segunda-feira, 2 de março de 2009

"Ditabranda" vira polêmica nos blogs


Tenho acessado vários blogs que estão comentando sobre o editorial da Folha chamando a ditadura brasileira de ditabranda. O blog do Mello, do Eduardo Guimarães (cidadania.com) e o Azenha estão comentando o episódio e divulgando um protesto contra a Folha, no dia 7 de março, às 10h. O Eduardo Guimarães até reclamou ontem que pouquíssimos blogs estavam divulgando o protesto. Eu não leio a Folha de São Paulo mas acompanho as repercussões de suas matérias e editoriais por meio dos blogs de minha preferência.
O polêmico editorial foi escrito no contexto de crítica da Folha ao regime de Hugo Chávez. Nenhuma novidade, pois a Grande Mídia não perde a oportunidade de qualificar Chávez como ditador. Fazem isso sem explicar que critérios usam para utilizar tal qualificador. Apenas anunciam: o ditador Hugo Chávez. Assim como usam de maneira irresponsável várias outras expressões que não seriam usadas se estes veículos se preocupassem em produzir um jornalismo mais sério. Usam o termo a Folha, o Estadão, a VJ, a Rede Globo, Band, Record etc. Já é banal.
Já li vários textos dizendo que a Folha foi um dos veículos brasileiros que apoiou e deu sustentação à ditadura brasileira. Talvez por isso, eles estejam dizendo que o regime não foi tão duro assim. É absurdo. Eles dizem essas bobagens e depois se apavoram com a repercussão negativa que o editorial teve. Tomara que dê certo este protesto na frente do Jornal. Pelo menos pelo constrangimento deles, já que a mídia tradicional vai se ocupar de não divulgar uma linha sobre o protesto. Normal ou anormal.

5 comentários:

  1. Silvana!

    Outro assunto bastante comentado é a entrevista dos boxeadores cubanos. O blog do Nassif tem feito referências.
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/ Leia mais »

    O cubano que não estudou OSPB
    A decalaração do grande intelectual-boxeador cubano, de que conversou com Lula, está sendo usada nos últimos esperneios dos que tentam manter o factóide de pé.

    Repito o que respondi para um comentarista:

    Pega um lutador que jamais saíra de Cuba (a não ser para lutar), que não tem a menor idéia sobre o que é a estrutura política de um país, e proponha um teste com duas perguntas:

    1. Quem é o presidente do Brasil. Apresente várias fotos e peça para ele indicar quem é o presidente.

    2. Explique porque voltou para Cuba, se por gosto ou obrigado.

    A chance de acertar a primeira pergunta é de quanto, sabendo que moram em um país em que as informações não costumam circular e que boxeador não é propriamente um observador de política internacional? Aliás, façam o mesmo teste com boxeadores brasileiros sobre quem é o novo presidente cubano. Chance de acertar: mínima.

    A chance de acertar a segunda pergunta é de quanto? De 100%, presumo. O fato de errar a primeira questão não invalida em nada a resposta da segunda questão.

    Para acertar a primeira resposta, teria que entender um mínimo de política brasileira. Para acertar a segunda, basta ser ele.

    Captou?

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  2. Clô Dias e Noites3 de março de 2009 12:13

    a respeito do teu texto "Entrevistas e intençõs estranhas"... apesar do teu texto ser baseado inteiramente apenas em teu sentimento de estranhamento frente as matérias sobre o caso rodin - publicadas pela razão - vide como a razão e o diário publicaram hoje - 03 de março de 2009 - o desabamento de uma casa na rua floriano peixoto. apesar do lead "com problemas" (talvez editado sem a presença do repórter), a notícia do fato veículado pela razão é mais objetiva e imparcial - em relação as causas do desabamento - do que o diário. por que será?!
    beijo,
    me liga!

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  3. ingrid bittencourt3 de março de 2009 12:28

    tem que bota a brigada emcima ddos comonistas

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  4. É Anônimo...Eu ia escrever sobre isso, mas como havia vários outros blogueiros comentando, deixei. Factóide mesmo, criado pela mídia na época para responsabilizar o governo brasileiro. Essa é a nossa mídia. Não é interesse deles fazer essa simples pergunta. O que interessa são os efeitos de uma mentirinha na hora. Depois de meses, eles mostram os caras dizendo que não voltaram obrigados. Deve ter sido só agora que resolveram perguntar. Lamentável.

    Clô.Meu estranhamento não foi meramente pessoal, mas uma constatação que outras pessoas também devem ter feito: a publicação demasiada de entrevistas com os réus num caráter de defesa dos mesmos. Acredito que isso não é papel do jornal. Quanto à matéria do Diário sobre o desabamento, realmente, eles responsabilizaram a construtora desde as primeiras linhas, além de "emocionalizarem" o texto. A matéria do Jornal A Razão eu não li, mas deve ter sido mais objetiva.

    Ingrid: valeu pelo bom humor.

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  5. não, babe! na verdade, o diário responsabilizou a chuva - no meu entendimento.
    bacio,
    bacio!

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