagem em relação aos outros. Desvantagem que continua a existir mesmo depois do ingresso destes jovens na Universidade. "É preciso valorizar o fundamento das cotas. Lutamos por ações afirmativas de fato", afirmam as universitárias.

O grupo Afronta, que existe há cerca de um ano, é integrado por cerca de 30 estudantes de diversos cursos da UFSM e se reúne semanalmente. O email de contato é o afrontaufsm@gmail.com.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

correria

Bei, bei, bei...
Blog totalmente abandonado...
Durante a semana me envolvi com o Festival Macondo Circus e mais a qualificação...
Não deu tempo de escrever nada decente..Foi correria total...

Este ano ajudei no receptivo do Festival...Foi bem legal!!
tem tanta coisa pra escrever sobre o Circus...
Vou tentar escrever algo amanhã...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Circus ocupa a Gare durante uma semana

Lançado oficialmente ontem o Festival Macondo Circus 2010. A abertura foi à noite, na Gare da Estação. Clima ótimo, pessoal animado e entusiasmado durante o Coquetel.

A Desvenda, a Feira de Arte Contemporânea estava muito interessante. Trabalhos curiosos, diversificados, expressivos...
Lindas também as latinhas de spray do SubsoloArt.

Depois da abertura, ocorreu a Entrevista Lansky, produzida pelo Coletivo Sintomática, de Buenos Aires. Esperava mais dessa Entrevista. Achei que faltou ritmo, não sei. Algumas perguntas eram ótimas: "que pensas sobre o pensar", "o que te faz feliz", "onde você gostaria de estar", "o que você deseja". Mas as perguntas poderiam ter variado mais de um entrevistado para outro para não ficar tão previsível...
De qualquer forma, o formato era muito legal. A gente só enxergava a sombra dos entrevistadores e entrevistados e isso também causou uma sensação estranha.

Que lugar legal a Gare da Estação Férrea. Ainda mais com lua...
A Mostra Hipnose Audivisual, com exibição dos filmes da Distribuidora do Circuito Fora do Eixo, foi presenteada com um silêncio irreal em tempos de muito barulho urbano. Escutavam-se os grilos e de vez em quando o apito do trem. Muito bom...

E hoje tem mais programação do Circus...
O pessoal da cobertura colaborativa está a mil. É só ver o site do Macondo Circus.
Inclusive roubei as fotos da Andressa Quadros pra por aqui, hehe.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Circus chegando...

As oficinas já começaram. No domingo à noite já tem função... E começa pra valer mesmo no dia 22 o Festival Macondo Circus 2010.
A Programação já pode ser acessada.
Vai lá
www.macondocircus.com/2010
Tem música, teatro, artes plásticas, audiovisual...
Vai ser tudo de bom...
E siga o @macondocircus pelo Twitter.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

em espera

Blog hibernando...
Cansada...
Cortando artigos...
Atualizando outros blogs...
Ajudando no receptivo do Festival Macondo Circus...
Tô por aí...
Twitter da vida...

Beijos!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

compromissos acadêmicos- JAI

Então...
Quarta-feira, dia 10, fui participar da Jornada Acadêmica Integrada da UFSM...
Ano passado eu já tinha ido e gostado da experiência...Este ano, foi criado o Primeiro Salão da Pós-Graduação destinado a mestrandos. E para lá que fomos...
Quarta de manhã cheguei até a ensaiar uma apresentação, pois sempre tem avaliadores que passam para perguntar do trabalho. Eis a surpresa que, a chegar na JAI, fomos informados que o Salão, por ser Salão (tá ligado!), não receberia avaliadores. Não entendi muito bem o motivo, mas tudo bem. Melhor né. Não fica aquela tensão no ar, quando se espera pelo avaliador. Poderiam ter avisado antes que não haveria avaliador. Ficamos sabendo na hora. Apesar disso, não há o que reclamar da organização da Jornada. Achei boa.
Quando eu estava na graduação (já faz um tempo considerável), e fui bolsista do CNPQ, tive que apresentar meu trabalho para uma banca;ou seja, foi muito pior considerando que não me sinto confortável em situações formais que me exigem apresentações formais...(mas isso é neurose pessoal, não vem ao caso aqui, hehe).
Enfim...Legal que neste ano nossos posteres foram financiados pelo CCSH. Um incentivo a mais para participar da JAI.

Ficar ao lado de um poster durante umas duas horas pode ser algo muito chato, mas a JAI é um espaço interessante. Sempre tem alguém que passa pelo teu poster, lê e até faz perguntas. É raro, mas existe, hehe.
Não dá tempo de ler todos os posteres. É muita coisa. São muitos trabalhos, muitos temas interessantes que mereciam ter uma divulgação maior até...
Eu e colegas da comunicação ficamos no meio de trabalhos da Psicologia e Administração. Sempre se aprende alguma coisa olhando as pesquisas de outras áreas. Eu, por exemplo, aprendi que existe uma metodologia chamada Bibliometria. Ahá.!! Muito usada pelos mestrandos da Psicologia. É uma espécie de medição de bibliografias sobre determinado tema. Bem legal!

Da nossa pós estavam além de mim, o Maurício, a Patrícia, o Leandro e o Fabiano. Da turma deste ano, só estava o Cristiano. Uma pena. Seria uma boa oportunidade de saber o que os colegas andam pesquisando...

Foto: Patrícia Pérsigo (colega, amiga e parceira de JAI e afins, hehe)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Paul in reports

O post é de assunto atrasado...

Não fui no show do Paul McCartney. Não tinha grana, não me organizei e também não me empolguei muito pra ir. Gosto das músicas do Paul, adoro Beatles. Comecei a ouvir Beatles tardiamente, quando estava na Faculdade. O relacionamento é recente, portanto. Mas com toda a certeza, dentre as mais belas músicas que eu conheço, os Beatles são autores de várias delas.

Confesso aqui, com toda a humildade, que fiquei, sim, com invejinha de quem foi no show, principalmente depois de ler os comentários mega hiper emocionados no Twitter. No início, invejei mesmo. Depois comecei a me irritar com tanto elogio, aclamação e histeria.

Mesmo não tendo ido no SUPER, HIPER, MEGA show, conforme os tuiteiros que no Beira Rio estiveram no dia 07 de novembro, tenho interesse nos relatos. Relatos que não sejam só emocionais ou superficiais, como os eu vi no Twitter: "sem palavras", "maravilhoso", "não há o que dizer". Como assim, não há o que dizer? Jornalistas contaram que foram no "show das suas vidas" e não conseguiram fazer um relato sobre isso...Aff...

Então, eu pedi para dois amigos da área do jornalismo e um de outra área escreverem um texto sobre o show pra eu publicar aqui. Os do jornalismo não tiveram tempo ou não quiseram. O único que gentilmente me mandou um relato pessoal sobre o show foi o Ivan Zolin, professor da UFSM. Ele escreveu um texto bem reflexivo sobre o show do Paul:

A Criatura e o Criador

O processo de criação é um dos mais complexos. A eterna dúvida: “Ser ou não-Ser”. Quem é capaz de dar existência a algo que ainda não É? A capacidade de individualizar-se e descolar-se da coletividade é o ato por natureza da criação e, portanto do existir. Esse processo tem uma dose de “magia”: conhece-se, porém não se explica. A razão é o suporte da idéia e não o seu conteúdo. Ela dispõe e as circustâncias propoem. A relação entre a potência e ato é que determina o mundo.

Verificamos isso por excelência na obra de arte. É quando a criatura é capaz de ser maior do que o criador. Artista e obra se completam, no entanto cada um com força própria. É grande e lindo ver essa relação, não é de subordinação, mas de independência. Foi isso que percebi ao assistir o show de Paul McCartney, no último domingo. Participei de um evento em que a força estava na obra de arte (as músicas), e principalmente no artista. É um mostrar-se da criatura e do criador, não de competição, mas de celebração.

Ninguém é grande por si. Maior ainda são seus feitos. Quando o viver e o fazer se encontram temos a plenitude da criação.

A grandeza do show foi a Arte, o processo de criação, isso é impossível de ocorrer sem a interação entre artista e obra. O encontro entre Criatura e Criador. Não é possível a existência de um sem o outro. Assim como são os criadores são as criaturas.

Presenciar isso é participar também da criação, ainda que seja como expectador, aquele que percebe a grandeza do momento. Esses são momentos de vitalidade, em que um jovem pode ter 68 anos.

Filosofou, heim, Ivan! Hahaha. Ficou interessante !
Além da simpatia de Paul, destacada por várias pessoas que viram sua performance, Ivan ressalta ainda o profissionalismo do ex-beatle, que se apresenta sem deslumbramentos ou vaidade pessoal. Um músico versátil, que domina o uso de vários instrumentos. "Deu pra perceber também uma grande interação entre ele e sua banda, uma naturalidade na apresentação, sem "pirotécnia", somente uma queima de fogos no final, mas sem muitos exageros".

Outros relatos
No podcast quarto de empregada do blog Inculto, do William Araújo, ele, Raero Monteiro e um convidado, comentaram de forma bem humorada o show. Vale a pena escutar.

O Máucio também comentou, em artigo publicado no site do Claudemir Pereira, que Paul é o mais marqueteiro dos Beatles, haha. No mesmo site, também há outro relato sobre o show.

O jornalista Guilherme Zanini também escreveu uma matéria para a revista Guitar Player. Tirando as últimas duas frases, meio exageradas, um bom texto, com certeza.

Artes integradas e criação coletiva no Theatro Treze de Maio

Como trabalhar com diversas linguagens artísticas em um espetáculo? Como compilar uma narrativa com três atores, uma banda, textos literários, artes visuais e intervenções videográficas?
Um desafio...Uma experimentação...Uma expressão...
O desejo de produzir um espetáculo de artes integradas uniu as frentes de música, teatro, literatura, artes visuais e audivisual do Macondo Coletivo que apresenta nesta quarta-feira, dia 10, às 20h30min, no Theatro Treze de Maio, o espetáculo "Quando fecho os olhos".

Para Carolina Berger, uma das responsáveis pelas intervenções imagéticas da peça, "Quando fecho os olhos" é um complexo exercício de construção de uma obra performática, ao vivo. "Nenhuma das artes ali incluídas é uma composição pronta. E no labiríntico dispositivo performático que compõe essa obra, a encenação teatral comanda os movimentos, os sons e os silêncios da interação", percebe Carol.

Dos textos poéticos de três blogueiros à performance ao vivo de linguagens em diálogo.

"A composição cênica, a marcação, o momento dramático, o sentimento dos personagens, o escrito nos textos, os universos nos quais a peça está inspirada são tão universais quanto inundados de subjetividades que as imagens em movimento devem complementar, ao mesmo tempo que traduzir. É como se entrássemos na dança do tempo, onde parece surgir o conflito dos personagens".

A Carol te deixou confuso ou confusa? Eu fiquei curiosíssima.

No material de divulgação, o nome da peça vem precedido da frase "para continuarmos a viver, temos que morrer um pouco..."
Mas o que será que isso quer dizer?
Os mistérios serão desvendados (ou não) no Theatro, quarta-feira, 20h30. Ingressos a dez reais e só cinco para estudantes.

FICHA TÉCNICA:
Quando fecho os olhos
Realização Macondo Coletivo
Textos: Atílio Alencar, Daniel Dutra e Talita Tibola
Direção e Atuação: Cláudia Schulz, Luise Scherer e Tiago Teles
Trilha Sonora: Rinoceronte (Paulo Noronha, Vinicius Brum e Luiz Henrique (Alemão)
Cenografia: Alessandra Giovanella, Atílio Alencar, Talita Tibola, Elias Maroso, Desiree Tibola, Lucas Figueiredo Baisch
Iluminação: Luis Fernando Marques (Bando)
Intervenção videográfica (roteiro, composição e técnica): Carolina Berger, Eduardo Ramos, Kareka Ricordi e Francine Nunes
Design: Cristian Mossi
Operador de som: Vanessa Giovanella

Foto do post: Kareka Ricordi/Macondo Coletivo




segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Gente, muita gente...

- Por que eu fui na Feisma? Porque eu gosto de ir a eventos aos quais todo mundo faz referência. Porque eu tenho essa mania de ir conferir pra ver se é mesmo tudo que estão falando que é...queria ver se realmente estava tão bonito e tão interessante como disseram na televisão e nos jornais...Eu AINDA acredito em muitas coisas que eu leio nos jornais e vejo na TV.

-Por que eu fui na Feisma no DOMINGO e no ÚLTIMO dia? Otária né...Fui adiando, adiando...e pronto! Fui no último dia de Feira e no domingo ainda...Perdeu playboy! Pede pra sair! Fail total! Loser!

-Por que eu me irrito com lugares com muuuuuuuita junção de pessoas? Porque sou meio irritadiça, meio impaciente e não gosto de ficar me pechando com todo mundo. Porque tinha fila para tuuuudoooooo...Fila para a cerveja, para o sorvete, para o pastel....Aff! Praça de alimentação hiperlotada, sem chance de achar um lugar vago.

E adivinha o que estava fazendo sucesso num dos pavilhões? Desfile de moda íntima!! Claro! Toda a homarada da Feisma se aglomerou pra ver as langeries - e suas bundas- da Feisma. Hahaha.

Mas, enfim...Essa minha rabugice sobre a MULTIDÃO só serve como atestado de que a Feisma deve ter sido um sucesso. Realmente, ela é grande, diversificada, bonita. Na entrada da Feira, passei por uma passarela num ambiente de discoteca com direito até àquele globo de luzes piscantes...Bem legal! Dá pra notar o cuidado da organização com os detalhes, acabamentos...Tudo bonitinho, organizadinho, aconchegante até. É o toque da competente profissional e queridíssima Fabiana Pereira, diretora do evento. Parabéns Fabi!!

E os pavilhões, que são vários, estavam bem ventilados. Não se passa mais tanto calor como nas edições anteriores. Sorte dos expositores!
Mas é uma feira de negócios mesmo. Big Business!!! Não é pra mim, haha.
A única coisa que comprei foi um mini cactus para a Alice. E deu. Não olhei roupas, nem bijus, nem nada...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Feriadinho em Itaara

Eba!
Feriado calorentinho de 2 de novembro foi passado em Itaara. No rancho da Ana Laura, nós comemos churrasco e bebemos. Tinha cerveja, cachaça, energético e caipirinha. Para todos os gostos, hehe. Depois do almoço, muitas risadas, cachorros e galinhas, fizemos um passeio, claro. Em busca de alguma cascata.
Só que as cascatas estavam secas!!! Muito brochante!
Depois de muito caminhar numa trilha cheia de perigos, só deu pra molhar a mão num fiozinho de água. Não fizemos a trilha inteira. Fomos informados que mais para o final do caminho havia cascatas com mais água, mas aí já estávamos cansados e voltamos. Mas foi legal!
Até fizemos uma foto em homenagem a Finados, haha. Tipo, "jovens alcoolizados, se perdem na mata e são atacados por animal misterioso". Dã!

No caminho da cascata, há uma pousada bem legal. É a Pousada D'Itaara. Já jantei ali no aniversário do Paulo Fernando há alguns anos. E gostei. No blog da pousada, que fica ao lado de uma pedreira (foto abaixo), tem todos os valores de pernoite e refeições. Só clicar aqui. Uma boa dica para o verão.

Fotos: Eduardo Barreto

domingo, 24 de outubro de 2010

#comofaz

É interessante observar como as pessoas se comunicam nas redes sociais. Nos blogs, o texto é cheio de pessoalidade. A linguagem é mais informal, livre, inclusive nos jornalísticos. O querido jornalista santa-mariense Leonardo Foletto observou muito bem, em sua dissertação, estas características específicas da linguagem dos blogs. A professora e pesquisadora Raquel Recuero também se dedica ao estudo das linguagens das redes sociais. Para ela, os blogs, por exemplo, são discursos pessoais. Aliás, Recuero publicou um interessante texto sobre o porquê do Twitter ser tão popular no Brasil. Leia aqui.

E o Twitter? O que caracteriza os seus escritos além do limite de 140 caracteres?

Várias coisas...

Navegando pelo microblog, rede social, rede de informação, whatever, dá pra notar a ocorrência de alguns modos de dizer, uma espécie de código linguístico que influencia os participantes na hora de escrever em 140 caracteres. Esta construção de uma textualidade do Twitter renderia um artigo bem legal, mas como estou sem paciência para ir atrás de referencial teórico sobre linguagens de redes sociais, objeto empírico, contexto e o escambal, vou escrever só um post mesmo, com observações bem banais. Depois até posso pensar em escrever algo mais "acadêmico". Aliás, já devem ter produzido estudos sobre isso, mas eu não vou pesquisar no Google. Afinal, sempre há artigos sobre todos os fenômenos sociais. E isso é bom. Ou não.

Então..Elenquei abaixo algumas observações referentes à construção da mensagem do Twitter, os dizeres que costumo ver e usar na minha timeline.

Hashtag
A hashtag, caracterizada pelo sinal sustenido (#) serve para etiquetar os assuntos. Ela facilita a pesquisa de informações no Twitter. Hashtags como #dilma13, por exemplo, quando clicada, vai trazer à tona tudo que foi dito no Twitter sobre a Dilma, as eleições etc. Nos últimos dias também vimos as hashtags #vejamente, #globomente etc. Outro exemplo: se neste ano a hashtag do Macondo Circus for #circus2010, todas as mensagens sobre o Festival podem vir acompanhada da hashtag, que será usada caso alguém queira pesquisar sobre o evento.

-#tudosustenido. #comofaz pra economizar caracteres além de abreviar tudo?
A questão é que o sustenido, que marca a hashtag, não tem só a função de etiquetar um assunto. O que se nota no Twitter é que qualquer dizer, com os mais diversos fins, pode vir acompanhado do famosinho #.

O #comofaz é uma das "hashtags" mais comuns da rede. Sinaliza dúvida, apelo, pedido de conselhos ou sugestões, ou uma simples reflexão da pessoa. Além disso, serve para economizar caracteres. O #comofaz também já foi incorporado às conversas face to face, sem mediação do computador.
Outro sustenido famoso é o #prontofalei. É a marca de opiniões e palpites. "Eu não suporto gente fumando do meu lado. #prontofalei", por exemplo, hahaha. Também pode caraterizar a publicização de altas revelações ou segredos. Ou insanidades como o sustenido #aloka, um dos mais divertidos do Twitter. Serve pra tudo. Ex: "Hoje estou com vontade de beijar muuuito. Vou barbarizar. #aloka". Hahaha.

O sustenido também serve para sinalizar o tema do tuite. Por exemplo, se eu tuitar: "vontade de espancar o primeiro que me aparecer na frente #tpmfeelings". O sustenido sinaliza que eu estou na TPM. Aliás, o #whateverfeelings (qualquercoisa feelings) é muito usado na expressão de qualquer tipo de sentimento.
Só que o sustenido também pode não ter sentido algum. Podemos usá-lo só pra economizar carateres, já que no sustenido não há espaços entre as palavras, ou para finalizar pensamentos, resumir a intenção do tweet.

Um olá pra quem
Esse dizer é muito legal porque se refere a relatos cotidianos, da vida pessoal e profissional, que podem acontecer com qualquer pessoa. E podem estar associados a hashtags malucas, tipo:
"um bom dia pra quem acordou às sete da manhã, saiu correndo sem tomar café e perdeu o ônibus. #comeceibemodia "
"uma boa noite pra quem vai ficar em casa estudando enquanto os amigos se embebedam por aí. #eusoufelizassim"

Partiu
Como o nosso username já aparece no tweet, pra que escrever "eu" ou "fui" fazer tal coisa?. Vamos simplificar e usar só o "partiu":
"partiu para o trabalho...."; " partiu para o Campus". "partiu pra beber todas..." etc.

desplugando em 3...2...1...
Outra forma de dizer que está saindo do Twitter para a "vida real", haha.
"Saindo em 3, 2, 1..."
Já vi outros usos também, como: "Se irritando em 3, 2, 1..."

Há ainda as brincadeiras do Twitter:
#tuiteumacoisadecriança
#tuitecoisasantigas
#tuiteaPQP (ops!, hehe)
Ha!, também tem as séries:
Eu odeio...ou eu não suporto...
Eu amo...ou eu adoro

É muita coisa relacionada à textualidade do Twitter. Este post já está muito longo e eu
#odeiogentequeescrevepostmuitocomprido
#aloka

sábado, 23 de outubro de 2010

Retiro acadêmico/espiritual

Final de semana de retiro...
Até terça-feira, dia 26, este blog não será atualizado. Motivo: retiro espiritual para finalizar tarefas acadêmicas urgentes, urgentíssimas...

Afinal não ganho dinheiro com isso aqui mesmo, hahaha. :(

Perdoem-me leitores, mas o afastamento é necessário...
Eu também pretendo não ficar com o msn ligado nem acessar o Twitter...Eu vou conseguir, eu sou forte, um passo de cada vez.

Como diria minha amiga, Dai, "beijo, me segue".

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

É...não tem jeito. R$ 2,20

E nosso prefeito, heim? Disse no passado que a passagem de SM era cara, que não iria ocorrer aumento...e agora muda o discurso completamente. Baixou dez centavos (r$2,20)em relação ao valor solicitado pela ATU e aprovado pelo Conselho de Transportes(r$2,31), mas reafirmou que em breve o valor será de R$2,31 mesmo, depois que o sistema integrado for realmente implantado. Saiu de bonzinho né Schirmer e deslegitimou o Conselho que sempre teve sua decisão acatada pelo chefe do Executivo.
Também né. Um conselho com Cacism, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, dos Taxistas...vai-se esperar o que...

Eu, como cidadã não motorizada, sem carro, moto ou bicicleta, que me desloco de ônibus pra Universidade, sou contra esse aumento. Razões óbvias. Sou estudante, grana curta, e não usufruo de um serviço de boa qualidade.
Como estudante também nunca gostei da ATU. A Associação sempre fez questão de manter uma relação ruim com os estudantes. A quantidade de documentos pra faze a maldita carteira mostra a vontade de dificultar a compra. A obrigatoriedade de mostrar a carteira para o motorista. As filas pra comprar passagem, os ônibus lotados, a intransigência, o cinismo.. Tudo isso vai criando uma relação de ódio entre ATU e estudantes.
Além disso, os empresários do transporte da cidade enxergam os estudantes como consumidores que deveriam pagar o valor integral e não a metade, como determina a lei. Aliás, se pudesse, os empresários mudariam essa lei. Eles não suportam a ideia desses milhares de usuários do transporte pagando meia entrada. E ainda jogam a população contra os universitários porque disseminam o discurso de que o povo paga pelos estudantes.

Foi legal ver a mobilização do DCE, tão criticado e tachado de comodista nos dias atuais. O barulho dos estudantes na rua foi ouvido. E isso é bom já que a população tem mais marcado na memória os bandos de calouros sujos pedintes de esmola todo início de semestre.

As discussões na rede foram interessantes. As matérias publicados no jornal foram, como sempre, descritivas, apáticas, vazias e com pitadas de polemismo. Tudo em nome do equilíbrio.
No twitter, muita indignação dos estudantes.

Vou linkar aqui alguns textos sobre os protestos e o aumento da tarifa.
Na revista O Viés, a Panka fez um relato interessante sobre o dia do protesto e da votação:
http://oviesrevista.wordpress.com/2010/10/19/contra-o-aumento-da-passagem/

E o blog do DCE resgatou um texto do Ivan Lautert, publicado na revista TXT, da UFSM. É uma entrevista com o Schirmer em outubro de 2008. Claro que faz quase três anos, mas o prefeito diz ali que a passagem de SM deveria ser 1,40. Hehe.
http://avantedceufsm.blogspot.com/2010/10/quem-ganha-com-o-aumento-da-tarifa.html

E tem a versão da Prefeitura, publicada no site do Claudemir Pereira.
http://www.claudemirpereira.com.br/2010/10/tarifa-de-onibus-schirmer-diz-que-aumento-total-so-com-bilhetagem-eletronica/

É..Não é fácil...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mau humor noturno. Pequenos incidentes

Hoje estou a fim de escrever só besteira (haha! como se eu não fizesse isso toda hora né!).
Enfim, este post é totalmente mau humorado...(outra novidade!!!)

E hoje é sexta-feira. Eu costumo dar uma saidinha noturna nas sextas. E, na night, é bem comum eu ficar mau humorada com algumas coisas que acontecem. Não adianta né. Onde há junção de muitas pessoas diferentes, e bebendo, há algum tipo de estresse. Inevitável.
Por isso, decidi enumerar algumas coisas irritantes que ocorrem quando estou numa boate ou bar. Incidentes que podem causar mau humor. Coisa de gente que está ficando velha, haha.
Vamos lá:

1)fumaça de cigarro. Sim, não dá mais. Eu torço pra que proíbam de vez o cigarro em ambientes fechados. Chega um ponto que a fumaça me causa um estado de mal estar profundo, cansaço, lentes de contato irritadas, tosse, problemas na garganta, enfim. Desculpem-me os fumantes, mas eu saio de perto. Nada pessoal. As roupas viram uma nhaca! O cabelo idem. Fora quando te queimam, ou encostam o cigarro no cabelo, porque tem fumante tão folgado que não tem noção de como segura um cigarro sem encostar nos outros (este assunto rende outro post).

2)guria bêbada que tumultua o banheiro.
2.1- gurias que vomitam e emporcalham o banheiro. Dá vontade de espancar essas loucas que fazem isso. Gente sem noção! Vai aprender a beber em casa pra não passar fiasco em público.
2.2-quando entra mais de uma no banheiro pode esperar que vai demorar. Ou ficam se pegando ali dentro ou botando o papo em dia...sei lá. Tem menina que não sabe que banheiro é pra fazer xixi. E deu. Libera, que tem fila.
2.3- guria que resolve lavar a roupa suja no celular, na fila do banheiro, falando alto pra todo mundo ouvir. Essas são as show-girls. Adoram gritar, xingar a pessoa do outro lado, fazer histeria no telefone. E a gente, que está na fila, tem que ficar ouvindo o barraco...e até consolando depois, haha.
2.4-guria que resolve dar cantada no banheiro. Ai, me poupe né. No banheiro? Superromântico.

3)Gente folgada. Sabe aquele povo louco que acha que é dono da pista? Dançam se espalhando, sem se importar com os outros. Fazem uma rodinha de dança enorme. Totalmente sem noção. Aí a gente começa a empurrar pra ver se a pessoa se toca e ela olha pra ti com cara de inocente, de quem está sendo agredida injustamente. Irritanteeeeeee!!!! Eu já tive que apelar para cotovelada...

4)Pisada no pé de sapato de salto fino. Aiiii...All star, tudo bem, não dói quase nada. Mas levar pisada de guria com saltão é foda. Uma vez uma amiga minha ficou com o pé roxo por dias.

5)Gente que derruba cerveja no chão e molha todo mundo. OK. Todo mundo já fez isso. Acontece. É comum eu estar falando, mexendo as mãos, e pá no copo das amigas. um saco! Fedentina na roupa até o final da festa.

6)Pessoas que ao invés de pedirem licença resolvem te arrastar. E tem aqueles que aproveitam pra agarrar a gente né. Saco! Porque uma coisa é ser educado e pedir licença de um jeito delicado, até encostando a mão no ombro e tal. Outra é o menino, ou menina, passar por ti e ir te pegando na cintura..ai, ai, ai...calma aí....

7) Bêbado mala. Pior que estar bêbada é aguentar os bêbados que vêm falar com a gente, haha. Isso até é mais engraçado do que irritante. Torna-se irritante quando a pessoa não desiste e além disso começa a te insultar. Porque está bêbada. Aff..
E os casaizinhos que resolvem brigar ali, no local. Entram na festa pra se emburrar, haha. Ela vai embora, de cara, e ele fica ali na festa, aproveitando, hehe (tão conveniente!)

8)Estrutura fail: filas, filas e filas, lugar hiperlotado, ar-condicionado insuficiente, falta de exaustor, cerveja quente, banheiros sem papel higiênico, falta de isopor para a cerveja, garrafas espalhadas no chão (tem gente que não mexe um dedo pra colocar garrafas vazias nos devidos lugares e prefere atirar no chão). É que também não adianta esperar que pessoas mal educadas em casa sejam diferente em locais públicos. E como tem gente grossa nesses lugares. Pavoroso!


Enfim, é óbvio que essas coisas não ocorrem todas juntas, não é. E devo ter esquecido de várias outras. São coisas que irritam, mas não chegam a estragar a noite. Aliás, se eu pensar em tudo isso antes de sair, nunca mais eu saio, hehe.
Ai, acho que estou ficando velha mesmo...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Devir-criança

eeeeee...
Dia das crianças....

A barraquinha da Mônica no terraço de Porto Alegre foi uma das coisas inesquecíveis da infância, hahaha.








E a Alice cutica, na chácara, em Restinga Seca, foi outra. Não que a barraquinha esteja no mesmo nível que a Alice. Óbvio que não, haha.


É por isso que continuo dizendo que quero um devir-criança!!!!!

domingo, 10 de outubro de 2010

Mídia e eleições em debate na UNIFRA

Momento corporativista. Assuntos jornalísticos. Parte 2. Parabéns pra mim que não consigo atualizar o blog no mesmo dia dos eventos que eu vou e deixo pra fazer isso uma semana depois.

Mas eu preciso registrar algo sobre o debate Mídia e Eleições que aconteceu na quarta-feira à noite, na UNIFRA.
Para uma plateia de professores do curso de Jornalismo da UNIFRA e alunos no início do curso, o professor de sociologia, Reginaldo Perez, iniciou sua fala dizendo que estava ali para provocar. E foi o que ele fez. Chamou os jornalistas de lixeiros de plantão, de ingênuos, disse que o campo do jornalismo é uma máquina de moer gente onde os jornalistas têm duas opções: ou se adaptam à realidade ou caem fora.
O assunto imprensa e a revista Veja obviamente surgiram na discussão. Perez contou que estuda a revista há 24 anos. Mostrou capas da Veja veiculadas durante a eleição. Capas consideradas descritivas (sem ataques diretos), e capas fortes, acusatórias, opinativas e claramente posicionadas politicamente, como o caso Erenice Guerra. "Do ponto de vista político, a Veja é mais importante que toda a imprensa escrita junta. Nenhum meio conseguiu produzir agenda como a VEJA, inclusive agenda televisiva". Pior que isso é verdade. E que a Veja é um panfleto político, que faz desjornalismo e que representa um desserviço ao País também é verdade, mesmo que Perez considere isso normal, natural ou "parte do sistema".

Quem também falou sobre jornalismo político foi o assessor de imprensa de Pimenta, Ricardo Lopes. A polarização Serra x Dilma, as pesquisas eleitorais e a internet foram escolhidos por ele como os três destaques dessa eleição. Sobre as pesquisas, Lopes comentou que quando Dilma liderava os números, a grande imprensa começou a dar espaço à Marina Silva como via alternativa e criou uma artificial pauta ambiental. Além disso, o editorial do Estadão declarando apoio a José Serra também marcou a campanha. A Folha de S.Paulo não fez isso porque ainda faz questão de manter a máscara de uma parcialidade. Falsa, óbvio. "O jornalismo impresso não tem mais a força que tinha embora ainda tenha força no agendamento político". O jornalista também citou as séries de reportagens como a do Jornal Nacional. Para ele, as matérias do telejornal mostraram cidades e situações como se estas representassem todo o País. É. Concordo. Estas séries de reportagens sobre o País nunca são de graça. Mesmo assim, não posso opinar porque não vi nenhuma.
Sobre a internet, Ricardo disse que ela ainda não está totalmente consolidada devido à "falta de credibilidade" em relação aos meios tradicionais, por exemplo. Bom. Discordo totalmente dessa afirmação do Ricardo. Aliás, não suporto esse papo de dizer que a "internet não tem credibilidade", mas isso fica pra outro post.
Aliás, quem falou sobre a potencialidade dos blogs, Twitter e redes sociais nas eleições foi o jornalista Fritz Nunes. Segundo Fritz, estes meios produzem hoje leituras críticas e debate sobre os principais assuntos do País. Afirmou que realmente existe posicionamento político por parte dos grandes meios de comunicação, mas que a imprensa não pode agendar assuntos baseada em artificialismos e factóides. "A internet dispõe de meios que permitem uma leitura mais aprofundada que não existe na mídia tradicional"

Depois das primeiras falas, veio a parte mais polêmica do debate. Uma jornalista da plateia comentou sobre a questão do posicionamento da mídia, criticou o discurso panfletário e sacana da revista Veja e perguntou a opinião dos debatedores.
Apesar de ter sido muito indelicado com a jornalista, o professor Reginaldo Perez disse coisas interessantes. Afirmou que não existe discurso neutro, pois a própria linguagem em sua natureza não é neutra, e destacou que os jornalistas não podem ser ingênuos de achar que eles têm uma "missão" salvadora do mundo. Ou os jornalistas operam dentro do sistema e da realidade que estão aí ou caem fora. Para o professor, não existe outro jornalismo a não ser o que se vivencia agora.
Mais ou menos né, professor. Porque essa visão leva em conta somente o mercado de trabalho empresarial. Como muito bem frisou a professora Liliane Brignol, esse discurso de "podridão do sistema" considera a mídia de um ponto de vista homogêneo e não leva em conta todo o movimento da internet e as novas formas de jornalismo que tem se desenvolvido por aí.

Enfim, foi bem interessante o debate. Meu texto talvez tenha ficado meio confuso, por isso recomendo a matéria da Matéria da Agência Central Sul de Notícias da Unifra, que ficou bem melhor. Está aqui.
A foto é de Pedro H. Porto, gentilmente enviada para mim pela professora Sione Gomes.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Fim dos jornais?

Momento corporativista...assuntos jornalísticos.

Terça passada eu perdi o debate sobre o fim dos jornais impressos que ocorreu na Sedufsm. Droga! Imprevistos...
Em tempos de internet e jornalismo digital bombando, muita gente se pergunta sobre o futuro do Jornal Impresso, ainda mais depois que o Jornal do Brasil parou de circular na forma impressa.
No debate promovido pela Sedufsm, estavam presentes a minha orientadora e professora do curso de Jornalismo da UFSM, Luciana Mielniczuk, o jornalista Claudemir Pereira e o repórter de ZH, Carlos Wagner.
O Fritz Nunes, jornalista da Sedufsm produziu um bom relato sobre o evento que eu reproduzo aqui. A foto também é dele:

Jornais terão que se reinventar, dizem os palestrantes do Cultura na SEDUFSM

Jornais impressos sobreviverão? Talvez. Mas, e de que forma? Eis um dos motes da discussão de ontem à noite

Os jornais não acabarão, mas eles terão que se reinventar. A opinião é do jornalista e colunista político de A Razão, Claudemir Pereira, que também é responsável por um site de informações que leva o nome dele. Para o repórter especial de Zero Hora, Carlos Wagner, a briga entre jornais e a internet é algo sem sentido, pois há espaço para todos. Já a professora de jornalismo da UFSM, Luciana Mielniczuck, considera que a redução do espaço dos jornais no mercado começa antes do surgimento da internet e tem relação com a questão da “qualidade do jornalismo” que se produz. Essa seria uma síntese das análises manifestadas na noite desta terça, 5, durante o Cultura na SEDUFSM que, em sua 43ª edição, trouxe como tema “O fim dos jornais impressos”. Cerca de 40 pessoas prestigiaram a atividade, que teve a coordenação do presidente da SEDUFSM, professor Rondon de Castro.

O ponto de partida para as discussões do debate é a transformação de um dos mais tradicionais jornais do país – o Jornal do Brasil, JB – de impresso apenas para a versão eletrônica, ocorrida no início do mês de setembro. Se no Brasil, essa situação ainda é pouco comum, em países como os Estados Unidos, a migração dos impressos para a versão digital tem se ampliado. Em uma de suas intervenções, o jornalista de ZH, Carlos Wagner, destacou que a grande questão que está por trás de tudo são os custos, pois a internet torna mais barato fazer jornais. Entretanto, fazer reportagem investigativa, de qualidade, tem um custo bastante alto, destaca ele, autor de dezenas de grandes reportagens, que acabaram se transformando em livros.

Claudemir Pereira, que ao longo de mais de uma década foi editor do jornal A Razão, afirma não saber como será tecnologicamente um jornal do futuro, nem sabe se será na versão impressa, mas acredita que continuarão existindo. Na realidade, o fenômeno que se verifica, segundo ele, é a diluição da influência dos jornais, ou do conteúdo produzido por eles, a partir da disseminação da internet, especialmente das redes sociais como o twitter e o facebook. O jornalista deu exemplo por ele mesmo, pois durante o debate dos candidatos a presidente da República, acompanhou o enfrentamento político pelo twitter e não pela televisão.

Para a professora Luciana Mielniczuck, um dos pecados dos grandes jornais é de continuarem se comportando como se não houvesse internet e, por isso, em algumas situações, acabam se tornando antiquados. “O impresso ainda não encontrou seu novo lugar”, ressaltou ela. Sobre o comportamento dos jornais, Carlos Wagner analisa que o futuro dos impressos passa pela consolidação do repórter como um “produtor de conteúdo”. A partir da internet, argumenta, o que se destaca é a “comunicação direta” através das chamadas redes sociais e, com isso, o papel de intermediário exercido pelo jornalista está com os “dias contados”. A partir desse fato, antevisto por Wagner, o papel do jornal impresso seria de “formação e análise”, se destinado a uma elite cultural. A internet e o rádio, vaticina, serão as ferramentas da comunicação de massa.

OVERDOSE- O jornalista de ZH elogia a internet e as redes sociais em um aspecto: formou-se uma pressão nas redações e a prepotência dos jornalistas está sendo questionada. Entretanto, o grande perigo, segundo ele, é que a redação passou a trabalhar sem “filtros”. A instantaneidade, na maioria das vezes, impossibilita a apuração mais profunda sobre a veracidade das informações. “Ficou mais difícil separar boato de informações”, destacou Carlos Wagner. Ele também frisa que a credibilidade do profissional passa justamente pelo processo de apuração da notícia. E, atualmente, na opinião dele, 80% do que aparece em ferramentas de comunicação como no twitter são totalmente “dispensáveis”.

Wagner diz que uma das características do século é a “multitarefa”. Isso pode ser exemplificado por boa parte das pessoas que vivem plugadas à rede virtual. Não basta mais receber e enviar e-mails ou bater papo pelo Messenger. Com a disponibilidade e popularização das redes sociais, quem não está no Orkut, no twitter ou no facebook, é visto de certa forma como um pária.

Para Luciana Mielniczuck, a questão do “deslumbramento” com a internet é um fato real nos dias atuais. Contudo, há quem esteja conectado a maior parte do tempo por uma questão profissional. O jornalista Claudemir Pereira enfatiza que acompanha as notícias através da rede virtual cerca de 16h por dia. E isso não ocorre apenas pelo computador. O celular também é uma ferramenta nessa conexão com as notícias em tempo real. Claudemir cita que acessa pelo menos 40 sites diferentes, diariamente.

Portanto, o consenso único é de que não há certeza em relação ao futuro do jornal impresso. Ele pode se tornar um produto a ser consumido por uma elite cultural, mas também pode passar a ser lido em uma forma virtual. Os elementos colocados por todos os debatedores referiram de que o modelo atual de jornalismo impresso está fadado a perder cada vez mais terreno, especialmente pela repetição de conteúdos já disponibilizados pelas ferramentas virtuais. A questão se torna mais intrigante quando se sabe que a internet ainda não é um instrumento massivo no Brasil. Nos grotões, ainda se ouve basicamente rádio. Quando a internet chegar à maioria da população, será que o jornal impresso sobreviverá?

A Agência Central Sul de Notícias, da Unifra, também divulgou um texto sobre o evento. Está aqui.

É. Os jornais impressos terão que se reinventar, cada vez mais. Interessante discussão para o jornalismo e para a sociedade.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

#Eleições 2010 (4)

Todo mundo dizendo que o primeiro turno da eleição foi morno e tal...Mas queriam o que?
Quem sabe a gente tenta elencar aqui, então, os destaques dessas eleições. A mídia adora fazer isso...
O que marcou o pleito de 2010...

- Tiririca. "Vote Tiririca. Pior do que está não fica". Hahaha. Tem que rir pra não chorar né. Acredito que antes de chamar todos os eleitores do Tiririca de burros, precisamos tentar entender este fenômeno. Eu ainda tô matutando. Voto de protesto? Identificação com uma figura popular e midiática? Não sei...vamos pensar...
O Muniz Sodré escreveu sobre isso no site do Observatório de Imprensa.
No blog do Papo de Homem também tem um texto falando das subcelebridades que se se candidatam e sobre o tal voto de protesto.
E não me venham os gaúchos criticar os paulistas por ter eleito o Tiririca porque nós elegemos o Danrlei e Deus Goleiro, o Mano Changes e a Ana Velha Lemos. E o RJ elegeu Romário e Bebeto.

- Marina verde fenômeno de votos. Apesar do discursinho vazio, meio irreal e abstrato, ela conseguiu mobilizar 20% dos eleitores. Como? Pessoas que não querem o Serra, mas também não foram tocados pela campanha de Dilma. Marina conseguiu chegar a esse eleitorado...Para pensar também...
Aí vai um texto interessante: http://www.idelberavelar.com/
E aqui outro: http://www.twitlonger.com/show/6b44f4

-Twitter. Sim. Não tem mais graça eleição sem Twitter ou Internet. Adeus TV, jornais e meios estáticos e pouco interativos!
Aproveito para linkar um excelente post do Tiago Dória intitulado "Eleições 2010: internet reforça militância e 'mídia cidadã'".

domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições 2010. Santinhos forram ruas...

Agora eu não estou a fim de comentar sobre resultado de eleições. Mas vou registrar minha indignação com a prática dos candidatos de atirar santinhos na frente dos locais de votação, durante a madrugada que antecede a eleição.

Caramba! Isso é nojento. Não acredito que tenha tanta gente "perdida" que saia de casa pra votar, pensando: "vou votar no primeiro santinho que cair no meu pé". Por favor! Óbvio que muitas pessoas podem até fazer isso, mas nada justifica a quantidade de material jogado. E não é só santinho, não. É folder, material caro, ali, aos montes, nas avenidas e ruas da cidade. PQP! É dinheiro botado fora mesmo...

A minha irmã, Alice, foi testemunha. O mesmo caminhão de um candidato passou três vezes na frente do Colégio Cícero Barreto pra atirar material na rua, durante a madrugada. Ela viu.
Só que eu andei pela rua e vi material de todos os partidos, ou seja, TODOS fizeram isso. Argh!

E quem vai limpar isso tudo?
E é prática nacional porque minha prima Juliana me mandou uma foto lá de Goiânia mostrando a rua tomada de propaganda eleitoral. Essa foto de baixo é dela. Valeu, Ju!
A foto acima é da rua Silva Jardim, em SM.
Deveria estar acostumada, mas é deprimente!

sábado, 2 de outubro de 2010

#eleições 2010 (3)

Então...o debate na Globo foi meio chato...nenhum momento muito tenso a não ser quando a Dilma se expressou mal ao falar das doações oficiais da campanha...de resto, a Globo organizou um debate concentrando em perguntas entre os candidatos. Dilma não perguntou pra Serra e vice-versa. Dilma estava cansada, sem energia; poderia ter tido um desempenho melhor, mas conseguei expor as realizações do governo em diversas áreas. Marina até que foi bem, agrediu, tentou criar uma diferença entre projetos, mas não apresentou uma proposta clara...Plínio foi o mesmo de sempre; discurso vazio, irreal...Serra não convence; não tem jeito.
O Jornal Nacional mostrou hoje as reportagens que acompanharam Serra, Dilma e Marina durante a semana. Gostei das matérias. Marcelo Canelas foi quem acompanhou Dilma e acho que foi o melhor material dos três.

E amanhã tem eleições. Fui caminhar hoje e vi quantidades de santinhos espalhados pela rua. E os tais cavaletes nos canteiros...Evitei de ir ao centro essa semana, para não esbarrar nos entregadores de propagandas...Sim, eu sou uma chata, haha.

Acho que esta foi a eleição da Internet...pelo menos pra mim. Olhei algumas coisas na TV, mas acompanhei mais de perto as notícias e comentários pelo Twitter.
Só que já saturei. Estou torcendo pra que não haja segundo turno.

Boas eleições pra todo mundo...E não votem inconscientes, mas ''conscientes'', hehe.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

#eleições 2010 (2)

Outra coisa idiota que os jornalistas fazem em relação aos debates é eleger o vencedor...
Há os que têm um desempenho melhor ou pior, mas é ridículo falar em vencedor X perdedor. Dã..

E hoje tem debate na Globo. Sim, como não poderia deixar de ser, a Rede Globo é quem apresenta o último debate entre os candidatos à Presidência da República...
Vamos ver o que vai acontecer né. Porque debates na Globo são sempre tensos em função daquele famoso, de 1989, do Lula e do Collor. Sim, a Globo fez uma edição "melhores momentos" que desfavoreceu o Lula completamente...E o episódio entrou na história do jornalismo como exemplo de edição jornalística parcial e tendenciosa que teve influência no resultado das urnas.

Aguardemos...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Debates #eleições 2010

Assistir debates de candidatos e acompanhar o Twitter é uma experiência interessante. Diversão garantida. Atenção dispersa, óbvio. Se o debate estiver chato, o Twitter vai se encarregar de entreter o telespectador-multisemiótico que está com um olho na televisão e outro no computador.
Aliás, há pessoas que preferem acompanhar o debate pelo Twitter do que vê-lo na televisão. E com certeza, acabam tendo uma boa noção de como foi o "embate" entre os candidatos. Há pessoas muito boas na arte de tuitar debates políticos, haha.

Falo isso também porque o pessoal tem reclamado, no Twitter, da chatice dos debates. No domingo, assisti ao encontro dos presidenciáveis na TV Record. As perguntas mais apimentadas, algumas bem opinativas também, das jornalistas da Record, tornaram menos enfadonho o debate, trouxeram um pouco de tensão ao clima...

Então, acho que a tal chatice dos debates, na minha opinião, se deve a duas questões:

1)o formato quadrado e hipercronometrado da organização:
- 30 segundos para pergunta, um minuto para resposta, 30 segundos para réplica e mais 30 segundos para tréplica. Argh!
Essas restrições, obviamente necessárias, de tempo exigem do candidato uma imensa capacidade de síntese. Como falar sobre a situação da saúde em UM minuto? Como expor uma proposta em UM minuto? Complicado né...Deve ser difícil para os políticos, que adoram uma falação, sintetizarem ideias complexas em tão pouco tempo. É claro que muitos já estão treinados e lidam bem com isso. Outra coisa que anda ocorrendo é a repetição dos assuntos discutidos nos debates. Sempre as mesmas perguntas, sempre as mesmas respostas. Discursos que se repetem. Um saco!

2) a postura dos candidatos.
Pode ser mera impressão minhas, mas acho que os candidatos têm preferido não se arriscar muito nos debates. Ousam pouco. Há poucas provocações ou críticas fundamentadas. Sobram palavrórios de efeito, retórica vazia, sofismos, falácias...Óbvio que nem todos os candidatos fazem isso...
Plínio, por exemplo, assumiu o triste papel do velhinho engraçado, a figura que diverte o público nos debates. Não faz uma crítica fundamentada, repete frases de efeito o tempo todo tipo "todos são corruptos menos o PSOL" e coloca sua candidatura como a salvadora da moral. O PSOL, na representação de Plínio, perde a chance de ser uma oposição qualificada, uma alternativa no sentido mais radical da palavra, para se colocar como um partido puro, formado por pessoas incorruptíveis que irão fazer a revolução socialista no Brasil. Revolução que nem eles conseguem explicar à população. Fala sério! Muito mais lucidez e coerência tem o candidato a governador Pedro Ruas, aqui no RS. Este sabe se posicionar num debate.

E por falar em RS...No twitter o pessoal comentou que a RBS deve ter sido a única emissora que usou um sistema idiota eletrônico para sortear os temas das perguntas do debate que ocorreu ontem. Enquanto todas as outras emissoras fizeram o sorteio com papel mesmo, a RBS resolveu "inovar" e fez o esqueminha de sortear na tela...É mais moderno, gente!

Já escrevi demais. Mas o tema vai continuar a ser discutido aqui no blog porque quinta-feira tem o debate dos presidenciáveis na Globo...
Sobre o PSOL, aproveito para linkar o texto do blog E o verbo se fez texto. Confere lá...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A propósito de gauchismos...

O polêmico jornalista e professor Juremir Machado da Silva lançou recentemente o livro História regional da infâmia - O destino dos negros e outras iniquidades basileiras (ou como se produzem os imaginários) pela L & PM. Conforme o site da editora, se trata de um livro "que contesta os mitos que por séculos sustentaram o imaginário acerca da Revolução Farroupilha". Juremir "tira do pedestal da glória os grandes heróis da Revolução – Bento Gonçalves, David Canabarro, general Neto, Vicente da Fontoura, entre outros – e os devolve ao plano terreno dos mortais, revelando como interesses pessoais corroeram o lema revolucionário de “liberdade, igualdade e humanidade”. O autor também questiona a origem dos recursos financeiros que possibilitaram a Revolução Farroupilha. Por trás dos discursos abolicionistas havia o sistemático financiamento da luta armada com a venda de negros e promessas vazias de liberdade aos cativos que nela lutassem".

Lembrando que Juremir pesquisou o assunto durante três anos, estudou 15 mil documentos e teve o auxílio de mais 10 pesquisadores.
No Twitter do Juremir teve gaúcho muito indignado discutindo com ele sobre os mitos farroupilhas...
Amei a capa do livro com o cavalinho...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O melhor do RS

20 de setembro.
Danem-se as comemorações farroupilhas de culto ao gaúcho de lenço e bombacha, as músicas gaúchas, os CTGs de lógica conservadora e preconceituosa...Pra mim, essas coisas não representam o meu RS.

Não me acho bairrista, não acho que este Estado é melhor que qualquer outro, mas gosto desta terrinha. Talvez por aqui ter nascido e por não conhecer outros pagos...dã...óbvio.

Eu não me sinto gaúcha na Semana Farroupilha...
me sinto gaúcha quando tomo chimarrão todos os dias..
quando me pego falando "bah! capaz, tchê..."
me sinto gaúcha quando passo frio...quando vejo a neblina encobrindo os morros na ida para o Campus da UFSM...
quando estou em Caçapava na virada do ano acampando e ouvindo os grilos e o vento...
As coisas rurais, de quem morou quase 15 anos em uma chácara, com horta, pomar, bichos e lida campeira, me cheiram gauchismos, hehe.


Sinto-me gaúcha também quando escuto as músicas de Vítor Ramil com as letras do poeta João da Cunha Vargas...



E quando eu leio livros de autores e poetas gaúchos. Tantos talentos como Luis Antonio de Assis Brasil, Cyro Martins, Josué Guimarães, Caio Fernando Abreu, João Gilberto Noll, Fabrício Carpinejar, Luis Fernando Veríssimo, Moacyr Scliar, Lya Luft etc...

Afinal, o que será que é uma "identidade gaúcha", tema tão estudado pela comunidade científica. gaúcha. Não sei...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eleições e empolgações...


Período eleitoral é meio saquinho né. Tira um pouco as pessoas da rotina, da normalidade. Atrapalha a programação da TV, tumultua as ruas...tem mais barulho, mais fuzuê...

Andar no centro significa se deparar com placas, militantes, carros de som, passar pelas banquinhas dos candidatos e ter de pegar alguma propaganda. Eu até pego, por curiosidade, pra ver a parte visual porque não tenho muita paciência para ler o texto..É..sou uma alienada política...eu já fui mais engajada...

As pessoas também são hipócritas. Não aguento mais ler carta no jornal de gente reclamando de barulho de carro de som, placa, cavalete de candidato.... Gente reclamando da presença de militantes em eventos culturais. MAS QUEREM O QUE?? Se não houver alguns distúrbios nesta época ninguém lembra que é eleição...especialmente quem não vê o horário eleitoral gratuito...

E os comícios, heim. Fui dar uma olhada no ato do Tarso na Praça hoje. Achei que ia ter mais gente. Tinha mais bandeira que gente...muito militante...Tive uma sensação "esse mundo não te pertence mais.."hahaha...
Na minha opinião, os comícios não empolgam mais...Quem é que vai deixar de ver o jogo do Grêmio - que passava no mesmo horário do comício- pra ficar ouvindo discurso. Absolutamente ninguém. Os colorados, talvez...No jogo tem muito mais emoção...
E quem tem paciência pra ouvir quase todos os candidatos locais a deputado federal, estadual, senador, pra depois ouvir o Tarso...
E os discursos são quase sempre iguais...não empolgam, não emocionam...O Lula ia ganhar dinheiro dando consultoria e dicas sobre como fazer discursos interessantes...

E ainda interromperam os discursos para transmitir o programa da Majoritária que estava passando na televisão...Aff...não entendi...Pelo menos eu ri observando os candidatos se empurrando pra ver quem ficava do lado do Tarso no palco. Sim, porque tinha trocentas pessoas naquele palanque...

Sim, tô tri mau humorada...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

cineclube feelings

Santa Maria até que está bem servida de cineclubes...

Pra quem gosta de ver um filme coletivamente e quem sabe comentar sobre ele depois, existe o Cineclube Lanterninha Aurélio, na Cesma, toda quarta-feira, o cineclube da UNIFRA, que ocorre nos sábados à tarde, e tem o Macondo Cineclube que também tem promovido ciclos interessantes. Além dos cineclubes, também há o ciclo de cinema histórico do CCSH e outros que agora não lembro...
Enfim...tem filme em vários lugares, em vários horários, de graça...
E Santa Maria tem até uma publicação legal sobre filmes que é o livro "Uma história a cada filme" (não tenho certeza se o nome é esse...) que está na terceira edição e traz críticas e resenhas muito boas sobre filmes importantes.
E a cidade ainda tem o Festival de Cinema...e teve este ano a Semana do Audiovisual, a SEDA, que foi promovida pelo Macondo Coletivo...

E SM tem dois cinemas legaizinhos...
E tem locadoras...haha
E tem bom produtores de cinema...bons realizadores de documentários, bons diretores...
E SM já tem um longa local...e outro sendo feito...
Tem gente estudando cinema, tem gente aprendendo...
Enfim, enfim, enfim..

Tudo isso pra dizer que nesta terça-feira, dia 14, mais um ciclo começa no Macondo Cineclube. É o Ciclo "Liberação- Revoluções por segundo...de sujeitos a coletividades". Nome pomposo né...
E me colocaram pra comentar o Pappilon. Filme muito interessante, mas ainda não sei muito bem o que vou falar sobre o filme...Não sou resenhista de filme. Eu opino. Bom, ruim, fantástico, uma merda...E termina aí, haha.

Enfim, todos convidados...pra ir lá bater boca comigo, hehe.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Relatos do Intercom

Muitas mesas-redondas, palestras, seminários, GTs, GPs, power points, ideias, coisas a serem pensadas... Tudo ao mesmo tempo.
Assim foi o Intercom 2010 que ocorreu de 2 a 6 de setembro na UCS, em Caxias do Sul.
Gostei de participar. É interessante ver as apresentações de trabalhos, os mais diversos modos de falar sobre o que se está estudando, as mais diferentes posturas acadêmicas; gente séria, gente descolada...trabalhos muito bons, outros confusos...outros aparentemente malucos...
É bom ir nestes eventos porque a gente acha que vai apresentar uma porcaria e chega lá e vê coisa pior, haha.

Eu apresentei meu trabalho no sábado passado, no Grupo de Gêneros Jornalísticos. Aliás, essa divisão de grupos é meio maluca. Os estudos se entrecruzam muito. Meu artigo poderia estar no Grupo de Cibercultura, Convergência ou no de Teorias do Jornalismo talvez. Óbvio que é preciso dividir os trabalhos em grupos devido à quantidade de artigos inscritos. Mesmo assim, o que se vê são trabalhos que poderiam estar em vários grupos. Tentei ficar no Grupo de Gêneros, mas circulei pelo de Convergência também.
Enfim, no Intercom, temos que ter consciência de que, se escolhemos um Grupo pra ficar, estamos perdendo dezenas de apresentações interessantes que estão ocorrendo em outros grupos. Há que se fazer opções. O pior é quando as apresentações não são boas e aí fica ruim entrar no meio da programação dos outros grupos.

Enfim. A estrutura da UCS é muito agradável. No final das programações acadêmicas, todo mundo se dirigia ao Centro de Convivência que sempre contava com apresentações de bandas. E bandas boas. Na abertura do evento, na sexta-feira, fomos presenteados com o excelente show de Borguetinho e Arthur Bonilla. Simplesmente mágico!!! Neste vídeo do YouTube, dá pra ter uma ideia do show.

Uma das coisas boas do Congresso é conviver com os colegas de mestrado. Aliás, que turma boa! Todo mundo se apoiando. Os queridos estão aí nessa foto dos mestrandos da Universidade Federal de Santa Maria. A foto é da máquina da Solange.

Bom. Há mais coisas pra falar sobre o Intercom, mas já me estendi demais...
A Gabriela Assmann também postou um texto legal sobre o Intecom no blog dela.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Intercom

Olá...
Então...
Até segunda-feira, estarei em Caxias do Sul, participando do Intercom Nacional, um dos principais congressos de Comunicação do País. E eu vou lá humildemente apresentar um artigo no grupo de Gêneros Jornalísticos.

Beijo pra todos...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

SMVC - Resposta a comentário

Pessoal...
Eu mudo de posicionamentos e discordo de mim mesma quando é preciso. Não tenho vergonha de mudar de ideia e ser favorável a argumentos de alguém que me contrapõe. Até porque sou meio volúvel e é comum eu repensar coisas que escrevo. Quando posto alguma coisa aqui faço isso rápido, escrevo na hora e às vezes sai umas bobagens bem bobagens.

Além disso, gosto que discordem de mim. Aprendo muito com isso. E, ao contrário do que diz o ditado, gosto SE discute, sim. E talvez eu tenha um gosto duvidoso, hehe.

Digo isso depois de ler o comentário do Fabiano Foggiato sobre minhas considerações acerca do primeiro dia do SMVC. Vou colocar o comment abaixo porque, por alguma razão desconhecida, ele não apareceu no espaço de comentários. E é importante o que ele disse pra mim. Abaixo do comentário, estão minhas considerações.

Olá, Silvana.
Você gostou da estrutura montada na Praça????
O som ruim e muito alto. Depois do intervalo e depois de reclamações foi equalizado a um nível mais baixo, a tela toda amassada, tinha uma luz da Praça que entrava na tela e provocava sombras com os galhos das folhagens, as pessoas não param de conversar, o chão não tem desnível, ou seja, um monte de cabeças na frente.
E você escreveu que a estrutura até que estava boa????
Domínio das produções são da UNIFRA ceto, só que as piores produções eram da UNIFRA o que eles chamam de documentário não passam de reportagens, jornalismo.
Bom sobre o curta "Fora de Validade" a trilha você achou irritante, pois essa é a intencão não era para ser tensa como vc escreveu. E não esqueçe que o áudio do 1º bloco estava muito alto, distorcido e incomodava pela altura. Então quando você fala que era para ser tensa você tirou essa informação de onde????
O que na trama está confuso??? Se você sabe a trama é o fio condutor e no Fora de validade está claro: Alguém está sequestrado e privado de liberdade em nenhum momento existe confusão nisso.
Onde tem confusão da trama é no Paladino porque no início vc não sabe qual é a trama só descobre quando eles estão lá no acampamento e dai fica obvio o que vai acontecer. Bem o fato de vc não conseguir prestar atenção no Fora de Validade tem haver com o local que não oferece as condições para a concentração. Bem para finalizar não entendi como você gostou do curta Paladino: mal feito, mal decupado, mal dirigido, com erros grosseiros, ruim na montagem, ruim na direção e pra completar o pessoal que pelo visto participou da produção estavam conversando o tempo todo sem parar enqaunto passava as outras produções. Eu tenho vergonha de mostrar e falar para quem quer que seja que algo como o Paladino foi realizado em Santa Maria é muito ruim.
Abraço.
Fabiano Foggiato
Produtor Audiovisual

Fabiano
Tens razão quanto ao som. Estava muito alto mesmo.E a imagem também estava com estes problemas que tu citaste. Não sentei, por isso ,não reparei na questão das cabeças na frente. E, como eu disse no post anterior, na praça a atenção se dispersa e as pessoas se sentem mais à vontade de conversar quando não se interessam pelo filme. Além disso, tem muita gente mal educada que não se importa em conversar alto perto de quem está ali para ver os filmes. Apesar disso tudo, Fabiano, eu achei mesmo a estrutura boa. Talvez eu esperasse coisa pior, não sei...Ontem, o som me pareceu melhor, realmente.

Sobre o curta "Fora de Validade", tu tens razão. Foi uma suposição minha achar que a intenção da trilha era causar tensão. De onde eu tirei isso? Do meu cabeção mesmo. Se a ideia era ser irritante, então tá. Cumpriu a função porque eu me incomodei. Como tu citaste, e eu concordo, o áudio do primeiro bloco de segunda-feira estava ruim mesmo e eu não entendi vários diálogos. Talvez isso tenha desviado minha atenção do curta. Eu entendi que era um sequestro, mas perdi os diálogos...É...Acho que trama não é confusa. Eu sou.

Tu tens razão quanto à Paladino. A trama é óbvia e o vídeo tem todos os defeitos muito bem observados por ti. Realmente não há nenhum motivo racional e convincente que explique porque eu achei divertido ver Paladino. Depois de ver um monte de "documentário" chato sobre Santa Maria, Silveira, OVNIS e gracinhas de buraco fundo, eu gostei de ver o mini filminho de terror. Óbvio que o vídeo é ruim e eu não disse que era bom. Acho que gostei porque é realmente muito tosco.

Por último, Fabiano. Tu tens razão na tua observação sobre o comportamento do estudantes que produzem os vídeos que passam no SMVC. Acontece bem isso que tu citas: o pessoal da produção do filme vai lá ver sua produção, gritar, bater palma e depois vão embora; não tem interesse em ver as outras produções locais. É só oba, oba. E digo mais. Muitos estudantes que têm seus trabalhos selecionados pelo Festival NÃO assistem a documentários, não gostam de curtas, não lêem sobre cinema, não assistem nada que não seja comercial. E o resultado são estes videos fracos que a gente vê no Festival. Sem linguagem, sem experimentação, sem roteiro, sem preocupação técnica.

Fabiano...Fiquei bem contente com tua manifestação. Gostei mesmo. Mas não leva muito a sério meus comentários, porque nem eu levo...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mostra local do SMVC sem nenhum destaque

Então...Fui conferir a Mostra Competitiva Local do SMVC ontem à noite. Este ano está tudo na Praça Saldanha Marinho. A estrutura até que ficou boa. A imagem está legal, mas o áudio nem tanto. Gostava de ver os filmes no Theatro. A praça é ótima, mas dispersa a gente. O ideal é sentar lá na frente mesmo pra entrar no clima. Como ontem fiquei no fundão, não consegui dedicar muita atenção aos filmes. Também porque não havia nada muito interessante que me prendesse a atenção.
E aí ficamos naquele dilema: ficar conversando com pessoas legais que a gente encontra ou largá-las para ver as produções locais.

Enfim, achei fraca a mostra local. Cinco ficções e quatro documentários (tem dois vídeos institucionais que não sei se podem ser classificados como documentários). Nada muito interessante. Domínio das produções da UNIFRA.
Não entendi porque a ficção "Fora de Validade" está na mostra nacional. A trilha do filme, que trata de um sequestro, é para ser tensa, mas eu achei irritante. Trama confusa. Atuações ruins. Não consegui prestar atenção no filme. OK. Estava de má vontade, talvez.

O Fabrício Koltermann, diretor "restinguense" da ficção "No fundo do buraco" descobriu como fazer vídeos que agradem o público. Com um roteiro não óbvio, personagens engraçados e inspirados, e uma linguagem que mistura ficção e documento, consegue divertir o espectador. No meio de tanta coisa sem graça, um filme que faz rir ganha o público e o júri. Não é um filme enfadonho e nem pretensioso. No entanto, Fabrício peca por pegar as mesmas pessoas da comunidade para interpretar os personagens que, aliás, tem traços muito semelhantes aos personagens dos outros filmes do diretor. Algumas atuações são artificiais, caricatas e exageradas demais. Mesmo assim, foi legal ver os atores do filme, de Restinga, lá na Praça prestigiando uma produção da região. Impagáveis os depoimentos dos jornalistas Homero e Luis do Diário de SM, e de um engenheiro florestal que tenta "explicar" a formação geológica do Buraco Fundo.

Gostei muito do texto e da linguagem do filme "veloz". Essa temática do tempo e do momento é sempre interessante.

E foi divertido ver "O Paladino", haha. Jovens acampando e um assassino no meio da mata é o que há de mais clichê do estilo Jason, mas eu gostei, hihi.Pelo menos tem facadas, sangue, uma mocinha histérica e um assassino vestido de gaúcho, haha. Uma releitura gaúcha do Jason.

Agora, muito chato ver vídeos institucionais travestidos de documentários. "Olhares de Santa Maria" é uma chatice só. E é bem provável que leve um dos prêmios. Sinceramente. Quem é que quer ver e ouvir pessoas falando sobre Santa Maria?Argh! Dá pra passar o vídeo no aniversário da cidade. Tem até a música símbolo do Beto Pires. No youtube tem vídeo institucional melhor até. Hihi.

E o filme sobre Silveira Martins. Muito chato! É vídeo pra prefeitura passar nessas Mostras Gastronômicas, pra vender a cidade. Na verdade, nem consegui ver inteiro. Isso é filme de Festival?

A Facos/UFSM, mais uma vez, não inscreveu vídeos no SMVC. Uma pena que as produções estagnaram. Há um estúdio, há uma TV, há pessoas envolvidas em longas. Mas não há documentários sendo produzidos.

(a foto é do site do SMVC)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

drugs again

Elerê!!!
O assunto DRUGS está rendendo...Adoro quando comentam.

É polêmico mesmo.
Olha só. Em agosto, o Marcos Rolim, que fala com muita propriedade sobre drogas, violência e sistema carcerário, em sua coluna na Zero Hora, comentou sobre uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo que submeteu 50 dependentes químicos de crack a um tratamento experimental de redução de danos. O grupo foi tratado com maconha e 68% trocou o crack pela maconha. Depois de três anos, todos os que fizeram a troca pararam de usar a droga. Não usaram mais crack ou maconha.Pois bem. No outro dia, a ZH se encarregou de publicar uma reportagem com especialistas em dependência química que discordaram veementemente da pesquisa citada por Rolim e ainda afirmaram que todos os viciados em cocaína e crack passaram pela maconha ou pelo álcool.
Enfim, a repercussão histérica contra a pesquisa comentada por Rolim só mostrou que QUALQUER coisa que se fale sobre o assunto que não se encaixe no senso comum é imediatamente rejeitada.

Pois ontem, Rolim, através do Twitter, mandou um link para uma entrevista com o jornalista e comentarista político Glen Greenwald, que escreveu um relatório sobre os oito anos de descriminalização do uso de drogas em Portugal para o Instituto CATO dos Estados Unidos.
Em Portugal, o uso de drogas está descriminalizado desde 2001. O tráfico continua sendo ilegal. "Ele descreve como a descriminalização foi concebida, o que os dados portugueses nos dizem em comparação com outros países da União Europeia e que a descriminalização levou a uma queda no uso de drogas entre jovens".

O texto completo está aqui. Vale a pena dar uma olhada nos comments do texto.
São considerações interessantes. Para continuar pensando...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Drogas. PF quer treinar professores...Mídia apóia

O assunto é...drogas. Elas estão na mídia. Nos jornais do grupo RBS, nas campanhas, nas reportagens e na novela também. Passione não foge do estereótipo e mostra a fissura exacerbada de um "drogado".
No geral, o discurso veiculado pela mídia sobre as drogas é o proibicionista, que prega que as drogas matam e devem ser banidas. E ponto final. Sem problematizações. Não se pensa muito.

Por isso, o curso de Psicologia da Ulbra resolveu pensar sobre o tema e promoveu o Seminário "As drogas na mídia". Como mediadora, participei da mesa-redonda que aconteceu no dia 18. " O encontro foi na quarta-feira passada e eu fui lá para mediar, hehe.
Para debater o assunto estavam a socióloga Flávia da Silva, a psicóloga e professora da UFSM, Adriane Roso, a vereadora Helen Cabral e o agente da Polícia Federal, Osmar de Moraes.

Foi interessante...deu pra ter uma ideia de como cada um encara esta questão.

A vereadora Helen falou bem até, mas tem aquele péssimo vício de políticos: fala demais e não é objetiva. Divaga muito e consome o tempo do debate circundando o assunto na tentativa de contextualizá-lo.

Osmar, que trabalha no grupo de prevenção da PF, enfatizou que a mídia deve mostrar os malefícios das drogas. "A mídia tem que dizer que o crack mata", afirmou. (Peraí! Ela já não faz isso o tempo todo?). Na opinião do agente, é urgente e necessário que a mídia publicize a composição química do crack. "Ninguém publica a fórmula do crack. É uma briga que eu tenho com veículos da mídia". Na opinião do agente, se as pessoas souberem todas as substâncias que o crack tem elas vão combater a droga com mais força. (será que vão mesmo?)

Para a professora e psicóloga Adriane Roso, a mídia divulga um único pensamento ou posicionamento sobre drogas. A mídia não dá voz a outro tipo de pensar. Ela lembrou que as drogas também produzem prazer e que isso pouco é discutido.

A Flávia falou da importância de problematizar a palavra "droga", aspecto que não é permitido no campo proibicionista que domina os discursos sobre o assunto. Também citou o uso irracional de medicamentos, a ritalina que dão para as crianças na escola e de como isso é permitido e difundido. E criticou o estigma de violência que costuma ser atribuída a usuários de drogas. Como combater algo que não é físico, palpável, que não tem vida. O que é combater as drogas?

Para o agente da PF, os assaltos e a violência em geral tem envolvimento de usuários de crack. Para ele, não existem políticas estatais de prevenção. Por isso, defendeu a presença da PF nas escolas para ela fazer o que os professores, na opinião dele, não sabem fazer: falar sobre drogas para as crianças: "Os professores não sabem distinguir loló de cola. Não sabem a composição química das drogas". Afirmou ainda que os professores precisam de treinamento sobre drogas. (assustador né, gente. Esta é a postura da PF hoje: estar dentro das escolas e treinar professores para falarem sobre drogas). E isso, com certeza, tem apoio da mídia.


Em relação a esta questão da educacão, do falar com as crianças, Adriane falou o seguinte: "Nós não podemos ensinar o amor; nós temos que ser o amor".

E eu não estou fazendo aqui apologia às drogas. Mas que é preciso pensar sobre o assunto, é preciso...